29 de julho de 2014

Oscar Niemeyer - Exposição em São Paulo



Há duas semanas, eu e o Felipe estávamos passeando pela Avenida Paulista quando nos deparamos com um cartaz de uma exposição no prédio do Itaú Cultural. Eu sempre reclamo que não faço nada do que gosto, que quero ir a museus, conhecer mais a cidade em que moro, fazer mais passeios e atividades diferentes, que não sejam ficar em casa e jogar vídeo game ou ver filmes e séries.

E encontramos uma exposição sobre a obra de Oscar Niemeyer. Já olhei para ele com meus olhinhos de Gato de Botas do Shrek e falei que queria entrar na hora. Então nosso passeio mudou e entramos no Itaú Cultural. Eu estava sem graça. Sabe quando você não sabe o que fazer ou por onde começar? Me dirigi até o balcão de informações, mas nenhum atendente me deu bola. E eu meio que pensando "será que a exposição é de graça?" "Onde que ela começa?" "Tem algum guia?" Peguei alguns panfletos e entramos na primeira porta que vimos, logo em frente. Uma exposição sobre a música de Macalé. Um espaço muito legal e interativo, denominado Macalândia. Eu nunca havia ouvido falar nele, mas gostei muito da exposição e de tudo que vi. Era um homem criativo, trabalhador e com muito amor pela música e poesia. 

Eu ainda estava sem graça, ficava sentia que estávamos no lugar errado. Que logo viria algum segurança me falar que eu não deveria estar ali, que estava mexendo em algo privado, ou que deveria ser pago, etc. Nada disso aconteceu, mas a sensação demorou para ir embora. Andando meio perdidos, encontramos um outro cartaz que dizia que nos direcionada à exposição do Niemeyer e suas obras. Não perdemos tempo e subimos as escadas. Fiquei feliz por podermos tirar fotos e registrar a experiência.


Passamos por uns textos que falavam de sua vida e o desenvolvimento de sua carreira. Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907. E morreu em 2012, aos 104 anos de idade, apenas 10 dias antes de completar mais um aniversário. Ficou conhecido por participar e/ou criar obras como a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque;  o sambódromo da Marques de Sapucaí; o parque do Ibirapuera; palácio da alvorada e claro, a cidade de Brasília! E ele também fez o projeto do mirante da Ilha Porchat, em São Vicente. E lembro que a gente não via a hora do mirante ficar pronto para ver uma obra de Oscar Niemeyer de pertinho. E uma obra recente!!!

Haviam tantas maquetes de suas obras, rascunhos originais em papéis gigantes ( com metros de largura!) que quase não sabíamos por onde começar. Não havia bem uma lógica cronológica, mas uma sala cheia de suas obras mais importantes. Com um filme passando ao fundo, em que ele próprio contava sua visão sobre seus trabalhos mais marcantes.

Nós adoramos. E gostei de conhecer mais sobre suas obras, algumas eu nem imaginava que tinha participação dele! Espero que gostem também!

Maquetes da exposição 


Ao fundo, você pode ver um dos rascunhos originais gigantes de que falei! 





Mais rascunhos


Sobre o projeto para a ONU 

Panfleto da exposição

Informações sobre a exposição:

Website do evento
Oscar Niemeyer: clássicos e inéditos
quinta 5 de junho a domingo 27 de julho de 2014
abertura: quarta 4 de junho às 20hterça a sexta das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados das 11h às 20hPiso 1, -1 e -2 Entrada franca

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17 de julho de 2014

Guerra não é piada!

Após toda essa bagunça de Copa do Mundo, como não falar dela aqui no blog? Como não expor um
pouquinho do que venho sentindo desde que ela acabou? Ou melhor... desde que fomos eliminados pela Alemanha.

Fiquei triste? Claro! Fiquei decepcionada? Também. Fiquei com vergonha e brava? Não! Aliás, fiz vários comentários apoiando os jogadores em si, pois sei como é difícil uma derrota na nossa jornada. Como é difícil encontrar uma pedra (ou sete!) no caminho. Não é porque são famosos, milionários ou o que for que são menos humanos. Que não sentem tristeza ao fazer um trabalho que não lhes deu o resultado esperado, que não desejam e sonham e trazer alegria ao povo de alguma forma.

E o povo brasileiro reagiu de diversas formas após a derrota. Alguns publicando "vergonha de ser brasileiro", muitos com piadas, de todo tipo de conotação. Eu ri bastante de muitas, mas algumas delas me chamaram a atenção... e é sobre estas últimas que posto aqui.

Passeando pelo facebook, no dia da eliminação na semi-final, comecei a ver amigas minhas (pessoas estudadas - na teoria- que tem vivência internacional, etc) postarem: "Melhor perder a Copa que duas guerras!"

HEIN? Sério... HEIN??? Guerra não é piada! Não é jogo! Qualquer guerra é uma grande perda para todos os envolvidos, para o Mundo inteiro. Especialmente duas guerras de proporções tão grandes. Que envolveram tantas nações, que mataram tanta gente. Em todos neu comentei e expus minha indignação.

Fiquei pensando em como o brasileiro não se relaciona com as coisas que aprende, como tudo lhe parece distante, irreal até. Como parece que vivemos numa bolha, onde piada de guerra é aceitável e faz sucesso. Onde postar uma foto de Hitler "jogando video game" com os dizeres "Marquei mais um gol!" é considerado engraçado. Não é engraçado! É um passado triste na história da Alemanha e do mundo inteiro, foi uma guerra desejada por praticamente todas as nações... e isso nunca deveria ser motivo de piada, de risada.

O pior de tudo é conhecer as pessoas, saber que daqui a uns dias as pessoas vão postar que o problema do Brasil é não ter educação, cultura, respeito ao próximo, etc... Hum... que tal começarmos pela gente e mostrar o tal respeito que estamos pedindo???

Pronto! Demorou, mas falei! É isso! Lembra do "Tem que começar pela gente" ? Então, está mais do que na hora de começarmos!
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