24 de fevereiro de 2013

Uma Esmeralda na Croácia - A Vencedora do Concurso

 
 
Simples, delicada e singela. Foi desta forma que a foto de Luciana Melo conquistou 628 "likes" no Concurso "E eu nunca mais fui o mesmo", realizado entre os meses de novembro e dezembro na nossa página do blog no facebook.
 
Quase consigo ver Luciana procurando a melhor pose para a foto. Procurando uma maneira de não estragar o cenário, de não parecer sem graça no meio daquela imensidão maravilhosa. Olhando em volta, sentido a brisa leve no seu rosto, nos seus cabelos e pensando que nunca mais vivenciaria algo assim. Algo tão grande, tão perfeito e tão natural!
 
Ela fecha os olhos e respira fundo, tentando não esquecer daquele momento nunca mais. Tentando decorar o cheiro do ar e o gosto da paisagem. Olha ao seu redor, vê seus amigos ou família, vê quem ama; ali com ela, compartilhando da vista, das emoções, dos sentidos que aquele local ativou em todos. Olha em volta, caminha para perto daquela imensidão e vira de costas. "Pronto. Estou aqui." Coloca a mão na cintura e sorri. Desiste. Levanta as mãos ao céu e tenta da risada, finge que vai pular, mas fica com medo e resolve não fazer nada.
 
Os amigos olham felizes, dizem para fazer isso ou aquilo, mas ela nada escuta, nada vê além da imensidão atrás de si, ao virar o pescoço para observar, reunir forças. Eles posam ao seu lado, fazem brincadeiras e a fazem sorrir e ainda assim ela não consegue. Não sabe como conseguir... quer expressar o que sente, a gigantesca felicidade sem roubar a atenção do local em que se encontra. Não sabe como. Não pode saber.
 
Por fim ela desiste. Desiste de arrumar a pose perfeito, de registrar o momento perfeito. Afinal, tudo ali já falava por si só... era natural, era a beleza que a terra havia feito sozinha, esculpido delicadamente, anos após anos. Então, com tudo isso em mente, para que pose? Para que estragar o que já é tão perfeito? Por que não ser tão natural quanto as águas daquele mar? Tão natural quanto as pedras sobre as quais estava?
 
Sem pose, sem complicações. Assim Luciana sentiu o momento, deixou que a experiência falasse por si, exprimiu seus sentimentos apenas com seu sorriso, deixando de lado todo aquele nervosismo para trás. Era então a foto perfeita. Simples, tranquila e principalmente... natural. Como a paisagem na Croácia, que a encantava e como seu sentimento. Não havia nada mais natural que aquilo.
 
Abaixo o recadinho de Luciana para o blog :
 
"Essa foto representa muito para mim, porque tudo teve um gostinho especial no ano em que estive lá( verão de 2011), e por vários motivos:primeira viagem internacional, primeiro voo sozinha (by myself) sem poder apertar a mão bem forte de ninguém, pelo frio na barriga em conhecer lugares que nunca um dia pensei em conhecer..
E tudo foi como poderia ter sido:MARAVILHOSO.
Conheci pessoas, novas culturas, praias paradisíacas, água límpida e cristalina(algo raro aqui no Rio de Janeiro!) e paisagens estonteantes que simplesmente hipnotizava ao individuo.
Aí surgiu a ideia da Nadja sobre o concurso e pensei, por que não mandar a foto que tanto representou meu estado de espírito e me faz relembrar momentos mágicos assim como tenho certeza que representou também para as demais concorrentes com suas respectivas fotos.
Muito feliz de ter ganhado, levando em consideração que NUNCA faturo nenhum tipo de concurso!rs 
Bom, parabéns a Nadja pela iniciativa(sempre antenada!), a Ferlin, pois em breve terei um lindo colar dela e a todos nós que através do concurso pudemos compartilhar nossos momentos pelo mundão afora !"
 
Curiosos para ver o prêmio escolhido? Uma jóia da loja virtual de minha amiga, Ferlin Yoswara; a Arthyc Jewels.



E aí? Curtiram? ;)
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17 de fevereiro de 2013

Aventuras no Metrô


Para quem acompanha o blog,  deve se lembrar de um relato meu de minha alegria ao andar num ônibus lotado, quente e abafado, mas sozinha sem precisar de ninguém. (Se você não leu, clica aqui ó). Então, eu não poderia deixar de relatar minhas novas experiências pelo metrô de São Paulo.

Eu já morei em São Paulo anos atrás. Dos meus 17 para 18 anos, quando estava na época do cursinho ( no Anglo Tamandaré). Era 2004, e eu também acordava cedo, pouco depois das 5:30hs da manhã e saía de casa pouco depois das 6hs para pegar metrô na estação Saúde e desembarcar na estação São Joaquim. Era um caminho curto e algumas vezes lotado, especialmente na volta. Na ida era simples.

Nos dias de hoje parece que mais e mais pessoas frequentam o metrô. E em todos os horários! Todos os horários mesmo! Chego ao metrô Santos-Imigrantes pouco depois das 7hs.  Durante as primeiras três semanas de trabalho, meu cartão de transporte não estava pronto, então toda manhã eu comprava duas passagens de metrô. Essa parte é a melhor, a menos sofrida. Apenas uma vez peguei fila... e ainda era uma fila minúscula de umas três pessoas apenas. Ainda subo para a plataforma quase todos os dias ao som de um senhor tocando piano. É uma daquelas estações em que se vê um piano em um canto com um cartaz convidando qualquer um a tocá-lo. E quase sempre realmente, há alguém tocando.

E então chega o metrô, e as sardinhas se empurram para dentro, se segurando como podem, fazendo pressão em quem já estava por lá e sendo espremidas pelos que vem atrás. É tanta gente... tanta gente... que eu realmente fico pensando como isto é possível... será que todo mundo que está aqui comigo curte isso? Morar aqui? Num lugar assim tão urbano, tão lotado, tão... caótico? O tempo todo?

Eu não sei se é para mim... mas cada vez mais quero morar próxima a meu emprego, para ter mais tempo hábil de viver fora dele. Mas por enquanto não dá. Eu gosto de natureza, parques e tudo relacionado ao ambiente ao ar livre... então São Paulo as vezes me assusta... :/
 
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