3 de outubro de 2016

O Processo de seleção da Avianca


Olá novamente a todos!

Hoje vou falar de um assunto que pode interessar a vários de vocês e que para mim é também muito especial. Como foi meu processo de seleção na Avianca Brasil. E justamente por isso... quero frisar que o relato a seguir é a minha experiência com este processo. Todo processo seletivo, mesmo que seja para uma mesma empresa, é algo muito pessoal e cada um irá vivenciá-lo de forma diferente
Portanto o que quero compartilhar é o sentimento que eu vivenciei nesse momento. E nunca se esqueça, cada processo é único e os próprios selecionadores renovam seus métodos de avaliação continuamente.

Em maio mais ou menos fiquei sabendo que a Avianca Brasil havia aberto vagas para uma nova turma de comissários em São Paulo. A animação foi instantânea. Num ano em que todas as empresas pareciam mal das pernas e não haviam vagas no mercado, parecia irreal. Eu estava trabalhando dando aula de inglês e quando cheguei em casa, extremamente cansada, vi que era necessário preencher uma prova online de português e inglês. Deixei pra fazer no dia seguinte. Dia seguinte veio e o anúncio da vaga sumiu! Sim, a vaga tinha fechado e eu tinha perdido a oportunidade. Fiquei triste e super decpecionada comigo mesma. A vida é assim, a gente aprende e continua.

Pouco mais de um mês depois, havia uma nova vaga anunciada no site. Vagas para São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Não perdi tempo, me preparei e me candidatei. Fui selecionada. Lembro de quando recebi o e-mail, estava com uma amiga na rua e recebi uma mensagem de uma outra amiga que havia sido selecionada. Eu havia acabado de checar meu e-mail e não tinha nenhuma novidade... entrei novamente, as mãos tremendo e o celular no 3G. Sim, havia um novo e-mail lá pra mim.

Até consegui dormir bem na noite anterior à seleção (apesar de ter acordado algumas vezes) e o nervosismo que estava sentindo no dia anterior passou quando acordei. Eu era outra pessoa e estava pronta para dar o meu melhor. O dia transcorreu sem muitas surpresas, em alguns momentos respirei fundo para seguir em frente, em outros sorri confiante com cada etapa. Lembrod e ter saído de lá muito feliz. E a cada etapa vencida era uma alegria sem tamanho.

Foram quase 4 semanas de processos, testes e afins. Eu vivendo um misto de animação, alegria e também receio. Era algo que eu queria muito e tinha, sim, medo de não conseguir. Duas semanas no processo e recebo a ligação que mudou toda minha expectativa. Eu seria base Rio de Janeiro. Era isso. Não iria continuar em São Paulo. De início foi um choque, não sabia o que sentir e pensar. Como as vagas incluiam São Paulo, eu nem havia cogitado que poderia ser enviada para alguma das outras bases. Por que já havia conhecido aprovados do Brasil todo. Comecei a correr atrás de documentação e local para morar no Rio de Janeiro. Sem saber ainda o que fazer com meu quarto em São Paulo. Foi um pouco estressante, metade de mim não queria aceitar a mudança e a outra metade estava empolgadíssima com o que viria por aí. 

Por fim, tudo deu certo. E para minha sorte o treinamento foi todo realizado em São Paulo, o que me deu mais um tempo próxima da família e dos meus gatos. 

Hoje vejo que ser comissária é mesmo estar preparada pra tudo. Não ter raízes, mesmo que o coração tenha também suas bases. Foi encarar morar no Rio de Janeiro sem saber quando vou retornar e  abrir ainda mais a mente. Especialmente para surpresas, pois elas certamente virão. 

O que me deixava mais aflita dura te todo este percurso inicial, foi que eu estava fazendo um outro processo seletivo ( para atuar na minha área de formação universitária) que estava indo muito mais rápido. Eu quase não dormia aguardando resposta da Avianca, pensando que teria logo que responder à outra empresa. Também parecia um lugar legal para trabalhar, mas não era o que eu realmente queria. Eu queria voar. Tive medo de perder as duas oportunidades, mas pouco antes de ter a certeza de que havia realmente sido aprovada, respirei fundo e recusei a outra proposta. Iria arriscar no meu sonho. Não achava justo deixá-los aguardando enquanto o que eu realmente queria era outro caminho. Então resolvi arriscar e colocar um pouco de fé que eu iria ser aprovada na Avianca. 

Passei por tudo. E foi uma grande experiência. Dei o meu melhor, arrisquei e confiei em mim. Consegui! 


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2 de outubro de 2016

Pronta para voar!


Como começar este post que estava há tanto tempo querendo ser escrito, mas que nunca se materializava? Como começar a falar desta experiência incrível e que ainda mal começou de verdade? Como escrever o que estou sentindo agora? E todos os passos que me levaram até aqui?

Não sei ainda... mas vou dar um jeito. Eu vou voar. Em breve. E o caminho para ganhar minhas asas não foi fácil e nem simples. Desde jovem eu sabia que meu lugar era o mundo e que eu queria conhecer todo meu país. Queria viajar, conhecer culturas e levar sorrisos a todos que encontrasse. Gostava de atender pessoas, fazê-las se sentir bem e ser lembrada pelo bom serviço. Então veio o vestibular e essas características me diziam que eu deveria ser diplomata (entre mil outras coisas que eu me interessava em ser). Fiz Relações Internacionais. Achava que esse era meu caminho. Apesar de ter aproveitado bastante o curso, nunca havia pensado realmente sobre ele e que caminho gostaria de seguir após formada. Sonhava em ser diplomata, mas inúmeras coisas na profissão não eram exatamente o que eu procurava. 

Fui para a Holanda e ao retornar estava convencida de que tinha que entrar numa grande empresa e ganhar dinheiro. Então, fiz pós graduação em Administração de Empresas. Quando conclui o curso, já não estava mais empregada e vivia de uma de minhas grandes paixões. Intercâmbio. Me tornei agente de Au pair na Holanda. Lidava com pessoas o tempo todo ( mesmo que remotamente, pelo computador) e ficava em contato com minha Holanda querida, auxiliando au pairs em seu ano laranja. Isso resumiu meus últimos anos profissionais. Uma rotina flexível e uma pouco confusa, mas bastante confortável e de que gostava muito. Mas ainda não era o suficiente, especialmente financeiramente. Sou dinâmica e quero crescer, conhecer, contribuir.

Mas não me achava. Amo tudo e quero abraçar o mundo com as pernas. Sou extremamente curiosa e por isso, cada nova coisa que conheço, já quero conhecer, estudar, pesquisar. Quem sabe não é meu caminho?

Em 2014, estava assistindo a um epísódio de Air Crash Investigation do NatGeo (Desastres aéreos em português) e falava sobre acidentes em que a ação da tripulação foi a diferença entre a vida e a morte. Que a decisão, procecimentos, firmeza e liderança da tripulação possibilitou com que todos (ou o maior número) de passageiros saísse com vida. Meu coração começou a bater acelerado, meu corpo todo focou em todas as informações. Ser comissário passou, pela primeira vez, a ser mais que delicadeza, elegância e servir. Era agora uma responsabilidade de segurança, era algo que mesmo sabendo... eu nunca tinha parado pra pensar. Meses mais tarde, estava iniciando o curso de comissária de voo na EACON, em São Paulo.

Foram muitos meses de sábados inteiros dedicados ao curso. Muito estudo e uma certeza de que este era o melhor caminho para mim. Tudo ainda é muito novo e não sei como será, claro... mas tudo indicava que meu perfil era esse. E que após tanto perambular por sonhos, vontades, estudos e confusão... eu tinha achado algo em que poderia ser boa. 

Fiz a ANAC dia 5 de janeiro de 2016 já sem esperanças de ser contratada. Quase para fazer 30 anos, em época de crise em que todas as empresas aéreas brasileiras estão retraindo. A perpesctiva não era boa. Acompanhava muitos anúncios online de vagas, a maioria era notícia falsa. O que desanima muito quem está a procura de uma boa oportunidade. Mas incrivelmente ela veio... em junho consegui me inscrever no processo de seleção da Avianca. E o mais inacreditável (ou não!) passar!!! 

Sim, eu passei. Eu fiz todas as etapas e dei o meu melhor e agora sou comissária de voo. E logo mais vocês acompanharão as etapas seguintes desta jornada! 

Estou só começando, mas já tenho muita coisa interessante para contar. E principalmente, para inspirar quem também está procurando seu caminho e tentando ingressar nesta profissão! 
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