17 de março de 2013

Um mundo de Esmeraldas...

O primeiro selinho feito pela Caçadora!
Sei que muitos não curtem selinhos, correntes ou coisas do tipo, mas tive uma idéia simpática que gostaria de compartilhar.

É bem simples e com esta brincadeira, você terá a chance de conhecer blogs divertidos e legais que nunca tinha imaginado que existissem. E de quebra divulga o seu.


 
 
Passo a Passo:
 
1. Dentre os blogs que você mais gosta e segue, selecione 3 blogs dos quais vocês gosta muito para presentear com o selinho. (Não esqueça de avisá-los!!!)
 
2. Entre nos blogs seguidos pelos seus escolhidos e cace blogs que você ainda não conheça, mas que tenha achado interessantes... Um novo blog para cada um dos seus indicados. E presentei-os também com o selinho... (Escreva se apresentando e indicando o selinho das esmeraldas)
 
3. Faça um post com o selinho, as regras e os endereços dos 3 blogs escolhidos e qual novo blog que você conheceu através de cada um deles.
 
4. Notifique a todos!
 
Avise seus amigos e novos amigos para fazerem o mesmo... aumentando nosso contato dentro da blogosfera... E eu estou animada para receber o selinho de volta ;) Será que alguém irá caçar aqui no blog?
 
 
As minhas esmeraldas :
 
Surviving the Unknown - Blog da au pair Flávia, na Holanda
- esmeralda encontrada no blog da Flávia: Tamanco Verde e Amarelo - blog da au pair Lisa Zielk
 
Uma brasileira em Nashville - blog da Waleska
- esmeralda encontrada no blog da Waleska: Crônicas de Folhetim - blog da Paula
 
Family Around - blog da Ingrid, na Holanda
- esmeraldas encontrada no blog da Ingrid: Bailarina e Grávida - blog da Ana caterina
- mais um que não resisti... Minha Aquarela - blog da Cíntia
 
Quem quiser pegar o selinho e participar sem ter sido indicado aqui, fique livre para espalhar esmeraldas pela blogosfera e encontrar outras por aí, vou ficar mesmo muito feliz ;)
 

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8 de março de 2013

O dia do Respeito à Mulher!

Não estou aqui para queimar sutiãs. Nem para falar de feminismo. Hoje é o Dia Internacional das mulheres e quero fazer um apelo aos homens. Sim, aos homens. E por quê? Pois estatisticamente eles são o gênero que mais pratica violência contra as mulheres. Coloco desta forma pois existem mulheres que agem da mesma forma consigo mesmas, com outras e ainda aquelas que justificam os atos de seus homens. E que acreditam que são culpadas pela violência a que estão expostas e que sofrem.
Fonte: Google Images
Violência não é apenas o ato de ferir fisicamente. Palavras também machucam, também prendem ou libertam. Palavras vindas de alguém que amamos tem muito mais peso, muito mais verdade. E podem mexer com o emocional de qualquer um. E especialmente mexer com as mulheres, que vivem em um ambiente tipicamente patriarcal, machista e velado. Onde se faz vista grossa a essa violência. Pois o que as mulheres sofrem aqui é mascarado, pois ninguém aqui nos obriga a usar uma determinada roupa, corte de cabelo, ou ter certo tipo de comportamento.
Mas independente disso, somos julgadas por tudo. É mascarado pois o homem desfila com sua mulher sorridente pelas ruas, vão à praia, conversam com vizinhos; ele lhe compra flores e presentes e depois... quando a porta da casa se fecha, a história muda completamente. Ele tira sua máscara, deixa de ser o personagem que criou para o mundo. Ele xinga, bate e humilha sua mulher, ele subjuga e joga em sua cara tudo aquilo que fingiu ser natural e legal para os outros. De linda e admirada, ela passa a ser suja e vagabunda. Suas roupas podem virar motivo de briga, seu perfume, seu sorriso e seu jeito. Ele passa a perceber uma intenção pervertida em todos seus olhares na rua. É o inferno em casa.
Quem nunca teve algum vizinho que de tanto gritar você brincou “Um dia alguém ainda mata um nesta casa” ou “Não devem mais ter móvel nenhum inteiro desse jeito”. Você já chamou a polícia alguma vez? Já tentou sinalizar sutilmente que tal comportamento não é aceitável?
Mas a violência não precisa ser assim tão clara. Ela está em todo lugar, na forma como somos tratadas pelos homens(e mesmo por mulheres). No fato de algumas empresas desejarem apenas contratar mulheres com o falso discurso de sermos mais competentes e focadas. Com o tempo, a mulher percebe que na verdade foi contratada para ser inferior, para servir de exemplo, para aguentar a humilhação constante... pois um outro homem simplesmente riria e sairia andando, pediria as contas sorrindo e não se abalaria. Partiria para a próxima. A mulher briga consigo antes de se libertar, ela corre e chora desabafando com as amigas, ela pensa nos filhos , na mãe e no futuro. E ela engole as pedras e acorda para continuar um trabalho que só a mata por dentro.
É justo?
Uma vez ouvi de um chefe, anos atrás, após ele haver perguntado a mim e a outro funcionário se estávamos satisfeitos e ambos termos dito que não; ele me mandou embora da empresa dizendo que era uma “desaforada”, “boca dura” e que não se respondia isso a um chefe. O meu colega? Ele ganhou um aumento e o chefe lhe disse “Isso que é uma atitude de homem, tem que ter peito e coragem para ser promovido”. Eu não fui grossa. Eu não estava feliz, mas não fui mal educada. Não percebi que a situação era claramente sexista. Não percebi que havia ali um conflito de poder comigo... e que eu representava uma ameaça à autoridade dele.
Nunca havia parado para pensar que aquilo era maior que eu... era impensado. Ele próprio não tinha noção expressa da violência que praticava. Não percebia o padrão de suas ações... E isso acontece todo dia, as pessoas absorvem comportamentos e atitudes que não condizem mais com a nossa realidade. Mas reproduzimos isso sem pensar. Reproduzimos na tv, nas músicas, nas danças e na vida. Não percebemos... não temos quase consciência. Eu sei, pois eu não tinha.
Foi preciso olhar de longe, com um olhar amadurecido algumas situações que vivi, coisas tão banais e simples, pequenas que me passaram despercebidas. Foi ver rejeitado o currículo de um amigo (homem) que era tinha experiência e conhecimento para o cargo exigido e ouvir “Homem não contrato.” E depois ver contratada uma moça que não tinha o perfil necessário, que não entendia do assunto com que trabalhava... e logo a vi murchando e murchando, sentindo-se incapaz de exercer a função, escutando as humilhações por seus erros (e até acertos!) e tendo que ficar calada. Mas... ela não tinha capacitação para aquele cargo. E a decisão de contratá-la... de quem foi? Da mesma pessoa que a humilhava, a mesma pessoa que pisava nela sempre que podia... que a xingava na frente dos outros e dizia que uma funcionária como ela não prestava e que não deveria tê-la contratado. Mas ele também não a demitia. Foi então que comecei a perceber... que comecei a entender e notar que ninguém faz nada, porque vivemos desta forma, nos parece natural, do ambiente...
Então hoje meu principal apelo é aos homens. Vocês já agiram assim sem perceber? Vocês já viram algo assim acontecer e mal se deram conta? Isso não significa que vocês são maus e não os torna machistas, mas vocês são parte de uma comunidade machista e patriarcal, onde vocês foram criados desde a barriga para serem mais importantes. Reflitam... o verdadeiro homem, de maior caráter é aquele que assume e aprende com seus erros, é aquele que ensina as gerações futuras a se respeitarem e respeitarem os demais.
Uma mulher respeitada, se dá ao respeito. E é o ciclo... uma mulher que se dá ao respeito, também insitga mais respeito dos outros. Então, respeitem... e vamos contribuir para que todas saibam se respeitar também.
 Pensem se essas mulheres, as que sofrem caladas entre quatro paredes, as que são humilhadas moralmente em situações diversas, as que não se dão o respeito(pois provavelmente também ninguém nunca as respeitou)... imaginem por um momento que ela é sua filha, sua irmã, sua mãe. Imaginem então a mulher que mais significa para você, imagine que ela perde o brilho e a felicidade e vai se matando aos poucos calada, sem nem perceber porque, sem nem perceber que poderia tomar uma atitude e sair dessa situação. Dar um basta e mostrar a todos que não aceitará mais isso. E você, homem, também pode dar um basta.
Fonte: Google Images

Não é preciso ser gay para defender seus direitos. Não é preciso ser negro para reconhecer o racismo e não é preciso ser uma mulher para respeitar uma mulher.
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2 de março de 2013

Trago seu amor em 7 dias...


Fonte? Google Imagens
 Caminhando pela Brigadeiro Luís Antônio fico impressionada com o número de cartazes e panfletos com os seguintes dizeres “Trago seu amor de volta em 7 dias” e ainda “Pagamento após resultado”. Quadra após quadra lá estão os cartazes, dos mais variados, aparentemente de prestadores diferentes. Me pego pensando se esse tipo de propaganda tem efeito, se alguém em algum lugar vê o cartaz e pensa “Puxa, essa é minha chance. Esse cartaz parece que foi feito para mim... está sempre no meu caminho. Deve ser um sinal”.



 Os bairros em que encontro os cartazes são bairros bons, caros e o público que os vê é dos mais diversificados. Imagino que em todos os bairros da cidade, independente de sua condição, possamos ver essas propagandas. Mas onde atendem essas pessoas? Onde eles se encontram se não há nem nome nos cartazes, apenas telefones de celular e mais nada. Fico pensando se na verdade querem hackear seu número, pegar informações suas e de sua família para depois ligar simulando um sequestro de algum familiar ou algo do tipo. E fico novamente imaginando se existe mesmo gente que procura este serviço assim.
 
Sem ofensas a qualquer religião. Fonte: Imagens Google
Quero supor por um momento que as pessoas por trás dos cartazes são honestas, tentando ganhar a vida com algum dom que lhe foi passado. Independente se a magia praticada funciona ou não, me pergunto mais uma vez QUEM procura por estes serviços. Qual é o público alvo de uma amarração de amor que promete trazer a pessoa amada em um curto espaço de tempo, sem levar em conta se a pessoa alvo realmente deseja dar este passo. Bom, se desejasse não haveria motivos para a realização de uma amarração ou feitiço para unir estas pessoas. Então, que tipo de pessoa deseja tanto o amor de alguém a ponto de tirar seu livre arbítrio?
 
Uma pessoa tão obcecada e tão egoísta que confunde sua obsessão e desejo de posse com amor. E confunde com frequência os dois. Ela prefere viver uma ilusão forjada a amadurecer e seguir em frente com sua vida, aprendendo com o passado e os sentimentos que nutre pelo seu alvo/amor. O desespero é tanto que consigo até ouvir :




“Oi, gostaria de marcar uma consulta... vi seu anúncio para trazer de volta a pessoa amada em 7 dias, mas eu tenho urgência. Tem como você reduzir para 3 dias o prazo?”

E obsessão não é amor. Claro que muitas pessoas que amam, tem seus momento de medo, desespero e choro em algum momento em suas relações, mas não é um sentimento contínuo, desenfreado, não é um sentimento pensado. É só sentido. Mas a obsessão é real, quase planejada, e o obcecado traça estratégias concretas para obter o que se quer... como um objeto. Ao contrário de que se diz por aí, a obsessão não é um ato de total irracionalidade, de se deixar levar pelos sentimentos. Ela é uma escolha. 

Uma escolha livre de continuar desta forma, de fazer o que for para trazer para si seu objeto de desejo. As consequências não fazem parte do planejamento, não existem... é egoísta e nunca consegue conectar as consequências com seus atos; para um obcecado, as consequências negativas são azares do percurso, são odiosas pedras no sapato que precisam ser retiradas a força. Nunca aprendidas, nunca relacionadas com alguma causa pessoal.

 
Acho que nunca vi um cartaz que dissesse : Trago seu dinheiro de volta em 7 dias” ; nas letrinhas pequenas estaria “com juros de 30% para cada dia esperado a mais para receber.” Opa... tem gente que esperaria para sempre!

 
Ou que tal um anúncio : “ Curo qualquer doença em 24 horas”, com um adendo “Em caso de morte, devolvemos até 50% do investimento”.

 
E aí, qual serviços vocês gostaria de contatar? Ou então... qual destes (ou outros) serviços vocês gostariam de prestar, como seria o seu cartaz?
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