25 de abril de 2009

Mais feliz que todos nós

Numa noite como outra qualquer você nunca espera que algo que te toque aconteça. E muitas vezes são exatamente nesses momentos que surge uma oportunidade, um sentimento ao qual deveríamos prestar mais atenção.

Já a havia visto algumas outras vezes, em outras noites na Rua XV, quando fui ver meu amigo tocar com sua banda. Ela sempre me fazia sorrir, mas nunca antes tinha pensado em escrever sobre ela. Não que não houvesse motivos, já a havia observado com carinho, já havia sentido que ela me daria um post interessante, bonito. Agora... ela quem ?


Uma senhora sem nome, sem identidade, sem família ou amigos. Foi assim que ela me apareceu, sem eu poder ter certeza se sua vida é realmente assim ou se existe algo mais que ignoro. Às sextas e sábados, na Rua XV, no centro histórico de Santos os bares ficam abertos até tarde, há música de todos os tipos para os mais diferentes gostos, muita gente passeando e se divertindo ao ar livre.

Isto já é algo que acontece há anos, e mesmo meu amigo, que toca numa banda lá, já ter dito para ir vê-lo tocar eu nunca tinha ido... até mais ou menos um mês atrás, quando ele me chamou propriamente. Eu andava cansada mentalmente, após 3 meses enfurnada em casa apenas pensando na monografia. Lembro dos dias em que o sol me convidava a ir a piscina e mesmo que eu resolvesse dar uma pausa nas pesquisas, sentia-me extremamente mal, com a consciencia pesando quilos de ir nadar, tomar sol ou qualquer coisa do genero.

Após o estresse da monografia e nada a fazer a não ser esperar pela resposta da minha orientadora, resolvi sair. E a conheci! Em nenhum momento ela se preocupou em pedir dinheiro, como fazia qualquer outro mendigo que passasse por nós. Apenas colhia as latinhas de cerveja pelo caminho, dançando feliz, tendo às costas uma lancheirinha rosa. Nào bebia cerveja, apenas tinha uma garrafinha de agua consigo, e era água mesmo!

Por vezes, alguém lhe oferecia uma coxinha e sorrindo ela lhe estendia a mão e ainda assoprava um beijo. Ganhei um! Pequenina, muitas vezes parecia que ía quebrar quando esbarrada em alguém, mas nunca nem ficava brava, apenas sorria. Dançava ao som de todas as músicas, largava a sacola de latinhas e pulava ao som da Lokstroty, a banda a qual pertence o meu amigo.

Numa dessas noites, registrei sua felicidade... só ela mesmo para deixar o medo de lado, os problemas de lado e sorrir. E nós reclamamos...
Bom... aí vai o registro... :)


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15 de abril de 2009

Senta que lá vem história...(1)

(um conto- Parte 1 )

- Eu não estou esperando nada, espero que você saiba. - disse a moça fitando os olhos do rapaz enquanto suas mãos tocavam delicadamente seu cabelo.

Haviam se conhecido há pouco tempo, mas a intensidade do relacionamento diria a qualquer pessoa que não os conhecesse que ali havia muito mais história do que eles permitiam um ao outro dizer. Se encontravam todos os dias em frente a antiga casa da moça, onde ela havia morado por toda sua infancia e onde os dois se conheceram.

Tinha sido um dia bonito de outono e o vento levantava as poucas folhas que caíram das árvores naquele ano. Abaixou-se e pegou uma delas, não reteve seu olhar à folha a sua mão, mas à casa a sua esquerda. Seus olhos enxeram-se de lágrimas, mas ela nào se permitiu chorar, já havia treinado muito para aquele momento e nunca, em nenhum de seus sonhos ou fantasias, tinha se visto chorando por um tempo que não mais voltaria.
A casa era grande, amarela, situada bem no final da rua, fazendo com que não tivesse muitos vizinhos, além de um singelo vale que parecia debruçar-se sobre o quintal onde ela havia brincado anos antes. Da pintura amarela da casa pouco restava, via-se que ninguém mais cuidara de suas paredes ou telhas, via-se que a porta, um dia majestosa, havia sido forçada algumas vezes, provavelmente por crianças curiosas da vila, afim de aterrorizar seus amiguinhos. O portão entreaberto convidava a moça a entrar, mas seu coração batia descompassadamente tão forte e desgovernado, que essa idéia ela só teria mais tarde, quando já se encontrasse muito longe dali.

A caixinha do correio lhe chamou a atenção, não era a mesma de sua infância. Era, aliás, a única coisa que se podia dizer nova em todo aquele cenário rústico e enevoado. Aproximou-se lentamente, como se cada passo fizesse doer seus músculos rígidos. Fez menção de tocar a caixa por inúmeras vezes, mas decidiu-se pelo contrário, apenas contornou seu formato com a ponta dos dedos, sem que a estes fosse permitido sentir a textura suave e amadeirada com que a caixa fora feita. Seu formato era curioso, uma casinha que lembrava as de passarinhos, mas os seres que a habitavam eram outros. A casinha era rodeada por belas fadas, que aparentavam voar nas mais diversas direções.

Sentiu-se curiosa. Quem teria substituído a antiga caixa de correio por uma tão singular e bonita? Seu estomago repreendeu-lhe, alguém havia mesmo substituído a sua caixinha de correio!Aquela que sua mãe havia comprado. Ou seria seu pai? Ou quem sabe já se encontrava lá quando eles haviam se mudado para a casa. Não importava, sentia que aquilo tudo lhe pertencia e não parecia-lhe justo que qualquer coisa estivesse além de seu conhecimento e propriedade. Aproximou-se seu indicador de uma das fadas, a mais bonita, mas de aparencia não muito convidativa, seus olhos pareciam avessos a visitas. Faltava apenas um pouco para tocá-la...

--Eu também nunca entendi por que fadas e não... qualquer outro enfeite!

A voz, rouca e próxima, surpreendeu-lhe de tal forma, que a fez dar um pulo para traz, tropeçando em um monte de pedras estranhamente arrumadas para um local tão esquecido pelo tempo. Lentamente a moça recuperou-se do susto e pos-se a olhar seu intruso. Sentia seu sangue fervendo em suas veias, a respiração beirava o ofegante. O homem lhe sorria, e como que mágica, a garota sentiu-se mais calma, a tremedeira a parecer nunca ter-se feito presente.

(fim da parte 1 )

Oi gente, não sei se voces curtem contos... mas eu ADORO escrever histórias e criar personagens, contos, etc... queria a opinião de vocês neste aqui, que criei especialmente para o blog. Ok, Não vou parar com minhas aventuras de futura au pair... mas seria interessante poder publicar e ouvir as criticas de vcs sobre a minha maneira de escrever e minhas idéias!!!
beijão!!!
Comemoro o lançamento do meu novo blog, dedicado a contos, passem lá!
www.contos-de-bruxa.blogspot.com
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8 de abril de 2009

Ao meu avô Fernão

Canção da Despedida

Por que perder as esperanças de nos tornar a ver?
Por que perder as esperanças se há tanto querer?

Não é mais que um até logo
Não é mais que um breve adeus
Bem cedo junto ao fogo
Tornaremos a nos ver


Com nossas mãos entrelaçadas ao redor de calor
Formemos nesta noite um circulo de amor

Não é mais que um até logo
Não é mais que um breve adeus
Bem cedo junto ao fogo
Tornaremos a nos ver


Pois o senhor que nos protege e nos vai abençoar
Um dia certamente vai de novo nos juntar

Não é mais que um até logo
Não é mais que um breve adeus
Bem cedo junto ao fogo
Tornaremos a nos ver


Huuum...Hum...Huuummm...Huuum...
Descanse em paz e seja muito feliz
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