12 de outubro de 2011

Não bem esse tipo de esmeralda


"Não sou este tipo de garota" de Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito/Sêlo : Jovem/ twitter: @Novo_Conceito

Mal haviam se passado 24 horas desde que eu começara a ler o livro. Agora estava sentada na cama, apoiada em meu travesseiro com o livro fechado em meu colo. Os olhos inchados denunciavam as emoções vividas nas últimas horas. Terminado, o livro havia terminado. Mas eu não o havia deixado partir. Não ainda.

Uma história adolescente, leve, verdadeira,envolvente. Tão envolvente que eu, com 25 primaveras completas, me encontrava às lágrimas numa terça-feira a noite, véspera de um feriado. Abraçava o livro como se tivesse medo de perdê-lo, medo de ao acabar a leitura , tudo que ele havia representado,morresse. Respirei fundo e olhando a bonita capa, delicada e sutil senti pela primeira vez que não mais queria que a greve dos correios acabasse.

O livro havia chegado apenas um dia antes em minha casa, em meio a greve , o pacote contendo Não sou este tipo de garota fez seu trajeto de Minas Gerais até mim, em São Paulo. Uma semana antes eu não imaginava o que era um Livro Viajante, que existia todo um grupo na internet dedicado a levar a leitura uns aos outros, colocando algum título interessante para viajar por um determinado grupo de pessoas. Pessoas que nunca se encontrariam cara a cara. O primeiro Livro Viajante que vi foi este do livro de Siobhan Vivian e pouco após me inscrever, descobri que seria a primeira a lê-lo e teria 15 dias para fazê-lo até ter de passá-lo adiante.

Havia lido algumas resenhas sobre sua história ,mas não pude compreende-la de verdade e agora em minha cama, após devorar todas suas páginas, vejo que cada resenha, mesmo a melhor e mais bem trabalhada não fez juz ao seu conteúdo. Ou pelo menos não fez juz ao que o livro e suas personagens me fizeram sentir. Cada página era tão delicada e bonita que de cara eu já estava apaixonada por sua edição, por seu cheirinho e por tudo mais. Mas eu não imaginava que seria assim, que Natalia, a protagonista, fosse falar comigo assim, tão firmemente.

E quanto mais eu escutava Natalie e perambulava pela sua visão de sua própria vida e escola, mais eu reconhecia os comportamentos com os quais convivemos desde crianças e que pelo visto nos acompanharão o resto da vida. Eu não esperava encontrar esmeraldas nessa leitura, mas acho que o livro era uma mina protinha para ser descoberta... especialmente quando vemos cada personagem por trás de sua máscara, algo que a autora conseguiu fazer muito bem. Por trás das constantes fofocas, das maldades, dos olhares e amizades havia em todos humanidade e mesmo nos mais imprudentes ou detestáveis... o lado humano aparecia para me lembrar que existem coisas que são comuns a todos. Todos sentimos, todos erramos e todos queremos melhorar(mesmo que não conseguimos por vezes).

Agradeço hoje por este livro ter chegado até mim, mesmo não sendo meu e mesmo que eu não possa tocá-lo e vê-lo constantemente na minha estante. Um pouco dele com certeza ficou aqui, e as esmeraldas que eu achei não são de mais ninguém... e eu tenho certeza de que você pode achar as suas também, talvez diferentes das minhas, mas tão especiais quanto se você se aventurar pelo mundo de Natalia Sterling , que você vai ver, não é tão diferente do seu, mesmo que você já tenha passado das 25 primaveras como eu...

Livro Viajante disponibilizado por Philip Rangel do Blog Entrando Numa Fria

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