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Mostrando postagens com o rótulo Just Nadz

"Nas primeiras horas da manhã"

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  Em junho de 2007 eu não estava em uma boa época. Foi quando os sinais da depressão e da síndrome do pânico não puderam mais ser ignorados. E foi também quando escrevi um conto do qual tenho bastante carinho.  Eu sempre gostei de escrever. Quando criança, passava horas criando histórias e personagens. Durante as aulas não fazia outra coisa. Mas não tinha problema, eu continuava tirando boas notas, mesmo perdida em todos os tipos de mundos literários. Eu também lia o tempo todo. Estava sempre com um livro na mão, mesmo ao caminhar na rua. Já quase bati em poste ou em lata de lixo, apesar de normalmente conseguir prestar atenção por onde ía.  Iniciei diversos contos, livros e outras coisas. Mas nunca dei seguimento a nada. Não conseguia. A empolgação que tinha ao iniciar o trabalho desaparecia depois de um tempo e eu começava a achar tudo que havia escrito uma verdadeira droga. O amor que tinha pela minha criação se transformava em decepção. E eu passava a duvidar da minha...

Contagem regressiva - O oitavo mês

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 O oitavo mês - Independência O maior marco deste mês deu-se poucos dias após a entrada no oitavo mês de vida da Cecília (logo após completar 7 meses). Após uns probleminhas para escolher e montar a cama da Cecília, seu quarto ficou pronto (quase pronto, na verdade). Mas o principal, a caminha estava lá! À espera do bebê.  Além da caixa Maternidade , que serviu como um bercinho logo no início, a Cecília nunca teve berço. Ela dormia conosco na cama, em um "ninho redutor" que havíamos ganhado. De início entre a parede e eu, e mais tarde em nosso meio. Lá pelo seu sexto e sétimo meses de vida, ela passou a se mexer demais, a querer mamar o tempo todo, a se arrastar pra cima da gente. Quase tudo isso dormindo!  Nem eu nem meu marido conseguíamos dormir. Ficávamos super preocupados que ela nos escalasse e não percebêssemos. Que caísse da cama. Eu ficava sempre de olho nela, minhas noites começaram a ser ainda mais picadas que antes e ela pedia para mamar o tempo todo. Também ...

E quando nao tem trabalho?

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   Revendo meus antigos posts, percebi que pouco falo sobre meu trabalho. Reservo este espaço mais para meus pen samentos, minhas experiências e recordações. Mas nesta época de coronavirus, parece não ser possível separar muito dessa ansiedade que sinto do que acontece no trabalho. Ou do que nãoacontece! Trabalho como agente e conselheira de au pairs na Holanda. Exerço esse trabalho desde julho de 2011 (uau 9 anos!). É uma micro empresa, onde sou representante independente de uma empresa de intercâmbio de au pair. Apesar detrabalhar com diversas nacionalidades (em especial da América Latina), meu maior número de clientes/embarques vem do Brasil.  Com a constante alta do euro dos últimos anos, o volume de interessadas no programa diminuiu . Não vou entrar em detalhes, pois este não é um post de promoção do programa de au pair ou do que faço para a agência. É apenas um desabafo da minha situação atual.  Nosso ano é sempre bem movimentado. Com au pairs de todos os loc...

Dois anos de Finlândia!

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Acordo de madrugada para dar de mamar ao bebê.  Normalmente ela dorme a noite toda, mas não hoje. É como se ela sentisse que o dia hoje é diferente. O dia de hoje é diferente para mim, sua mãe. Mas estamos ligadas. E é como se ela entendesse. Hoje ela se agita, ela não descansa, ela quer conexão. E são 4 da manhã. Meia hora depois estamos ambas novamente dormindo. Mais tarde o dia se inicia. E lavo o rosto pensando que hoje completo 2 anos morando neste país incrível que é a Finlândia. Pensando no quanto minha vida mudou desde que aqui cheguei em 10 de junho de 2018. Quando a KLM perdeu nossas bagagens. Quando os gatos ainda não tinham chegado.  Quando eu me senti tão perdida e tão pequena . Quando eu não sabia falar quase nem "oi" em finlandês.  Eu já sabia que minha vida seria aqui. Mas não fazia idéia dos rumos que ela tomaria.  Minha filha sorri pra mim enquanto brincamos com seu brinquedo de madeira favorito. Ela sorri faceira e vira de bruços. ...

Aniversário e quarentena

Hoje é sexta-feira, dia 17. Faltam 3 dias para meu aniversário de 34 anos. Está quase aqui. Meu primeiro aniversário como mãe, o segundo passado na Finlândia. Eu havia imaginado tudo, menos estar trancafiada em casa, nessa quarentena (não oficial, mas por nós seguida).  Eu havia imaginado tudo. Um piquenique no nosso jardim , do outro lado da cidade. Uma almoço com a família finlandesa. Uma reunião entre amigos. Em março, quando tudo isso começou, eu pensava que em meados de abril as coisas já estariam melhores e que poderíamos fazer pequenas coisas normais novamente. Que eu poderia ter meu almoço em família (ou jantar), que curtiríamos o dia juntos.  É difícil as vezes estar longe da família. Sou uma pessoa super desapegada e mergulho em qualquer aventura. Me sinto bem próxima de todos através das redes sociais e procuro sempre mandar mensagens. Nunca tive problemas em estar longe. Mas algumas ocasiões especiais, como aniversário, ano novo, Natal e aniversário de...

Sobre aprender um novo idioma!

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Cheguei em junho deste ano e estava empolgadíssima para iniciar aulas de finlandê s. Sempre adorei estudar idiomas. Desde adolescente. Claro que não tinha nenhuma paciência para estudar... na teoria achava lindo. Livros novos, canetas, caderno, tudo organizado e bonitinho. Na prática assim que a aula (qualquer uma que fosse) começasse, eu já estava criando minhas próprias histórias e textos. Totalmente alheia ao que estivesse acontecendo ao meu redor. Quer dizer, quase totalmente. Conseguia aprender as matérias na escola e tinha muita facilidade . O mesmo valia para idiomas. Não tive dificuldades em aprender inglês. Mas depois de aprender inglês... e este idioma ser tão bem aceito em tudo que era lugar ao qual eu ía... as coisas complicaram. Morei na Holanda, em dois meses j á estava arranhando frases e me comunicando em holandês. Levava meu pequeno Morris à creche e enquanto aguardava o horário de saída (durante alguns meses o local era em outra cidade e não dava para voltar p...

Despedida de solteira

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Pá!!!!   Um monte de vibrador bem na sua cara! Que é para começar bem o assunto do post de hoje no blog. Minha despedida de solteira! Só pensa que para mim... uma pessoa tímida e que NUNCA na vida tinha entrado em uma sex shop ... o que não foi essa surpresa planejada pelas minhas amigas! Elas me avisaram umas horas antes para me arrumar, que iríamos a uma pizzaria juntas. Só as mulheres. Ok! Eu topo! Chegaram Tarsila e Tati aqui em casa e quando menos espero, um presente! Uma coroinha de princesa "Bride to be" e um sequestro para minha despedida de solteira! Fomos andando até o que eu achei ser a pizzaria. E quando faço menção de entrar...  "Opa, onde você vai? Primeiro aqui. Venha" Oi? Eu? No sex shop? Ahn? Como? Quando? Nããããão!!! Mas vamos lá... é um dia único na minha vida. Minha despedida de solteira. Na Finlândia. Sim, eu. Casando. Ca-san-do. Nossa! Nem eu acredito. Vamos lá. Entrei pela primeira vez na vida num sex shop. Aquele rubor bási...

Formatura!

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22 de setembro de 2016! São Paulo. Um dia de sol e muita animação. Era engraçado pensar que teríamos uma formatura, com celebração, discursos, música, fotos no telão e comidas e bebidas. Haviam sido apenas 2 meses de treinamento. Intenso, claro.  Durante todo o treinamento achei a ideia de ter uma formatura da turma de comissários muito estranha. Quase boba. Mas mais ao final do treinamento e nos dias que antecederam a data, comecei a entender o que realmente está formatura queria dizer. Eu agora era Avianca , a formatura embebia minha pele e mente na empresa e agora, eu realmente me sentia Avianca. Fazia parte. E não apenas era uma funcionária a mais. Me receberam com festa, carinho, alegria e celebração. Meu coração virou vermelhor de vez!  Eu podia convidar uma pessoa para estar comigo neste dia. Logo de cara convidei meu namorado, pois além de ser mega importante para mim sua presenção, não queria escolher entre pai e mãe. Então lembrei que seria numa qui...

Pequenas Conquistas

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Após alguns meses de Mary Kay na minha vida , posso compartilhar minha primeira pequena conquista. Uma abelhinha que demonstra trabalho e dedicação.  Um pequeno mimo da minha diretora, uma pessoa inspiradora e que me motiva cada vez mais. E as vezes eu preciso mesmo de motivação e outras vezes me sinto tão poderosa que posso também inspirar e motivar qualquer um.  Ela havia nos pedido que lêssemos um livro escrito pela fundadora da companhia, Mary Kay Ash . "Milagres que acontecem" . Todo mundo sabe que eu adoro ler, então quando o desafio foi lançado eu já estava na metade do livro. Muita coisa me chamou a atenção enquanto eu lia. Mas a principal foi algo que a maioria das pessoas não pensa quando fala da fundadora da Mary Kay. Ela era sim uma mulher de visão além de seu tempo, que em 1964 criou uma empresa  sozinha, pensando em sucesso e em oferecer algo possível a outras mulheres como ela. Mas o que mais me surpreendeu e talvez o que a maioria de nós nu...

Lavando a louça!

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Quando eu era criança eu gostava de lavar louça. Quer dizer... gostava de brincar com a louça enquanto lavava, mas minha mãe nunca me deixava lavar nada. Apenas secar e guardar. E isso eu achava um tédio só ! Por muitos anos eu detestei com todas as forças ter de lavar louça. Lavar louça, cozinhar e ter que lavar louça novamente? Arrrghhhh!!!! Então morei na Holanda, onde a maioria das famílias tem uma linda e companheira lava-louças em casa. Paraíso! De volta ao Brasil, nada disso. E novamente o drama de ter a motivação para lavar tudo. É um ciclo negativo e vicioso. Entro na cozinha, vejo aquela bagunça e aí que não quero fazer nada mesmo. No passado, tentava lavar as pequenas coisas , para não acumular e me deixar irritada mais tarde. Mas ao morar numa república, muitas vezes você pode fazer a sua parte, mas ainda terá que lidar com algo que algum colega seu não fez. E pode te afetar . Então, acabava se tornando mais fácil não fazer nada além das suas próprias coisas. Pe...

29 aninhos!

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Agora já tenho 29 anos! Eu mesma quase não consigo acreditar. Eu??? Quase na casa dos 30? Me sinto com 21 e olhe lá! Acho que realmente... nossa idade real e aquela que sentimos podem ser muito diferentes. Esssas últimas semanas andei um pouco chateada com a vida, com meu rumo (ou falta dele). E fazer aniversário não ajudou muito no processo. Mas esses desânimos passam e fazem parte, me fazem valorizar o que sinto agora... a força para continuar lutando para ser cada vez melhor e encontrar minha paixão na vida.  Eu! Me preparando para os 29! A animação! Este ano fiz uma festinha num bar que gosto muito, próximo à minha casa. O Olaria Bar e Grill , no bairro Paraíso em São Paulo. Música ao vivo, um lugar extremamente aconchegante e atendentes muito solícitos e simpáticos. É nosso espetinho favorito nas redondezas . A festa estava marcada para as 20h, mas o bar só reservaria nossa mesa até as 19h, então fomos eu e o Felipe cedinho para o bar guardar nossa mesa. A músi...