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Celebrando 1 ano na Finlândia!!!

Um ano neste país maravilhoso, vivendo uma aventura incrível e totalmente diferente de qualquer coisa que eu poderia imaginar. Um ano que eu desembarquei com praticamente tudo que tinha (após ter conseguido me desfazer da maioria das minhas coisas) e iniciei minha vida com meu futuro marido.
Hoje eu penso que queria ter feito uma lista de expectativas na época do embarque, só para reescrevê-la um ano depois. E rir das coisas que eu pensava. Acho que o principal é que por mais que eu soubesse que o idioma era difícil, eu imaginava que já teria feito mais progressos quando completasse um ano aqui. Eu já conhecia muita gente que morava aqui há anos e todos me falavam que demoraria bem mais que um ano. Claro, que dependia muito de mim e de muitos fatores, mas que o aprendizado do idioma não era assim tão rápido.
De início fiquei frustrada que quando morei na Holanda como au pair, já estava arranhando holandês nos primeiros meses e aqui no dobro do tempo, ainda parecia não ter saído do bás…

Sobre a saída da Avianca

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Hoje faz 1 ano de uma data muito importante na minha vida. Uma data que marcou uma nova jornada e que me fez enxergar que agora, esta nova parte da vida era real. Começava (aos poucos) a cair a ficha de que eu iria realmente mudar de país, mudar de vida, mudar de rumo. Que tudo que eu havia batalhado até então era agora parte de uma página virada. 
O Kimmo já havia chegado ao Brasil havia uma semana quando eu tinha meu último compromisso com a Avianca. Tinha de ir à sede da empresa entregar meu crachá, uniformes e assinar ainda alguns documentos finais. Eu estava nervosa. E põe nervosa nisso. Já não voava havia um mês, mas ainda não tinha caído a ficha. Parecia apenas um período de férias. Que eu iria voltar logo pro meu avião vermelho e branco. 
Sentei com a funcionário do RH e conversamos um pouco sobre a companhia, sobre os motivos, meus planos.Ela me desejou sorte e eu entreguei a ela tudo que ainda me restava de Avianca. Ok, quase tudo, porque certas coisas,  esses 2 anos de impac…

Doentinha

Acho que uma das piores coisas que pode nos acontecer é ficar doente fora de casa. Pera, mas aqui é minha casa agora. Bom... ficar doente longe de um sistema ao qual estejamos acostumados e consigamos entender o que se passa. 
Eu já até estava acostumada a talvez ter uma crise de asma quando era mais nova. E sabia o que falar, como explicar os sintomas e no geral quais medicamentos e tratamentos seriam prescritos. Mas aqui, na Finlândia, aconteceu tudo completamente diferente. 
Há pouco mais de um mês comecei a acordar com dores no corpo. E ao final do dia, quando íamos passear na floresta juntos, eu sentia um pouco de tontura e meu ouvido tapava. As vezes durava minutos, outras vezes pouco mais de uma hora. Também sentia uma dor de cabeça estranha, como se fosse pressão. Passei então a perceber que estava pressionando os dentes ao dormir, rangendo. Tentei diversas coisas que pudessem aliviar o estresse e a tensão. Mas os sintomas estavam piorando.

Não conseguia entender ao certo por…

Cozinhando na Finlândia

Já vou começar dizendo que sempre detestei cozinhar. As poucas vezes que cozinhava, tudo ficava ruim. E eu ficava irritada. Era mais uma tortura que uma atividade necessária ao dia a dia. E eu era a rainha do comer fora.
Além de não cozinhar bem, não comia bem. Só comia besteira e praticamente cresci assim. Meus pais tinham o péssimo hábito de nos deixar comer uma cumbuquinha de batata frita que já estivesse pronta para matar nossa vontade enquanto o restante da comida não ficasse pronta. Era o suficiente para encher a pança e não aceitar os alimentos mais... difíceis. Como verduras e legumes. Verduras e legumes? Só na sopa. E batidinha, creme! (Ok, eu amo sopa assim até hoje!). De resto, era pão, batata, arroz e feijão e bife.
Morar sozinha não ajudou. Podia viver um tempo de miojo e como cozinhava só para mim não ligava de ficar a comida ruim (e realmente ficava ruim). Até o arroz saía ou cru ou papa ou queimado. Era nuggets, batata frita de forno e arroz. E as vezes uma saladinha par…

E eu que me achava inteligente...

Uma das coisas mais difíceis quando mudamos de país é lidar com a sensação de impotência para resolver seus próprios problemas. É aquela sensação de burrice. De quando nem ligar o chuveiro direito você sabe, de quando você faz algo só para descobrir tempo depois que estava errado ou era o oposto do que deveria fazer. É ter que reaprender a viver.

São coisas básicas que a gente nunca dá valor. Coisas que a gente nunca percebe ou para para pensar que podem ser tão diferentes em outro lugar. Mas são. E algumas vezes são muito diferentes. Foi chegar aqui e não conseguir colocar a máquina de lavar para funcionar, por exemplo. Coloquei todas as roupas, coloquei o sabão em pó e o amaciante (e muito tempo depois descobri estar fazendo até isso errado) e não conseguia fazer a máquina funcionar. Não saia água. Piscava vermelho, verde, amarelo. E nada da água. O registro estava fechado. Procurei pelo registro. quase coloquei o banheiro abaixo procurando. Nada. Não era como no Brasil, aqui era um…

Tchau tchau verão... até o ano que vem?

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Todo mundo me falou que na Finlândia não tinha aquele verão ao qual eu estou acostumada. "Na Finlândia não tem verão!". E eu vim preparada para isso. Cheguei em meados de junho, já imaginando as temperaturas amenas do verão finlandês que estava por vir.

E quando cheguei foi assim mesmo. Temperaturas amenas, um certo ventinho por vezes gelado. Sol e luz praticamente 24 horas por dia. O dia rendia tanto, mas tanto que eu não queria ir dormir. Porque simplesmente a noite não chegava nunca! Acho que era capaz de ficar 40 horas acordada esperando a tal da noite chegar. Já tinha ouvido de amigos que no verão era difícil dormir por dois motivos: o dia render tanto e nunca parecer que chegou ao fim, e você querer aproveitar o máximo e fazer mil coisas e nem se dar conta que está na hora de descansar. E a tal claridade "eterna", o dia que não acaba e o sol que parece não se por. Apesar de terem claridade por longos períodos (chegando até a começar a escurecer um pouquinho a…

Um anjinho chamado Kimi

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21 dias depois de sua chegada na Finlândia, meu gatinho Kimi, faleceu. Quem me conhece bem sabe como o Kimi era uma das luzes da minha vida. Ele entrou quase como quem não quer nada, e mudou tudo que eu pensava, sentia e vivia. Simplesmente minha vida nunca mais foi a mesma depois que ele veio fazer parte de tudo.
Em 2007 eu fazia aulas de alemão na Wizard de Marília, no interior de São Paulo. Havia me tornado amiga do professor e sua mulher e um dia durante uma aula, ele comentou que sua mulher havia achado dois gatinhos machucados na rua. Sozinhos, sofrendo e mal nutridos. Ele comentou que ela os havia levado a uma petshop para serem adotados. Na hora, movida por alguma força maior, eu inexplicavelmente disse " se algum deles não for adotado, eu quero".

Hã? Eu... ter um gato? Eu nunca tinha tido gatos, tínhamos duas cachorrinhas em Santos ( a Chanel e a Sasha, ambas já falecidas) e além de tudo, eu não morava sozinha. Morava com 3 colegas de faculdade numa república. Aquel…