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Mostrando postagens com o rótulo Senta que lá vem história

Contagem regressiva - O décimo mês

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  O décimo mês - A visita da vovó Poucos dias após Cecília ter completado seus 9 meses, sua vovó chegou do Brasil. Foi uma aventura conseguir a autorização (ou o mais próximo disso ) para que ela viesse. Como existia a possibilidade de eu ficar uma semana no hospital caso passasse pela cirurgia para tratar o aneurisma  e depois disso não poderia pegar peso por mais ou menos um mês, conversamos com a minha mãe para que ela talvez viesse nos ajudar neste momento.  A viagem dela estava programada para acontecer em meados de abril de 2020 . Mas devido ao coronavirus, ela foi remarcar para setembro e então cancelada, sem previsão para acontecer. Minha situação de saúde, por mais que assustadora, acabou tornando possível a sua visita. Uma amiga nossa havia conseguido que sua mãe viesse à Finlândia para ajudá-la com os filhos em decorrência de situações pessoais. Ela nos passou os documentos de que precisou e como fez. E então corremos atrás. Entrei em contato com o consulado ...

20 semanas de gravidez e a possibilidade de trissomia 18

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Com 20 semanas de gravidez tivemos nosso segundo ultrassom na Finlândia. E foi aqui que minha gravidez passou a ser acompanhada de bem mais perto e com mais cuidado. Kimmo pôde ir comigo, o que me deixou muito tranquila em relação ao idioma e ao que pudesse ser tratado lá. A médica que nos atendeu era a mesma da última vez, uma russa que não falava inglês muito bem. Comentei nos últimos posts que a médica havia nos dito que o bebê estava medindo 5 dias atrasado em relação à idade gestacional esperada . Assim que ela iniciou e as imagens apareceram, vimos nosso pequeno bebê se movendo. A médica realizou todas as medidas necessárias e mais algumas outras e comentou que desta vez o bebê estava medindo 11 dias atrasado para 20 semanas de gestação. O que antes elas suspeitavam que a data da minha ovulação havia sido após o que eu imaginava, agora elas sabiam que não era esse o motivo da diferença. Nas imagens, também foram detectados cistos de plexo coróides no cérebro do bebê. Fi...

O primeiro ultra-som na Finlândia

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Duas semanas após nosso primeiro ultra-som no Brasil, era a data do ultra-som oficial , do pré-natal finlandês.  A neuvola queria marcar para a décima segunda semana de gravidez, mas estaríamos no Brasil. Então, ficou marcado para uma semana depois, na data limite para aquele tipo de ultra-som. Para determinar a idade gestacional e analisar outros parâmetros. Como o Kimmo tem cardiomiopatia hipertrófica (condição genética), a neuvola nos informou que o ultra-som seria realizado por uma médica especializada em cardiologia .  Como comentei neste outro post , assim que retornássemos do Brasil, o Kimmo iria viajar à trabalho e esta era a data limite para o meu ultra-som na Finlândia. Ele não estaria comigo. Portanto, optamos por ver nosso nenê pela primeira vez juntos no Brasil.  Eu não queria ir sozinha ao ultra-som, pois sempre existe o risco do profissional de saúde que me atende não falar inglês. E assuntos tão importantes quanto esse, eu sempre sinto ...

O primeiro ultra-som

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Quando fomos às neuvola pela primeira vez, ela já marcou as próximas consultas e também o primeiro ultra-som. Que deveria acontecer entre as semanas 12 e 13 de gestação. Justamente quando estaríamos no Brasil , em uma viagem já programada há muitos meses.  Voltaríamos para a Finlândia poucos dias antes da 13a semana acabar e então eu deveria fazer o ultra-som logo que retornasse. Ficou marcado para dois dias após o retorno. E naquela semana o Kimmo estaria viajando a trabalho, não poderia ir comigo. Fiquei bem chateada ( e ele também), pois era muito importante pra gente poder ver nosso baby juntos, pela primeira vez. Estarmos juntos nesse momento tão especial. Então, marquei logo um ultra-som particular numa clínica em Santos , que aconteceria no dia dos pais no Brasil! OBA! Fiz tudo por whatsapp e minha conversa com a atendente foi um tanto maluca , pois eu não tinha a maioria das respostas para as perguntas dela.  "Um feto ou mais?"  "Então, eu não se...

O incêndio

Sei que sumi bastante do blog, mas devido a alguns acontecimentos, parece que ficou difícil escrever sobre coisas mundanas. Ou mesmo sobre qualquer coisa da minha vida. Dia 17 de junho (aniversário do meu irmão), o apartamento imediatamente abaixo do nosso pegou fogo. E ficamos presos em casa, em meio àquela fumaça tóxica. Foi um susto muito grande e apesar de tudo ter dado certo e estarmos bem, eu simplesmente não conseguia escrever naturalmente sobre isso. Qualquer palavra parecia banal demais. Simples demais, para o drama que eu estava ainda vivendo aqui dentro. Era um domingo e na maioria dos domingos, passamos o dia na casa dos pais do meu marido. Jogando jogos de tabuleiro ou cartas e conversando. Costumamos retornar para casa um pouco antes da meia noite, mas naquele dia nossa rotina foi diferente. Minha amiga ía casar no dia seguinte e eu queria fazer um brigadeiro para ela. Acabamos retornando para casa pouco antes das 19h e eu fui fazer brigadeiro (algo que eu real...

Sobre a saída da Avianca

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Hoje faz 1 ano de uma data muito importante na minha vida. Uma data que marcou uma nova jornada e que me fez enxergar que agora, esta nova parte da vida era real. Começava (aos poucos) a cair a ficha de que eu iria realmente mudar de país, mudar de vida, mudar de rumo. Que tudo que eu havia batalhado até então era agora parte de uma página virada.  O Kimmo já havia chegado ao Brasil havia uma semana quando eu tinha meu último compromisso com a Avianca. Tinha de ir à sede da empresa entregar meu crachá, uniformes e assinar ainda alguns documentos finais. Eu estava nervosa. E põe nervosa nisso. Já não voava havia um mês, mas ainda não tinha caído a ficha. Parecia apenas um período de férias. Que eu iria voltar logo pro meu avião vermelho e branco.  Sentei com a funcionário do RH e conversamos um pouco sobre a companhia, sobre os motivos, meus planos.Ela me desejou sorte e eu entreguei a ela tudo que ainda me restava de Avianca. Ok, quase tudo, porque certas coisas,...

Sobre aprender um novo idioma!

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Cheguei em junho deste ano e estava empolgadíssima para iniciar aulas de finlandê s. Sempre adorei estudar idiomas. Desde adolescente. Claro que não tinha nenhuma paciência para estudar... na teoria achava lindo. Livros novos, canetas, caderno, tudo organizado e bonitinho. Na prática assim que a aula (qualquer uma que fosse) começasse, eu já estava criando minhas próprias histórias e textos. Totalmente alheia ao que estivesse acontecendo ao meu redor. Quer dizer, quase totalmente. Conseguia aprender as matérias na escola e tinha muita facilidade . O mesmo valia para idiomas. Não tive dificuldades em aprender inglês. Mas depois de aprender inglês... e este idioma ser tão bem aceito em tudo que era lugar ao qual eu ía... as coisas complicaram. Morei na Holanda, em dois meses j á estava arranhando frases e me comunicando em holandês. Levava meu pequeno Morris à creche e enquanto aguardava o horário de saída (durante alguns meses o local era em outra cidade e não dava para voltar p...

A grande revira volta

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A vida deu uma revira volta incrível nos últimos tempos. Fui de comissária de bordo da Avianca a agente full time da HBN e mulher de finlandês. E tudo aconteceu muito rápido. Quando iniciei minha vida de comissária, nao imaginava que pouco menos de dois anos depois estaria em outro país repensando todo meu caminho e minha carreira e ainda mais casada. Tudo muito surreal. Cheguei a pouco mais de uma semana aqui na Finlândia e a vida já está numa correria só. E apesar de extremamente deliciosa essa nova aventura, nao tem sido fácil. Eu sei, é um clichê. Mas é a mais pura verdade. Sempre me considerei flexível e adaptável, animada e ativa, desbravadora e alegre. Mas também sempre fui tímida, envergonhada. Especialmente em situacoes novas e diferentes. Adoro explorar o que nao me é familiar ... mas também me enche de medo, um medo tao grande que chega a doer o estomago e as bochechas.  Minha nova vida aqui será muito diferente. E apesar de já ter pensado muito nisso a...

Trago seu amor em 7 dias...

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 Fonte? Google Imagens   Caminhando pela Brigadeiro Luís Antônio fico impressionada com o número de cartazes e panfletos com os seguintes dizeres “Trago seu amor de volta em 7 dias” e ainda “Pagamento após resultado”. Quadra após quadra lá estão os cartazes, dos mais variados, aparentemente de prestadores diferentes. Me pego pensando se esse tipo de propaganda tem efeito, se alguém em algum lugar vê o cartaz e pensa “Puxa, essa é minha chance. Esse cartaz parece que foi feito para mim... está sempre no meu caminho. Deve ser um sinal”.   O s bairros em que encontro os cartazes são bairros bons , caros e o público que os vê é dos mais diversificados. Imagino que em todos os bairros da cidade, independente de sua condição, possamos ver essas propagandas. Mas onde atendem essas pessoas? Onde eles se encontram se não há nem nome nos cartazes, apenas telefones de celular e mais nada. Fico pensando se na verdade querem hackear seu número , pegar informações suas e ...

Renovação de Paciência!

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Como alguns aqui já sabem... eu tenho um longo e difícil relacionamento com o ato de dirigir. E aparentemente isso se estende à minha carteira de motorista também! Depois de vencido o medo de dirigir (podem ver post sobre isso aqui Medo de Bicicleta ), como não tenho carro, pouco treinei para "pegar prática", mas não me importava com isso. O importante era que o medo tinha definitivamente passado. Mesmo com os errinhos ocasionais na direção. Pouco antes do meu aniversário do ano passado, fui à praia com o meu guitarrista e diversos Toy Voyagers  e passamos um sábado bem legal por lá. Ou quase bem legal... sem perceber deixei minha carteira cair na areia e fui embora sem ela. Lógico! Sou super desastrada, tinha que perdê-la pouco antes de ter de renovar minha CNH. E com tudo que era documento dentro. Poderia ser pior.. . afinal não tinha nenhum dinheiro dentro, mas tinha cartão de débito. E identidade... e minha existência praticamente!  No mesmo dia, liguei para todo...

Senta que lá vem história...(1)

(um conto- Parte 1 ) - Eu não estou esperando nada, espero que você saiba. - disse a moça fitando os olhos do rapaz enquanto suas mãos tocavam delicadamente seu cabelo. Haviam se conhecido há pouco tempo, mas a intensidade do relacionamento diria a qualquer pessoa que não os conhecesse que ali havia muito mais história do que eles permitiam um ao outro dizer. Se encontravam todos os dias em frente a antiga casa da moça, onde ela havia morado por toda sua infancia e onde os dois se conheceram. Tinha sido um dia bonito de outono e o vento levantava as poucas folhas que caíram das árvores naquele ano. Abaixou-se e pegou uma delas, não reteve seu olhar à folha a sua mão, mas à casa a sua esquerda. Seus olhos enxeram-se de lágrimas, mas ela nào se permitiu chorar, já havia treinado muito para aquele momento e nunca, em nenhum de seus sonhos ou fantasias, tinha se visto chorando por um tempo que não mais voltaria. A casa era grande, amarela, situada bem no final da rua, fazendo com que não t...