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Mostrando postagens com o rótulo Mamessinas

Contagem regressiva - O décimo mês

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  O décimo mês - A visita da vovó Poucos dias após Cecília ter completado seus 9 meses, sua vovó chegou do Brasil. Foi uma aventura conseguir a autorização (ou o mais próximo disso ) para que ela viesse. Como existia a possibilidade de eu ficar uma semana no hospital caso passasse pela cirurgia para tratar o aneurisma  e depois disso não poderia pegar peso por mais ou menos um mês, conversamos com a minha mãe para que ela talvez viesse nos ajudar neste momento.  A viagem dela estava programada para acontecer em meados de abril de 2020 . Mas devido ao coronavirus, ela foi remarcar para setembro e então cancelada, sem previsão para acontecer. Minha situação de saúde, por mais que assustadora, acabou tornando possível a sua visita. Uma amiga nossa havia conseguido que sua mãe viesse à Finlândia para ajudá-la com os filhos em decorrência de situações pessoais. Ela nos passou os documentos de que precisou e como fez. E então corremos atrás. Entrei em contato com o consulado ...

Formatura!

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22 de setembro de 2016! São Paulo. Um dia de sol e muita animação. Era engraçado pensar que teríamos uma formatura, com celebração, discursos, música, fotos no telão e comidas e bebidas. Haviam sido apenas 2 meses de treinamento. Intenso, claro.  Durante todo o treinamento achei a ideia de ter uma formatura da turma de comissários muito estranha. Quase boba. Mas mais ao final do treinamento e nos dias que antecederam a data, comecei a entender o que realmente está formatura queria dizer. Eu agora era Avianca , a formatura embebia minha pele e mente na empresa e agora, eu realmente me sentia Avianca. Fazia parte. E não apenas era uma funcionária a mais. Me receberam com festa, carinho, alegria e celebração. Meu coração virou vermelhor de vez!  Eu podia convidar uma pessoa para estar comigo neste dia. Logo de cara convidei meu namorado, pois além de ser mega importante para mim sua presenção, não queria escolher entre pai e mãe. Então lembrei que seria numa qui...

A nova terceira idade!

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Aquele sentimento quando seus pais já podem sentar no banquinho azul claro ... especial para a terceira idade. Olhei bem para os dois, como faço agora ao escrever este post. Não são velhos. Estão bem, felizes, saudáveis. E com certeza não tem cara de sessentões... ou tem? O que é uma cara de sessentão? Quando eu era nova, pensava que acima dos 50 anos as pessoas já eram idosas. Assim.... MUITO velhas! Não lembro de pensar que as minhas avós eram velhas... era engraçado como não fazia associação entre a idade e as pessoas próximas a mim. Somente relacionava com as pessoas no geral, com os irmãos dos avós, as pessoas na rua. Aquele senhorzinho que passava todo dia de manhã pelo nosso caminho, todo enrugadinho e ía dar milho aos pombos.  Aquela outra senhora, de cabelos quase azuis e uma roupa conservadora, uma bengala sem cor e sandálias antigas. Uma vez que comentei isso com meu pai, ele falou que quando era criança chamava todo mundo acima de 40 anos de "velh...

A paciência da mamãe.

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Eu ainda era bem pequena, mas me lembro muito bem de colocar os sapatos de salto da minha mãe e desfilar pela casa. Fazia uma bagunça, nao colocava nada no lugar. Tirava sapato da mãe, do pai, colocava um pé de um e outro do outro, enfileirava tudo, depois separava por cor e depois por tamanho. Bagunçava tudo de novo jogando tudo pro alto e tentava achar os pares com os olhos fechados.  Claro. Meu quarto nao era nem de perto tão legal para brincar. Já o quarto dos meus pais... Tão simples, com um armário embutido em uma das paredes, uma cama de casal ao centro e a sua frente um móvel pequeno com uma tv. As cortinas eram de um bege sem cor, algo bem à moda antiga, com um tecido diferente que raspava no corpo. Eu também adorava esticar as cortinas até encostarem na cama, e colocava algo para segurar a cortina em cima da cama. Fazendo uma cabaninha. Isso, eu logo ensinei ao meu irmão. E ele corria para pegar almofadas da sala e eu montava nosso forte. Só fazíamos essas loucuras a noit...

De Portugal para o Brasil e o Mundo!

Essa é a história da minha tia. Ou prima. Vocês já pararam para pensar que tem pessoas, amigos ou familiares, que você passa um tempão sem notícias ou sem revê-los e quando finalmente os encontra... é como se tivessem se visto ontem e nada tivesse mudado no relacionamento de vocês? E aos poucos, você realmente sente que nada mudou mesmo? Assim é o relacionamento entre minha Mamessinas (meu irmão a chama só de Mãe mesmo) e minha tia Silvia. Minha tia nasceu no Brasil, com poucos meses de vida mudou-se para Portugal onde morou até uns 19 anos, não tenho certeza. Minha mãe nasceu aqui e sempre morou aqui e como se pode imaginar as duas não tinham contato. E mais ou menos aos 12 anos começaram a se corresponder por cartas. E se tornaram amigas. Anos mais tarde quando minha Tia veio morar no Brasil, as duas finalmente se conheceram e sua amizade ficou ainda mais forte. Elas não são irmãs na verdade. Minha mãe é dois anos mais velha que a tia Silvia e é prima direta (primeiro grau) da mã...

Fonte da Juventude

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Estava no meio de outro post quando algo muito interessante (e muito mais simples de tratar) aconteceu no trabalho. Chuva de Granizo! Que lindo... (foto do blog do Denilton Santos) Todos os adultos , um por um, largaram seus computadores ligados, seus trabalhos e foram contemplar esse aspecto tão diferente da natureza. Peguei um gelinho e deixei derreter na mão , e meus colegas fizeram o mesmo. Refrescou meu calor por um minuto. Jogamos gelinhos derretidos um no outro e ficamos observando todos eles molharem o quintal dos fundos da empresa... formando diversas poças d'água com pedrinhas brilhantes. Entramos na empresa e em poucos minutos eu podia escutar quase todos meus colegas narrando o evento a suas mulheres, seus filhos ou qualquer outra pessoas com quem conversassem. Achei gozado... peculiar, sabem? Todos nós, tão crescido e tão novinhos ao mesmo tempo! Como quando vi neve a primeira vez ... como quando minha mãe viu neve a primeira vez... a neve nem parava no...

Na Suica

Antes de ontem pela manha, cheguei à Suica. Eu e minha mae ja estavamos planejando essa viagem desde o comeco do ano. Temos amigos aqui na cidade de Herisau, e todos os anos, quando eles vao ao Brasil, nos encontramos e sempre prometemos um dia retribuir a visita. Pois é, chegou o momento. Nosso aviao atrasou uma meia hora, mas como nao tinhamos malas para pegar( estavamos apenas com malas de mao), quando chegamos fomos as duas primeiras a sair. Célia , nossa amiga brasileira de descendencia japonesa, já estava tirando fotos feliz a caminho do nosso encontro. E Chris , seu marido suico, vindo atras quieto e sorrindo, acostumado a ter sempre amigos visitantes no quarto de hospedes em sua casa. No sabado, ao chegarmos, passeamos por Zurich, tiramos muitas fotos e comemos salsicha num restaurante no centro. Cansados, voltamos para casa. O dia seguinte foi de caminhada... A Celia e o Chris nos levaram a mais alta montanha da regiao onde ela mora, e havia tanta neblina que nao conseguia...

Não tenho dó! O conto do trenó

Não tenho dó. Muitas vezes já me perguntei se algum dia vou ser uma boa mãe. E meu trabalho atualmente é um intensivão de maternidade. A maioria das famílias que conheci não tem plano ou regras para criar suas criancas. O pai tem um metodo; a mãe, outro. Aqueles que já assistiram alguma vez o programa " Super Nanny" sabem que iso não funciona... a difusão confusa de sinais vinda dos pais só bagunca a cabeca da crianca, que não irá responder a nenhum dos dois, estressando-os. E uma au pair na maioria das vezes entra de cabeca numa situacao como essa, criancas já acostumadas a nao ter regras e confrontadas com mais sinais vindo de uma estranha que fala uma lingua totalmente diferente. Se os pais não tem regras fixas e estabilidade, quem é a au pair para tentar introduzí-las na família??? já experienciei de tudo com meus tres holandezinhos. e muitas vezes lembro das regras que tinham ( ou a falta de) na minha família, e penso como fui ser assim tão dura e firme? É até fác...

Hora de dormir

Depois de um dia divertido e bastante cansativo, eu e meus hosts colocamos as crianças na cama. Como eles estavam muito cansados e tiveram um dia bastante ativo, achei que seria calmo e também que pegariam no sono rapidamente. Quase! Foi tranquilo, mas alguns minutos depois de terem deitado, me aparece a menina mais velho com o menino mais moço : "Ele não consegue dormir, ele quer dormir com você. " Minha cama aqui é bastante grande e espaçosa, então, levantei as cobertas, dando sinal verde para que o pequeno deitasse. Ele pulou na cama feliz, se cobriu sorrindo e dando risada. Irisje foi ao quarto dele pegar o abajurzinho de cor verde que ele liga para dormir melhor. Apaguei as luzes do quarto, que tomou aquela cor esverdeada do aparelho. Sentei-me de frente para o computador em meu quarto e continuei minhas conversas no MSN. O menino olhava o quarto inteiro e procurava uma posição melhor para dormir. Não conseguia. Decidi deitar0me com ele, ao menos até que dormisse, e assi...

Dedicação

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Esperava por mim mãe que havia ido ao banheiro do shopping. Não me lembro ao certo o que fomos fazer, provavelmente apenas passar um tempo juntas, comer alguma coisa, já que eu estava hospedada na casa de meu pai e não tinha a oportunidade de conviver com minha mãe todos os dias. O shopping estava lotado , gente conversando para todos os lados. Sentei-me para esperá-la no banco mais próximo das escadas e dos banheiros e ali fiquei por alguns minutos. E que minutos!!! Estava imersa em pensamentos distantes, como quase sempre, e mal prestava atenção às pessoas a minha volta quando ao meu lado uma senhora levantou-se dando espaço para que uma moça, pouco mais velha do que eu se sentasse as pressas, com medo de que alguém roubasse aquele lugarzinho primeiro. Ela segurava dois livros pesados, na realidade, duas apostilas mal zerocadas e com falhas em algumas partes do texto, que mal dava para ler de tão claro.Com o rabo do olho continuei observando. Era uma apostila de inglês,...

Fica quieta, menina!!!

Sabe esses momentos nos quais você sabe que uma determinada data está se aproximando mas deliberadamente finge que não há nada diferente em você ? A data se aproximava silenciosamente de mim, mas eu podia ouvir seus ruídos se prestasse atenção. Os exames, as idas à São Paulo; era questão de dias. Tentei esquecer, tentei ficar calma e realmente, por uns momentos, acho que esqueci o dia que viria. Tanto que me esqueci dos preparativos que deveria deixar em ordem antes que o dia chegasse e me vi às voltas com a pressa e o olhar desapontado e nervoso da minha mãe. Eu também estava nervosa. Esta seria minha primeira cirurgia . E antes que vocês levem a mão à boca preocupados; não eu nao corria perigo, ao contr'ario, sou vaidosa e procurei a situacao por minha propria vontade: Uma cirurgia a laser para a reducao da miopia. Depois disso... adeus oculos e lentes de contato!!! Uma mudanca e tanto . Meu grau nunca foi absurdamente alto, mas sempre me incomodei com ele e sempre me envergonh...

Entre gerações

Oi!!! Acho que o post de hoje pode dar uma discussào interessante. Eu adoro diferenças e sempre fico maravilhada com o jeito que cada cultura expressa suas crenças e celebra suas passagens. mas acho que nunca havia pensado muito na diferença entre as gerações. Sempre penso nas diferenças com que cada geraçào criou a próxima, mas nunca acho que tomei muito tempo pensando em coisas simples como como cada um celebra os aniversários e como eles vão se tornando diferentes ao passar dos anos. E não apenas por causa do apelo financeiro dos dias de hoje. Ontem, fui com minha mãe a um encontro de suas amigas numa cafeteria aqui na cidade. Era uma reunião de antigas amigas, uma delas mora em Ilhéus, na Bahia, e duas vezes ao ano vem á Santos e reune as amigas mais intimas para um chá da tarde ou um cafézinho.Todas ficaram felizes ao nos ver, o que foi bastante legal, e ficavam perguntando sobre meus planos futuros, meu irmão, etc. A conversa mudou de rumo, e eu pude olhar a situação um pouco ma...

Nunca vou te abandonar...

Com a monografia adiada para ser apresentada no começo de março, minhas preocupações mudaram um pouco. Ainda tenho que terminar todas as disciplinas e restam alguns trabalhos e resenhas para entregar. Os planos estão caminhando bastante bem, mas as deconfianças da minha mãe não parecem diminuir. Não posso julgá-la, ainda não tenho filhos e só imagino a sensação de permitir ( e apoiar) a ida de um filho seu ao exterior para trabalhar na casa de uma família que você nunca viu na vida! Pois bem, mamãe me sugeriu que sua amiga brasileira que mora na Holanda fosse visitar a família para conhecê-los pessoalmente e poder deixá-la mais tranquila ( ou não!) para que ela possa respirar quando me ver embarcar de cabeça e coração nessa aventura. É engraçado como as coisas mudam tanto. Minha vida toda, tentei fazer com que meu pai aceitasse que eu queria descobrir o mundo, fazer intercâmbios, trabalhar e viver em outros países, conhecer culturas totalmente diferentes. E a minha vida toda sempre es...