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Mostrando postagens com o rótulo Saúde

A cirurgia para tratar o aneurisma

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  Chegou o momento de falar da minha cirurgia. No dia 3 de maio de 2021, eu finalmente caminhei ao hospital universitário de Tampere para o procedimento que iria tratar o aneurisma em meu cérebro. Hoje fazem dois anos desta experiência.  Diferente dos meses anteriores, eu não estava com medo. Estava animada e queria logo que isso tudo acabasse e eu pudesse seguir com a minha vida.  Imaginava que seria rápido e após a cirurgia seria só aguardar um pouco e eu estaria bem. Como nova! havia conversado com algumas pessoas que tinham conhecidos que passaram pelo mesmo procedimento (ou procedimentos parecidos) e a recuperação havia sido tranquila e rápida. Mas a minha não foi exatamente assim.  Cheguei ao hospital bem cedo, com o Kimmo como acompanhante. Fizemos meu registro e nos encaminhamos para a sala de espera, onde outras famílias esperavam também pelos seus procedimentos. Havia gente de diversas idades e jeitos possíveis. Mas aparentemente eu era a pessoa mais nova ...

Cirurgia adiada. Mais uma vez.

Nada acontece por acaso. A última semana esse foi meu mantra e eu o repeti praticamente todos os dias. Sem cansaço. Uma forma de continuar a seguir e tentar me recuperar da perda e da partida da minha avó.  Eu estava focada na minha cirurgia para o tratamento do meu aneurisma cerebral, que seria hoje, dia 15 de março. Passei a semana mal, triste, sem rumo, chorando . E pensar que passaria pela craniotomia neste momento me assustava um pouco. Mas também me parecia um escape. Eu já aguardava por essa data há um tempo. Recebi o diagnóstico do aneurisma em agosto , fiz em novembro o exame de imagem que determinou qual o método adequado de cirurgia ( e a torcida era para que a cirurgia fosse realizada no mesmo dia, mas não foi possível). E então passei a esperar por fevereiro, que era quando eles haviam previsto que o procedimento real aconteceria. Iria para o hospital na segunda bem cedinho. Passaria pela cirurgia e após o procedimento ficaria na UTI até o dia seguinte. Depois ser...

Contagem regressiva - O nono mês

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 O nono mês - A primeira noite separadas O nono mês foi marcado novamente por médicos e pela minha saúde. Umas semanas antes de que ela completasse 9 meses, recebi a carta informando que meu novo exame de imagem para determinar qual a melhor operação para tratar o aneurisma. A data era 12 de novembro. Justamente o dia em que a Cecília completaria 9 meses. E eu não poderia estar com ela ou fazer a foto de flores.  Eu havia falado com o neurocirurgião um mês antes, quando ele me fez a proposta de que se a melhor operação fo sse uma realizada através de um catéter inserido na coxa, próximo à virilha (da mesma forma que o exame de imagem é feito), eles prosseguiriam do exame direto para a operação, visto que a última vez que eu tinha feito um exame de imagem com contraste eu havia tido uma pequena reação alérgica. Depois de refletir um pouco, discutir com ele as opções e conversar com familiares, decidi que esta seria a melhor forma realmente. E passei a torcer para que o exame co...

Contagem regressiva - O sétimo mês

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  O sétimo mês - Comer comer para poder crescer O sétimo mês (quando completou seis meses) foi marcado por dois grandes momentos na vida da Cecília. Ela iniciou a introdução alimentar e apareceu seu primeiro dentinho. Eu estava uma pilha de nervos e de animação pela perspectiva de dar a ela algo além de leite materno. Havia lido muito sobre BLW e sabia que queria seguir com alguns princípios da prática. Assim como tudo que fazemos com ela (higiene natural, fraldas de pano, montessori, etc), adaptamos tudo aquilo que nos é interessante à nossa família e à nossa realidade. Então ofertamos comida em pedaços para ela pegar sozinha, sentir a textura e provar e também na colher. Deixamos que ela leve a colher sozinha e em outras vezes, nós que damos a ela. Tudo depende. Se temos tempo, se dá para lidar com a bagunça naquele momento, se ela quer fazer sozinha e outras coisas mais. Analisamos cada momento. Ela já estava sentando bem, já conseguia segurar a comida e levá-la à boca, mas n...

Contagem regressiva - O sexto mês

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  Sexto mês - Exames e novas experiências O dia já está quase chegando ao fim e eu estou aqui, na frente do computador pensando no que escrever sobre o sexto mês de vida da Cecília. Sobre meu sexto mês de maternidade. Parece que a cada post eu me cobro mais de escrever algo bonito, algo sincero para o qual eu possa olhar com carinho no futuro.  Mas toda essa coleção de lembranças (pois é isso que este blog é) é um recorte de alguns momentos vividos. Um recorte pessoal. Seja para apenas relatar acontecimentos ou para refletir e filosofar sobre a vida e o que eu aprendo com ela.  Desde o início da vida, a Cecília já havia tirado sangue e feito exames inúmeras vezes. Ainda no hospital devido ao peso baixo em seu nascimento (2 kg, nascida a termo) e para sabermos se ela tinha herdado "cardiomiopatia hipertrófica" do papai. Ainda no hospital, as enfermeiras tiraram sangue de uma veia na cabeça (algo que eu nunca tinha nem visto), pois disseram que em bebês assim tão pequen...

Contagem regressiva - O quinto mês

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O quinto mês - O verão e a questão da amementação Em 12 de junho Cecília completou 4 meses e iniciamos seu quinto mês de vida. E meu quinto mês descobrindo a maternidade. Foi uma delícia poder ver a Cecília desfilar por aí com seus vestidinhos e fraldinhas coloridas. Aproveitamos muito para curtir picnics e foi a primeira vez que ela pode finalmente conhecer outros bebês e interagir. Não que realmente houvesse muita interação entre eles , mas eu podia sentir a curiosidade em relação ao outro bebê.  Percebo agora que continuar a escrever esta série de lembrança é mais desafiador do que eu havia esperado . Não apenas pela assiduidade necessária (promessa de um post por dia), mas por todo o conteúdo, todas as experiências vívidas. Além de olhar para bons momentos, me perder nas fotos e na gostosura da pequena, é mergulhar em sentimentos as vezes confusos e as vezes negativos.  Eu sempre desejei tudo natural. E queria muito amamentar, criar essa conexão com a minha filha. O iníc...

E quando nao tem trabalho?

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   Revendo meus antigos posts, percebi que pouco falo sobre meu trabalho. Reservo este espaço mais para meus pen samentos, minhas experiências e recordações. Mas nesta época de coronavirus, parece não ser possível separar muito dessa ansiedade que sinto do que acontece no trabalho. Ou do que nãoacontece! Trabalho como agente e conselheira de au pairs na Holanda. Exerço esse trabalho desde julho de 2011 (uau 9 anos!). É uma micro empresa, onde sou representante independente de uma empresa de intercâmbio de au pair. Apesar detrabalhar com diversas nacionalidades (em especial da América Latina), meu maior número de clientes/embarques vem do Brasil.  Com a constante alta do euro dos últimos anos, o volume de interessadas no programa diminuiu . Não vou entrar em detalhes, pois este não é um post de promoção do programa de au pair ou do que faço para a agência. É apenas um desabafo da minha situação atual.  Nosso ano é sempre bem movimentado. Com au pairs de todos os loc...

O primeiro ultra-som na Finlândia

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Duas semanas após nosso primeiro ultra-som no Brasil, era a data do ultra-som oficial , do pré-natal finlandês.  A neuvola queria marcar para a décima segunda semana de gravidez, mas estaríamos no Brasil. Então, ficou marcado para uma semana depois, na data limite para aquele tipo de ultra-som. Para determinar a idade gestacional e analisar outros parâmetros. Como o Kimmo tem cardiomiopatia hipertrófica (condição genética), a neuvola nos informou que o ultra-som seria realizado por uma médica especializada em cardiologia .  Como comentei neste outro post , assim que retornássemos do Brasil, o Kimmo iria viajar à trabalho e esta era a data limite para o meu ultra-som na Finlândia. Ele não estaria comigo. Portanto, optamos por ver nosso nenê pela primeira vez juntos no Brasil.  Eu não queria ir sozinha ao ultra-som, pois sempre existe o risco do profissional de saúde que me atende não falar inglês. E assuntos tão importantes quanto esse, eu sempre sinto ...