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Mostrando postagens com o rótulo O começo do caminho

Contagem regressiva - O oitavo mês

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 O oitavo mês - Independência O maior marco deste mês deu-se poucos dias após a entrada no oitavo mês de vida da Cecília (logo após completar 7 meses). Após uns probleminhas para escolher e montar a cama da Cecília, seu quarto ficou pronto (quase pronto, na verdade). Mas o principal, a caminha estava lá! À espera do bebê.  Além da caixa Maternidade , que serviu como um bercinho logo no início, a Cecília nunca teve berço. Ela dormia conosco na cama, em um "ninho redutor" que havíamos ganhado. De início entre a parede e eu, e mais tarde em nosso meio. Lá pelo seu sexto e sétimo meses de vida, ela passou a se mexer demais, a querer mamar o tempo todo, a se arrastar pra cima da gente. Quase tudo isso dormindo!  Nem eu nem meu marido conseguíamos dormir. Ficávamos super preocupados que ela nos escalasse e não percebêssemos. Que caísse da cama. Eu ficava sempre de olho nela, minhas noites começaram a ser ainda mais picadas que antes e ela pedia para mamar o tempo todo. Também ...

Contagem regressiva - Segundo mês

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Segundo mês - Isolamento obrigatório O segundo mês da filhota já iniciou confuso. Se passamos o primeiro mês em um auto isolamento para nos conhecermos melhor como pais e conhecermos também nossa bebêzinha, o segundo mês foi marcado pelo isolamento obrigatório ocasionado pela pandemia.  Uma semana após seu segundo mês de vida ter iniciado, o Kimmo passou a trabalhar de casa. Para nós essa mudança foi muito bem vinda. Eu contava com a presença e ajuda dele nos cuidados com a bebê (eu ainda não tinha retornado ao trabalho) e ele podia também curtir os primeiros meses da Cecilia. Ver cada desenvolvimento, acompanhar cada choro e cada descoberta.  Desde o início fizemos tudo juntos com ela. Ambos aprendemos ao mesmo tempo do que ela gostava, quais as formas de fazê-la dormir, o que era mais fácil e o que era mais difícil. Já no mês anterior havíamos iniciado a prática de "Higiene Natural " e em seu segundo mês de vida, sentimos a consolidamos. Conseguíamos perceber os sinais de...

Contagem regressiva - aniversário da Mustikka! (Primeiro mês)

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Pouco após nascer 1 mês - Recuperação Dia 12 de fevereiro minha filhota completará um ano! Sim, já faz um ano de seu nascimento e de sua chegada à nossa família.  Resolvi fazer um post por dia relembrando um mês da vida dela. Algo simples e rápido para relembrar cada época vivida até o momento. Pois agora vivo aquele misto de tudo passando rápido quando sento para relembrar o que já passou e tudo passando bem devagar, quando estou realmente vivendo o momento presente.  O primeiro mês foi um mês de recuperação. Recuperação física do parto (Uma cesárea que ainda não tive coragem de compartilhar por aqui). Foram 7 dias de hospital após o nascimento dela. 7 dias confusos, fraca, tentando de todas as maneiras focar a mente e recuperar um pouco de quem  eu era antes daquela experiência e poder curtir os primeiros dias com a nova bebê.  Foi difícil. E não pelos motivos que eu esperava. Minha pressão ainda muito alta, os remédios bastante fortes atacando minha asma e ment...

20 semanas de gravidez e a possibilidade de trissomia 18

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Com 20 semanas de gravidez tivemos nosso segundo ultrassom na Finlândia. E foi aqui que minha gravidez passou a ser acompanhada de bem mais perto e com mais cuidado. Kimmo pôde ir comigo, o que me deixou muito tranquila em relação ao idioma e ao que pudesse ser tratado lá. A médica que nos atendeu era a mesma da última vez, uma russa que não falava inglês muito bem. Comentei nos últimos posts que a médica havia nos dito que o bebê estava medindo 5 dias atrasado em relação à idade gestacional esperada . Assim que ela iniciou e as imagens apareceram, vimos nosso pequeno bebê se movendo. A médica realizou todas as medidas necessárias e mais algumas outras e comentou que desta vez o bebê estava medindo 11 dias atrasado para 20 semanas de gestação. O que antes elas suspeitavam que a data da minha ovulação havia sido após o que eu imaginava, agora elas sabiam que não era esse o motivo da diferença. Nas imagens, também foram detectados cistos de plexo coróides no cérebro do bebê. Fi...

Celebrando 1 ano na Finlândia!!!

Um ano neste país maravilhoso, vivendo uma aventura incrível e totalmente diferente de qualquer coisa que eu poderia imaginar. Um ano que eu desembarquei com praticamente tudo que tinha (após ter conseguido me desfazer da maioria das minhas coisas) e iniciei minha vida com meu futuro marido. Hoje eu penso que queria ter feito uma lista de expectativas na época do embarque, só para reescrevê-la um ano depois. E rir das coisas que eu pensava. Acho que o principal é que por mais que eu soubesse que o idioma era difícil, eu imaginava que já teria feito mais progressos quando completasse um ano aqui. Eu já conhecia muita gente que morava aqui há anos e todos me falavam que demoraria bem mais que um ano. Claro, que dependia muito de mim e de muitos fatores, mas que o aprendizado do idioma não era assim tão rápido. De início fiquei frustrada que quando morei na Holanda como au pair, já estava arranhando holandês nos primeiros meses e aqui no dobro do tempo, ainda parecia não ter saí...

Cozinhando na Finlândia

Já vou começar dizendo que sempre detestei cozinhar. As poucas vezes que cozinhava, tudo ficava ruim. E eu ficava irritada. Era mais uma tortura que uma atividade necessária ao dia a dia. E eu era a rainha do comer fora. Além de não cozinhar bem, não comia bem. Só comia besteira e praticamente cresci assim. Meus pais tinham o péssimo hábito de nos deixar comer uma cumbuquinha de batata frita que já estivesse pronta para matar nossa vontade enquanto o restante da comida não ficasse pronta. Era o suficiente para encher a pança e não aceitar os alimentos mais... difíceis. Como verduras e legumes. Verduras e legumes? Só na sopa. E batidinha, creme! (Ok, eu amo sopa assim até hoje!). De resto, era pão, batata, arroz e feijão e bife. Morar sozinha não ajudou. Podia viver um tempo de miojo e como cozinhava só para mim não ligava de ficar a comida ruim (e realmente ficava ruim). Até o arroz saía ou cru ou papa ou queimado . Era nuggets, batata frita de forno e arroz. E as vezes uma ...

E eu que me achava inteligente...

Uma das coisas mais difíceis quando mudamos de país é lidar com a sensação de impotência para resolver seus próprios problemas.  É aquela sensação de burrice.  De quando nem ligar o chuveiro direito você sabe, de quando você faz algo só para descobrir tempo depois que estava errado ou era o oposto do que deveria fazer. É ter que reaprender a viver. São coisas básicas que a gente nunca dá valor.  Coisas que a gente nunca percebe ou para para pensar que podem ser tão diferentes em outro lugar. Mas são. E algumas vezes são muito diferentes. Foi chegar aqui e não conseguir colocar a máquina de lavar para funcionar, por exemplo. Coloquei todas as roupas, coloquei o sabão em pó e o amaciante (e muito tempo depois descobri estar fazendo até isso errado) e não conseguia fazer a máquina funcionar. Não saia água. Piscava vermelho, verde, amarelo. E nada da água. O registro estava fechado. Procurei pelo registro. quase coloquei o banheiro abaixo procurando. Nada. Não era como no ...

Sobre aprender um novo idioma!

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Cheguei em junho deste ano e estava empolgadíssima para iniciar aulas de finlandê s. Sempre adorei estudar idiomas. Desde adolescente. Claro que não tinha nenhuma paciência para estudar... na teoria achava lindo. Livros novos, canetas, caderno, tudo organizado e bonitinho. Na prática assim que a aula (qualquer uma que fosse) começasse, eu já estava criando minhas próprias histórias e textos. Totalmente alheia ao que estivesse acontecendo ao meu redor. Quer dizer, quase totalmente. Conseguia aprender as matérias na escola e tinha muita facilidade . O mesmo valia para idiomas. Não tive dificuldades em aprender inglês. Mas depois de aprender inglês... e este idioma ser tão bem aceito em tudo que era lugar ao qual eu ía... as coisas complicaram. Morei na Holanda, em dois meses j á estava arranhando frases e me comunicando em holandês. Levava meu pequeno Morris à creche e enquanto aguardava o horário de saída (durante alguns meses o local era em outra cidade e não dava para voltar p...

Despedida de solteira

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Pá!!!!   Um monte de vibrador bem na sua cara! Que é para começar bem o assunto do post de hoje no blog. Minha despedida de solteira! Só pensa que para mim... uma pessoa tímida e que NUNCA na vida tinha entrado em uma sex shop ... o que não foi essa surpresa planejada pelas minhas amigas! Elas me avisaram umas horas antes para me arrumar, que iríamos a uma pizzaria juntas. Só as mulheres. Ok! Eu topo! Chegaram Tarsila e Tati aqui em casa e quando menos espero, um presente! Uma coroinha de princesa "Bride to be" e um sequestro para minha despedida de solteira! Fomos andando até o que eu achei ser a pizzaria. E quando faço menção de entrar...  "Opa, onde você vai? Primeiro aqui. Venha" Oi? Eu? No sex shop? Ahn? Como? Quando? Nããããão!!! Mas vamos lá... é um dia único na minha vida. Minha despedida de solteira. Na Finlândia. Sim, eu. Casando. Ca-san-do. Nossa! Nem eu acredito. Vamos lá. Entrei pela primeira vez na vida num sex shop. Aquele rubor bási...

Curiosidades da Finlândia

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A Finlândia é um país bem diferente do Brasil. E queria aproveitar o post de hoje apenas para listar algumas curiosidades que notei nestas minhas duas primeiras semanas aqui. É engracado como após um tempo morando no novo país, v ocê se pega sem saber ao certo o que é realmente diferente daquele que era sua casa anteriormente. Senti muito isso quando morei na Holanda e quando retornei de la. Sempre me perguntavam sobre as diferencas e curiosidades e após uns meses no novo país (ou de retorno ao Brasil), eu praticamente "dava branco" . Nao conseguia lembrar das coisas que achava curiosas e interessantes que me tomaram toda a atencao nas primeiras semanas. Entao já resolvi fazer este post logo de início e tentar nao perder esses olhos curiosos e perceptivos. No momento ainda nao tenho julgamento nenhum (e nem procuro ter) de se essas diferencas sao boas ou ruins. Se aprovo ou nao. Sim, algumas coisas já considerei super positivas e gostaria de poder agregar à minha roti...

A grande revira volta

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A vida deu uma revira volta incrível nos últimos tempos. Fui de comissária de bordo da Avianca a agente full time da HBN e mulher de finlandês. E tudo aconteceu muito rápido. Quando iniciei minha vida de comissária, nao imaginava que pouco menos de dois anos depois estaria em outro país repensando todo meu caminho e minha carreira e ainda mais casada. Tudo muito surreal. Cheguei a pouco mais de uma semana aqui na Finlândia e a vida já está numa correria só. E apesar de extremamente deliciosa essa nova aventura, nao tem sido fácil. Eu sei, é um clichê. Mas é a mais pura verdade. Sempre me considerei flexível e adaptável, animada e ativa, desbravadora e alegre. Mas também sempre fui tímida, envergonhada. Especialmente em situacoes novas e diferentes. Adoro explorar o que nao me é familiar ... mas também me enche de medo, um medo tao grande que chega a doer o estomago e as bochechas.  Minha nova vida aqui será muito diferente. E apesar de já ter pensado muito nisso a...