28 de dezembro de 2008

Expectativas

Me desculpem ter sumido assim.
Estou com uma limitada conexão à internet e isso tem limitado o tempo que gasto com o blog.Planejava inúmeros posts diferentes, aparentemente perdi a oportunidade de publicá-los todos. Pensara em escrever sobre as cataratas, sobre o Natal aqui na cidade e as expectativas para o ano que vem.

Mas , sinceramente, não sei mais.Queria usar fotos também, mas nem consegui tirá-las ainda a não ser as fotos das cataratas, mas nunca consigo acessar quando estou com elas a mão!

Ok... Vamos pensar nas expectativas para 2009... Não me detive muito sobre isso... mas farei uns desejos... ^^ E quero ouvir os de vocês!

  • Terminar e apresentar minha monografia
  • Ir para a Holanda trabalhar como au pair na data combinada
  • Continuar escrevendo no blog e receber muitos comentários
  • Responder a todos meus amigos por carta e e-mail
  • Continuar estudando
  • Rever amigos
  • Saúde, amor, paz e harmonia

Claro que eu quero saúde, amor e paz para todos nós... mas resolvi deixar apenas os desejos mais egoístas... mas quero aumentar esta lista!!! Que mais eu posso desejar?O que vocês sugerirem eu vou colocar aqui !!!Próximo post, se eu conseguri as fotos do Natal, vou compartilhá-lo com vocês!!!! ^^

Atééééé

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8 de dezembro de 2008

Paraguai em feriado

E quase impossivel vir a Foz do Iguacu e nao ir ao Paraguai fazer umas comprinhas. Pois bem, hoje, resolvemos passar a tarde no Paraguai, visitar as lojas, procurar as coisas interessantes que queriamos, comer os gostosos paes e doces chineses( feitos com produtos so encontrados no Paraguai), em fim... fazer compras.

Logo que avistamos a ponte da Amizade nossas cabecas se encheram de perguntas... "Mas porque ela esta assim tao vazia?" Quando cruzamos a ponte, pudemos ver que quase todas as lojas estavam fechadas!!!! Entao, meu pai chines se lembrou : " Aiii, hoje e feriado no Paraguai" . Mesmo assim, ainda encontramos algumas lojas abertas... e era uma super delicia passear pelas tao comumente cheias ruas da Ciudad del este e poder caminhar sem preocupacoes, poder sentiar a brisa. nao ter lojas empilhadas umas as outras e nenhuma pessoa oferecendo servicos e produtos enquanto te segue pedindo em todas as linguas para que voce compre o que ela vende.

Pude comprar umas coisitas, principalmente guloseimas baratas vindas da China ou do Japao.
Voltaremos em breve para terminar a procura... incrivel que em relacao a ultima vez em que estive la, os precos todos abaixaram muuuitissimo. Tanto os precos de coisas simples como lembrancas e cacarecos, ou os famosos eletronicos.

Outra novidade e que acabei de ler aquele livro que eu comentei no ultimo post... e como nao houve nenhuma resposta ao post anterior, nao vou revelar o livro ainda!!! Quem sabe alguem ainda se interessa por ele... Ele ainda dara um post e tanto aqui, pois acho que nao dormirei direito depois de te-lo lido. Foi o livro mais maravilhoso que li este ano, e um dos melhores que ja li em toda minha vida. Agora comecei " O cacador de pipas", que a minha mae chinesa me emprestou. Ja estou gostando muito e estou apenas no comeco.Voces ja o leram? O que acharam?Eu vi apenas o filme, mas ja estou careca de saber que filmes sao muito diferentes dos livros que os deram origem.

Hoje esta um calor terrivel aqui, ate passei mal durante a tarde por pressao baixa. Mesmo apos o banho me sinto suada, o clima e bastante secoe posso sentir meu nariz sangrar as vezes, mas o calor e ainda muito pior do que o clima seco... fico com dor de cabeca e cansada com maior facilidade, incrivel que nunca soube lidar com calor. Pareco ser fraca demais, mesmo sendo brasileira... deveria estar acostumada??? Pois nao estou!!!! AHHHHH!!!!

Ontem vimos " A outra", o DVD jera pirata e bem no ultimo capitulo do filme, ele paro u de funcionar. Nao teve jeito, passava o filme todo, quantas vezes quisessemos, menos a ultima parte... o derradeiro final! Fiquei sem saber o que aconteceu... Vi apenas Maria Bolena aproximar-se do rei para pedir-lhe algo... o resto fiquei indagando noite adendro.Bom, eu nunca gostei de DVD pirata, nao sou nenhum pouco a favor dessa pratica, e achei que a falha no DVD falou por mim ontem a noite. Todo mundo ficou curioso e ninguem ficou irritado, afinal... o dvd era pirata, qe garantia que tinhamos de que ele teria alguma qualidade???

Beijos a todos
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5 de dezembro de 2008

O aeroporto e o livro

O aeroporto 'e um local de sonhos e promessas. Hoje cedo, sentada num dos bancos de Cumbica, abracada a um livro que parecia nao ter muitas pretensoes, mas que iria revelar-se aos poucos, encontrava-me ansiosa. O aeroporto nao estava cheio, e ao terminar o terceiro capitulo do livro, abracei-o com forca e coloquei-me a observar as pessoas a minha volta. Precisava de um tempo para digerir tudo que tinha lido, absorver aquela imensidao de debates e pensamentos. Notei que todos tinham um proposito, e como eu ja afirmei, aquele era um lugar de esperancas, sonhos; o aeroporto e sempre uma escala numa aventura, se viaja de aviao, voce sempre tem que passar por ele e se deparar com um monte de outras pessoas que estao la pelo mesmo motivo; para ir a algum outro local, onde alguma coisa as espera seja para comecar, terminar ou qualquer outro verbo.

Costumam ser sempre locais afastados dos grandes centros, por isso, as pessoas nao o frequentam pelo simples desejo de ve-lo ou passear por ele. Escalonam, ou trabalham, e surpreendeu-me notar como pareciam felizes, como a egregora deste local era fluida e gostosa.

E todos tao entretidos " em seus proprios depois" mal reparavam a garota que os observava atentamente. Alias, mal reparariam qualquer garota que os observassem. Sentia-me bem, voltei a ler o livro com desejo, queria saber o que mais ele me proporia a pensar, o que mais ele me faria descobrir sobre mim mesma, quanto mais eu poderia me surpreender em meus proprios habitos. Parecia uma guerra calada, e eu queria vence-la. A cada capitulo, eu parava, segurava o livro como se fosse minha maior preciosidade e tornava a observar o movimento na Asa C do aeroporto de Cumbica. Ainda teria de esperar horas antes de fazer o check-in na GOL. Nao me importei com o tempo em nenhum momento, o livro me instigava a mais, nao queria mais saber de tempo. Muito tempo seria pouco para que eu me conhecesse melhor, para que aprendesse a conversar comigo e a reconhecer meus defeitos e aceita-los. Muito tempo seria pouco para mim e eu sentia aproveitar cada minuto da manha ensolarada, mesmo que dentro de um estabelecimento fechado. Notei como viajavam bonitas as mocas e como se animavam os funcionarios de bordo ao encontrar seus companheiros no saguao. Malas de todos tamanhos e cores.

Para o check-in nao havia quase fila. Cada guiche tinha sua propria fila, entao eu havia escolhido um em que eu seria a primeira a ser atendida, ninguem parecia impaciente, mesmo que tenha demorado bastante para que os primeiros das filas ao meu lado fossem atentidos. E eu creio que sorria o tempo todo, satisfeita comigo. Sem motivos, so comigo... e o livro. Um funcionario me abordou indagando para onde eu ia, e imediatamente fui transferida para um guiche `a distancia, onde sem nenhuma demora fui atendida. Quando retornava olhei para onde antes havia estado, os primeiros da fila ainda eram os mesmos e acenei para que o senhor que estivera ao meu lado seguisse ao novo guiche. Nao fiquei para ver.

Caminhei mais um pouco, e ajeitando uma cadeira para o vidro que dava para os avioes nacionais que estavam de saida, fiquei a fita-los como uma crianca que desconhece os segredos do mundo. E ao meu lado um menino parecia falar minha lingua. Vi em seus olhos a mesma alegria que tinha nos meus, e ambos pareciamos excitados demais para viajar. Seu pai estava alegre tambem, o que me deixou feliz, tambem parecia achar graca no modo como os avioes formavam fila para seguiradiante;em como eram de diversas cores e faziam todos o mesmo trajeto para a pista. A mae do menino so olhava os dois, imaginei se estaria orgulhosa, feliz, satisfeita. Desejei que sim.

Continuei meu caminho pelo aeroporto, queria um lugar diferente para me deliciar com o livro. Apos rodar um bistro bonito e ser cumprimentada por seus funcionarios, decidi que ali me sentaria. Logo que ele veio me atender descobri que o capuccino beirava os 8 reais e assutei-me, desculpei-me com um sorriso e disse que nao pediria nada, o moco me olhou com gentileza " nao e preciso" ele disse ,e acho que sua frase me deixara tao perplexa que nao fiz mencao de me levantar, fiquei sentada... com o livro no colo. Logo, o moco apareceu novamente com um capuccino grande, chocolate em po, mentinha e oferecendo chantilly, que rejeitei. Estava sem graca. O desejo pelo livro era imenso e minha mente pedia por mais. Permaneci sentada com o capuccino em uma das maos e o livro na outra. Ao terminar mais alguns capitulos segui para o caixa sem que o moco me visse, nao permitiria que ele pagasse por mim. O caixa tambem sorria, parecia de muito bom humor e negou meu pedido, disse que ja haviam tomado conta disso. Insisti. Todos os funcionarios sorriam, pareciam felizes por eu estar ali, sem motivo algum e pareciam ainda mais felizes quando dirigi-me a eles e indiquei o livro que lia " e para quem gosta de pensar". Penso se nao devia ter dito outra coisa " e para quem gosta de encantar os outros", talvez tivesse marcado melhor a ocasiao.

O embarque fora tambem tranquilo, o aeroporto encontrava-se ainda mais vazio que antes e notei qe meu voo nao teria nem metade de suas poltronas ocupadas e mesmo asim ele seria religiosamente realizado. Continuava com o livro, lendo cada capitulo por vez e parando para entender seu significado sobre mim, sobre a vida e o mundo. As vezes tinha que param mesmo sem ter acabado um capitulo, nao tinha folego, era como olhar-se no espelho, ao mesmo tempo que desejava ver quem eu era, tinha medo do que veria. Mas nao hoje, diferentemente de qualquer dia, eu parecia poder aguentar toda nova descoberta sobre mim. Muitas coisas o livro falava sobre mim, outras sobre o funcionamento de outras pessoas e nao o meu, mas eu as compreendia e sabia que mesmo aquela diferenca me ajudaria a entender meu caminho e me relacionar melhor com todos a minha volta. Ser mais feliz.
" Eu era insuportavel ate para mim"
Disse o suicida ao dar-se conta de que protegia um casco que nao era seu eu de verdade.
Durante o voo, eu sorria para as palavras do livro e por vezes ria-me descontroladamente(porem calma) de alguma de suas besteiras verdadeiras. Em um dos momentos notei que era observada pelo homem a minha frente; ele parecia espantado pelo meu riso solitario. Eu olhei para ele e continuei rindo com o livro nas maos e seus olhos escorregaram para o livro e ele riu brevemente comigo. Ate nos momentos mais triste do livro eu queria poder respira-lo e em meu interior requebrava por festa e cortejo.

Cheguei. Foz do Iguacu continua linda e meus pais chineses tinham um sorriso genuino ao me verem chegar de bracos abertos. Nao perdi a felicidade do voo ou do aeroporto, e muito menos a companhia do livro. Mas agora nao estava mais sozinha e ansiava por descobrir-me atraves das pessoas que amo tambem, porque isso tambem e possivel. Nos abracamos, comemos, caminhamos e falamos muitos. Mas por hoje vou permanecer na divagacao dos pensamentos e agradeco a todos que tiveram a paciencia de ler ate o final.

Alguem consegue adivinhar o livro que estou lendo? Fico em duvida se lhes digo agora ou se aguardo um proximo post...
Fecho os olhos... vou aguardar...
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28 de novembro de 2008

Entre gerações

Oi!!!

Acho que o post de hoje pode dar uma discussào interessante. Eu adoro diferenças e sempre fico maravilhada com o jeito que cada cultura expressa suas crenças e celebra suas passagens. mas acho que nunca havia pensado muito na diferença entre as gerações. Sempre penso nas diferenças com que cada geraçào criou a próxima, mas nunca acho que tomei muito tempo pensando em coisas simples como como cada um celebra os aniversários e como eles vão se tornando diferentes ao passar dos anos. E não apenas por causa do apelo financeiro dos dias de hoje.

Ontem, fui com minha mãe a um encontro de suas amigas numa cafeteria aqui na cidade. Era uma reunião de antigas amigas, uma delas mora em Ilhéus, na Bahia, e duas vezes ao ano vem á Santos e reune as amigas mais intimas para um chá da tarde ou um cafézinho.Todas ficaram felizes ao nos ver, o que foi bastante legal, e ficavam perguntando sobre meus planos futuros, meu irmão, etc. A conversa mudou de rumo, e eu pude olhar a situação um pouco mais de longe, como se apenas uma observadora e pensei... "Cadê os amigos dessa moça? Ela só tem amigas mulheres? Imediatamente minhe mente foi parar nos aniversários da minha mãe... e ... também, só amigAs!!! E então os da minha tia, mesmissima coisa e assim fui procurando outras mulheres daquela geraçào, que regulassem com a idade da minha mãe, querendo descobrir se era apenas coincidencia.Mas não parecia ser.

Ainda fiz questão de peruntar á minha mãe se seus aniversários e reuniões quando jovem tinham homens, e ela respondeu que era muito timida e só tinha amigas. Eu, particularmente, não consigo imaginar meus aniversários e celebrações sem meus amigos, tanto as mulheres quanto os homens e não apenas os maridos das amigas, os amigos mesmo!!!Isso tudo me fez pensar que conforme as gerações foram passando e ficamos mais livres, a forma com que fazemos e mantemos amizades também muda. Será que é assim mesmo? Eu não sei... Acho que terei de esperar o tempo passar para ter certeza... mas se alguém quiser compartilhar e me ajudar a decifrar esta incógnita que está corroendo meus pensamentos, estejam livres!!! hehehe! Adoro poder discutir com vocês. Ok, agora vamos às noticias que nada tem a ver com isso!

Novidades e notícias da semana:

O Frank Nouwens (pai da família na qual vou trabalhar) disse que a papelada já está toda encaminhada e que é só esperar o contato do consulado. E ai que isso não chega logo!!!Será que demora assim mesmo? Alguém aqui já tem experiencia com isso???Eita marinheira de primeira viagem eu!!!

E parabéns Mentiaca!!! Achou uma familia para ser au pair também!!! Leia bastante sobre as dicas para ficar mais calmo, perunte tudo que quiser, não tenha receios , perunte mesmo, para não ficar com duvidas antes de embarcar!!!E peça para a familia te ligar e dia que quer falar com as crianças ou algo assim. E não esqueça de dar uma festa de despedida antes de ir , hein?

Parabéns também aos meus amigos Pri, Tê e Juliano!!! 10 na monografia!!!!! VIVAAAA, torci muuuuito por todos vocês e continuo torcendo pelos nossos outros amigos também!!! Queria ter visto, mas mesmo não tendo... tenham a certeza de que eu estava lá também!!! E agora aproveitem o Churrascari!!!! ^^

Ah!!! Mudei o número do meu celular!!! Aos que quiserem o novo número, é só pedir, ok??

Beijos a todos!!!

Nadz
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24 de novembro de 2008

A arte de empacotar

Oi gente!!!

Nossa, que sufoco! Este fim de semana tive de empacotar tudo para me mudar de Marília para Santos novamente!!!! Pronto, acabou a faculdade, todas as disciplinas cursadas... só a monografia faltando, que estará pronta para apresentação em março.Enquanto isso, na última semana estive preocupada em terminar as provas, trabalhos e empacotar todas as tralhas que juntei durante os quatro anos em que morei em Marília. E ... como eu tenho coisa!!! parecia nunca acabar... Colocava roupas em sacolas de plástico e livros em caixas grandes que eu tinha juntado, e utilizava todos os espacinhos que sobravam para enfiar qualquer coisinha que eu tivesse, aproveitando ao máximo.

Meu pai ficara de pedir emprestada a Highlux da Stockler, para que a gente pudesse transportar todos os meus pertences de uma sé vez, afinal, 6 horas de viagem é bastante longe, né? O combinado era que ele estaria em Marília no sábado a tarde. Ok!!! Quase tudo pronto, e um detalhe o carro da firma quebrou na Imigrantes, simplesmente parou. Ele ligou para um colega de serviço que foi até lá, juntos levaram o carro até Santos novamente e o carro acabou funcionando!!! EBAAAA, rumo a Marília! E mais uma vez, no mesmissimo local, o carrão parou. Pode??? Um carro caro e chique daqueles, dando chilique em São Paulo? nem preciso dizer que meu pai pirou!!! Ligou novamente para seu colega, juntos esperaram mais de 2 horas e meia pela seguradora e só a noite, ele conseguiu voltar para Santos. Marília só no dia seguinte.

mas no dia seguinte, na hora do almoço, Papassinos já estava na porta de casa, com seu carrinho, todo sorridente gritando "Filhotiiiiinas". O resto do dia foi bem gostoso, churrascaria, fomos correr na chuva e depois num barzinho novo , onde ventou muito.Comemos filé e batatas fritas!!!

No dia seguinte, tuuuuudo no carro. Espaço ??? Acho que o Picasso realizou o milagre da multiplicação do espaço! E nem assim conseuimos trazer tudo, faltaram as coisas de cozinha! Mas, vocês nem imaginam , tinha coisa até no teto e ninguém conseguia se mexer ndireito, só meu pai, que estava dirigindo.O caminho foi tranquilo até SP, onde estava a maioooor chuva, tanta que o trânsito estava lento porque os carros não se atreviam a passar pelos mares d'água. Após SP, sol novamente e uma viagem gostosa, mas todos nós ficamos tensos quando na chuva, estava uma confusão e parece que ninguém mais respeita ninguém , dá seta...

agora a parte dificil é oranizar tudo na casa do meu pai e na casa da minha mãe, não tem espaço!!! AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH E ainda tem meu gatinho, o Kimi!!! Mas para tudo dá-se um jeito,né? teremos de fazer mais um milagrezinho!!!

Desculpem que eu escrevi tudo correndo, estou bastante cansada da viaem e ainda nem guardei metade da mudança!!! Até breve !!

beijooos
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15 de novembro de 2008

Mais que um ato de nobreza


Alguém aqui já considerou a adoção como uma possiblidade real em suas vidas?
Meu objetivo hoje não é mudar as cabeças de vocês, afinal adotar uma criança é um ato muito sério que requer muita reflexão e responsabilidade. Minha intenção é ajudá-los a tratar com maior facilidade e reduzir os tabus relacionados a ele.
Infelizmente aqui no Brasil, a adoção ainda está entre um dos maiores tabus da família brasileira. E eu me arriscaria a dizer não somente da família, mas da constituição do nosso país.
Eu sempre tive o sonho de adotar, sempre desejei expandir um dia minha família com no mínimo duas crianças adotadas, então, quando eu namorava, numa conversa ou em outra, surgia aquele super tópico... nosso futuro... nossos filhos... todos aqueles sonhos,né? Então, também surgia a pergunta : " Mas... você não pode ter filhos?" E como imagino que posso ter filhos, esta vinha seguida de uma outra " Mas... como você pode amar um filho adotado da mesma maneira que um filho biológico?"
Ah, isso para mim era demais! Mas eu sorria e procurava compartilhar meus pensamentos, e meus motivos para eu , tão jovem, já pensar em adoção. Filho é filho... não importa se biológico ou adotado. Pouco importam seus genes... o sentimento vai muito mais além. E no mundo inteiro há crianças esperando por uma família, um lar, um sentimento...esperando por pertencer a algum lugar... Quem eu seria se nào pertencesse aos Pousada Betim Paes Leme? Se não tivesse sido criada com amor e carinho, mesmo nas piores horas?


No Brasil, a nossa constituição favorece o direito à nacionalidade brasileira antes que uma criança seja liberada para adoçào internacional. A nacionalidade no Brasil entào vem antes da família e do bem estar ? Ou como diria constituição estadunidense... antes do direito a busca da felicidade? Creio que pouco progresso tem sido feito nessa área... e eu fico imaginando quantas crianças e adolescentes não estariam com uma família, ganhariam presentes de Natal neste ano e celebrariam a ceia se tudo fosse menos burocrático.
mas mesmo assim, nossa burocracia não impede adoçòes. E até recentemente melhorou em alguns pequenos quesitos... mas já indican que alguns passos estão sendo dados nesta direçao.

Algumas histórias de adoção me marcaram muito, mas vou partilhar com vocês a que conheço melhor, que acompanhei mais de perto.Quando eu trabalhava na pré-escola, em Santos, conheci muita gente, e me dava bem com todas as "tias"
e a Tia Selma, moça simpática e bonita que antes dava aula no primário, sempre visitava uma creche, brincava com as crianças e sempre havia pensado em um dia adotar uma delas. Lembro-me até hoje do dia em que ela me contou como conheceu o Lucas, que viria a ser seu filho. Ao chegar na creche, naquele dia, ela notou que em um dos berços um pézinho pequenininho se levantou logo que ela chegou... Perguntou se tinha um bebezinho por lá e a levaram para conhece-lo... Ai... mesmo quando ela me contou, seus olhos quase se encheram de lágrimas.. ou os meus que se encheram e pareciam que os de todo mundo estavam assim também. Ao ve-lo pela primeirissima vez, ela começou a chorar... "Você o conhece?" "Nao" Mas acho que ela sentia que sim... E engraçado que ele até se parecia um pouco com ela... tão gracioso e levadinho!!!

Hoje me pergunto como será que eles estão, será que mudou muita coisa? Ele ja deve estar com uns 6 ou 7 anos!!!! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH... como o tempo passa!!!Se um dai vo~cê ler isso.. beijos Tia Selma e Lucas!!!!

Adoção está muito além de qualquer palavra do nosso dicionário... seja ela nobreza, caridade, amor ou dedicação... ou mesmo sonho... estar pronto para adoção requer muito mais que uma decisão... é um modo de vida, é um jeito de encarar o mundo além das nossas fronteiras... além daquilo que sempre estivermos cercados... Eu diria até que a palavra certa é reunião... de você com alguém que você achava que não fazia parte da sua família... Por isso não tenham medo, mesmo que isso ainda não faça parte do seu dicionário!!!

beijos a todos!!!!
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9 de novembro de 2008

Grande Menina, Pequena Mulher



Hoje vou iniciar um "novo quadro" aqui no blog, que eu intitulei "Pipoca da Tarde".
Aproveitando a deixa do blog, que trata desde já das minhas expectativas em relação a ser au pair, resolvi começar com este filme bonitinho e simpático " Grande Menina , Pequena Mulher", no original (Uptown Girls). Para quem não conhece, este filme relata a história de duas meninas, uma interpretada por Brittany Murphy e a outra por Dakota Fanning.
Não me recordo ao certo o nome das personagens, mas lembro-me perfeitamente de suas problemáticas. Brittany interpreta uma moça rica da sociedade nova-iorquina, acostumada a curtir os prazeres da vida da melhor maneira possível e Dakota é uma menina bastante madura que perdeu a vontade de sonhar, tudo em sua vida são fatos e deveres a serem cumpridos.
Mesmo tão diferentes e vivendo uma relação complicada, as meninas aprendem que tem muito mais em comum do que admitem. Para mim, o que mais marcou era que entre todas as pessoas presentes na vida de Molly (Brittany Murphy), foi a menina adulta que a ensinou os valores que ela relutava tanto em aprender sozinha. Quantos de nós não são como ela? Deixando a responsabilidade para os outros? A problematização da personagem se dá quando ela se depara com a necessidade de trabalhar como babá da menina rica Ray(Dakota Fanning), onde ela deveria ser a pessoa responsável e madura. Mas são essas qualidades que ela encontra em Ray e é justamente por isso, que no começo Ray parece detestá-la, Molly era a criança que Ray tinha medo de ser.

Ok, muito chato até agora? Meus pensamentos são diferentes... será que isso é realmente possível? Será que podemos ter uima relação assim saudável e madura, onde damos e recebemos, ensinamos e aprendemos quandos e trata de um relacionamento "babá e criança" ? Minha mãe comentou comigo que minha mente entrou num conto de fadas, movido à "A Noviça Rebelde" e tantas outras histórias bonitas de pessoas que encaram o mundo e lugares totalmente desconhecidos a elas. Tá, verdade, não nego. Sempre vivi de sonhos e fantasias e nunca quis viver de outra maneira. No momento o que sinto é uma mistura de sentimentos, quanto mais os dias passam mais medo e animação sinto. Medo de não saber lidar com as crianças como a Molly lidou com a Ray. Apenas a presença de Molly na casa da família e seu jeito até mesmo intransigente faz com que mudassem muitos hábitos por lá... ajudou a menina adulta a expressar seus sentimentos, o que ela relutava em fazer.

Será que eu, assim como eu sou, posso também ajudar a vida de alguém? Transformar a vida, os pensamentos ou o dia daqueles que estão ao meu redor? E será também que eu sei deixá-los transformar meu dia também?
Quanta divagação! Mas quanto mais os dias passam, mais longe de um pensamento concreto eu fico! No fim do filme tudo dá certo... mas em nossas vidas, o filme continua sendo feito... sem haver um final propriamente dito. Podemos ter capítulos que se acbam e começamos um novo... mas a vida , o nosso filme, continua indefinidamente... E uma coisa que eu sei...não importa de que forma, sempre temos um peso na vida de alguém, direta ou indiretamente... estamos todos ligados. E ao menos para mim... sei que todo este caminho terá valido a pena quando terminar...

beijos a todos!!!
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5 de novembro de 2008

Além do manual

Durante este meu ano em busca de uma família que me recebesse como au pair, muitas vezes me deparei com algumas perguntinhas báscias que eu nem imaginava como responder: Quais critérios devo usar ao iniciar minha busca? Acho que cada aspirante à au pair vai por um caminho diferente e eu nem imaginava como eu conheceria o meu. O que eu procuro? Facilidade de acesso à cidade? Idioma conhecido? Pouco trabalho? Horários flexíveis? Aiii... eu nem sei!

Não foi fácil chegar a nenhuma conclusão e as vezes , ainda hoje, já com a família determinada (mas ainda sem conhecê-los pessoalmente), me pergunto se como eu fiz foi certo e se não terei ainda alguma grande decepção. Primeiro comecei a pensar no que eu mais valorizava na minha própria família, para que eu pudesse então estabelecer um parâmetro que me fosse conhecido.
A primeira coisa na qual pensei foram nossos valores. A seguir você encontra alguns trechos do site Manual da Au Pair :

Principais pontos na escolha de uma familia
Depois de muito pensar sobre isso, e depois de ter que inventar duzentas mil explicações para aspirantes à au pair que me perguntavam isso sempre, cheguei à seguinte conclusão: família boa é aquela que tem valores familiares bons. O que isso significa? Que algumas atitudes das famílias podem tirar o estímulo da(o) au pair trabalhar. Coisas do tipo:
  • Os pais saem muito e não levam as crianças, deixando-as nas mãos da(o) au pair;
  • Os pais não colocam as crianças para dormir muitas vezes por semana;
  • Os pais estão em casa, mas não brincam com as crianças;
  • Os pais não fazem refeiçoes que poderiam fazer com as crianças;
  • Não levam as crianças ao médico quando necessário...
    entre outras.
Uma au pair nunca será a substituta dos pais, mesmo na ausência deles, a au pair é aquela irmã mais velha, que auxilia as crianças, mas que não impõe limites e ordens de acordo com sua própria cabeça. Ela deve respeitar as regras da família, supondo que a mesma as tenha definido. A importância da au pair está justamente em tornar o convivio entre pais e filhos mais fácil e dinâmico, pois é ela quem fica com as crianças quando os pais não podem atendê-las devido ao trabalho e outras situações do gênero. Otimizar o tempo entre pais e filhos, possibilitando horas de qualidade entre eles, ela nunca poderia substituir nenhum dos pais naquelas atividades em que a criança conta com a presença dos pais para que lhes dê segurança e conforto.
Atente para o seguinte: a família pode ser ÓTIMA e fazer algumas dessas coisas, mas eu tenho para mim que valores familiares são, num todo, partes de um pacote. Ou tem, ou não tem. Os pais devem ter momentos particulares, mas eles colocaram os filhos no mundo e não deviam deixa-los de lado muito frequentemente. Deve haver um equilíbrio.
O que muitas vezes não acontece, é essa distinção do papel da au pair na casa. Por mais que os pais saibam e compreendam o que é ter uma au pair em casa, isso deve ser passado às crianças, afinal é com elas que a au pair vai trabalhar. E são elas que mais tem dificuldade em entender as diferenças, apegam-se facilmente( e não só as crianças)! Muitas conhecidas me contam, que uma vez que você se apega torna-se muito mais dificil impor seus limites, mas todas também advertem que além disso, também é necessário.

Eu, na realidade, não conheço a fundo a família com a qual viverei o ano que vem e como eles são entre eles, tenhos minhas esperanças e medos, mas o principal é definir para mim mesma o que eu espero desta experiência, o que eu espero deles e o que eu posso e quero oferecer a eles. Com isso, tudo deve ficar um pouquinho mais fácil, principalmente no início.
Faça perguntas REFERENTE ÀS CRIANÇAS E À VIDA DA FAMÍLIA , do que elas gostam de fazer, de comer, onde gostam de ir. O que tem de diferente e legal no local onde eles moram. Pergunte sobre o trabalho dos pais, se eles gostam, se trabalham dentro de casa ou fora todos os dias, quais os horários.
Queira saber o quanto antes sobre os horários. Você pode descobrir que terá que trabalhar todos os dias até as 10 da noite e ter as manhas livres. Veja se é do seu gosto.
Não aceite nada que você não concorde, faça exigências, negocie, ou você não será feliz . Mas pondere. Talvez você não tenha um celular, mas tenha um carro que seja só seu. Ou talvez você tenha que dividir o carro com os pais, mas tenha todos os fins de semana livres. Seja flexível. Não espere família perfeita porque elas não existem. Assim como não existe au pair perfeito.
As perguntas são essenciais.Lembro-me de que a Erika muito me alertou sobre conversar sobre tudo e tirar todas minhas dúvidas e meus receios antes de cair de cabeça nessa aventura. Toda essa preparação e tudo que tenho feito visando essa minha futura experiencia tem me garantido muito mais responsabilidade e coragem, tenho me afirmado muito mais como pessoa. Creio ser por isso que meus pais confiam em mim a este ponto, e tem apenas um medo saudável em relação a isto tudo. É normal, eu também tenho. O que eu faço é permanecer com a mente e os olhos abertos, atenta às oportunidades e possibilidades.

Por hoje é só isso... beijos a todos e aos interessados, deem uma olhada no site que eu indiquei :)
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29 de outubro de 2008

Nunca vou te abandonar...

Com a monografia adiada para ser apresentada no começo de março, minhas preocupações mudaram um pouco. Ainda tenho que terminar todas as disciplinas e restam alguns trabalhos e resenhas para entregar.

Os planos estão caminhando bastante bem, mas as deconfianças da minha mãe não parecem diminuir. Não posso julgá-la, ainda não tenho filhos e só imagino a sensação de permitir ( e apoiar) a ida de um filho seu ao exterior para trabalhar na casa de uma família que você nunca viu na vida! Pois bem, mamãe me sugeriu que sua amiga brasileira que mora na Holanda fosse visitar a família para conhecê-los pessoalmente e poder deixá-la mais tranquila ( ou não!) para que ela possa respirar quando me ver embarcar de cabeça e coração nessa aventura.

É engraçado como as coisas mudam tanto. Minha vida toda, tentei fazer com que meu pai aceitasse que eu queria descobrir o mundo, fazer intercâmbios, trabalhar e viver em outros países, conhecer culturas totalmente diferentes. E a minha vida toda sempre escutei do meu pai que tudo que eu queria era apenas me ver livre da família que tanto em amava. Escutei que nosso elo seria quebrado e que eles se ressentiam de eu não querer viver ao lado deles. Parecia que eu os estava traindo, só em sonhar em me aventurar pelo mundo afora. E olha que na época eu sonhava com todas as minhas forças em ir ao Japão. Tive de escutar inúmeras vezes da minha mãe que a gente não sabia como eram os costumes japoneses e que eles até poderiam me escravizar por lá (!!!!!) .

Penso hoje se tudo isso era medo de me perder! Lembro-me de notar que minha mãe tinha muito medo de ir contra meu pai, se algo acontecesse a mim, ela seria culpada pra sempre nos olhos dele. Nunca imaginei deixá-los do meu coração, meus desejos por desbravar o mundo são diferentes. Não quero também renegar minha pátria, quero ao contrário, levá-la comigo nesta busca por novos conhecimentos, afinal, a cada encontro que eu tiver com as culturais locais, eles terão também um pequeno encontro com a minha cultura, tantoa de criação familiar quanto aquela mais nacional...

Hoje, os medos mudaram. Antes, papassinos não se atrevia a falar de exterior ou meus sonhos comigo, muito menos encorajar-me a persegui-los; ontem ganho o livro "o Guia criativo para o viajante independente na Europa" do meu papassinos!!!!E papassinos agora sempre fala que virá ler meu bloge que estará muito feliz, principalmente quando eu vier visitá-lo. Já mamãe está mais cautelosa, ao passo que percebe que o momento se aproxima. Não é para menos, é também uma grande mudança e algo ao qual ela deve se acostumar. Mas é bom para todos nós e nos possibitará crescermos muito. Viajar faz bem! Viver também!
Saibam familiazinas, nunca irei te abandonar ^^ Todos os Pousada Betim Paes Leme rumam comigo ao velho continente!

Em breve mais novidades para todos ^^
Beijoooos e abraços!!!
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14 de outubro de 2008

Pesquise e informe-se!


Olá a todos! Primeiro quero muito agradecer a todos que fizeram comentários opinando sobre o post ou mesmo apenas desejando um bom dia! Adorei tudo, cada comentário me faz sentir muito bem e que vale a pena dedicar um pouquinho do meu tempo para compartilhar meus pensamentos com vocês.

Ser au pair não foi uma decisão fácil de ser tomada. Antes de me inscrever em quaqluer site e sair procurando por famílias que pudesse me receber, pesquisei muito e me informei com diversas pessoas que já encararam esse desafio. Pois, sim... todas me disseram : É um desafio!
Claro que como ainda não fui, estou cheia de expectativas e mesmo que esteja me preparando emocionalmente para todas as situações possíveis, creio que vou me surpreender muito durante o ano em que estiver por lá.

No ano passado conheci a Valquíria, uma brasileira mariliense muito simpática e alto astral, que logo após terminar a faculdade arrumou suas coisas e foi ser au pair na Alemanha. De posse de seu carisma e coragem, foi aventurar-se na terra da batata para melhorar seu alemão( idioma que ela já estudava há alguns anos). Conversamos muito e ela mostrou-se muito solitica tanto às minhas expectativas e aos meus medos. Contou-me suas experiencias, tanto as boas como as ruins . Contou-me sobre as viagens, mostrou-me fotos e me apoiou a continuar pesquisando e principalmente, não me precipitar ao escolher uma família; existem muitas famílias, espere até encontrar aquela com que você mais se identifica!

Ela me indicou os melhores sites e também me alertou a fazer todas as perguntas possíveis. Nesses momentos, temos de ser maduras e não ter vergonha de perguntar algo que está encasquetado no fundo da nossa mente. Não podemos esperar pra ver, ou acreditar que são maravilhosos e somos parecidos. Tomar a iniciativa de perguntar ou falar algo pode ser complicado, ainda mais se é algo que começa a te incomodar quando você já está trabalhando com a família. Como chegar nos pais e expor algum incômodo seu? Como entrar em assuntos delicados como moradia, dinheiro e mesada e até os limites que pode-se se impôr às crianças?
E a Valquíria me aconselhou a tratar de tudo antes de embarcar nesta viagem. E está certa, melhor não correr riscos.

Após ter conhecido a Valquíria meu mundo parecia ter sido aberto para as au pairs... Tive oportunidades de conversar com uma conhecida, Fernanda, que foi au pair nos Estados Unidos. Ela também me abriu os olhos para muitas coisas, inclusive para o quanto nos apegamos facilmente às crianças, o que torna ainda mais difícil caso haja algum problema a ser tratado com os pais. Nossa! Eu sei como eu sou bobona com crianças... quando trabalhava como assistente de professora de maternal no Marza, em Santos, todas me cativaram e creio ter cativado a todas também. Até hoje , de vez em quando, ainda sonho com elas... e faz uma falta grande aquela alegria de todo dia!

Logo que comecei a considerar uma família dentre tantas com as quais eu estava conversando, a família me apresentou a Ana, uma moça brasileira de Belho Horizonte, que era a au pair deles no momento. Ela me contou mais sobre eles, sobre sua experiencia na Europa em geral e me deixou bastante animada. Através dela, conheci a Erika, au pair para a mesma família após o retorno da Ana ao Brasil. A eola agradeço tudo que tenho aprendido antes de ir e até as dicas! Foi muito bom ter sido apresentada a ela e à Ana.

Essa atitude da família, em me apresentar as moças que estava lá vivendo o dia a dia de uma au pair, convivendo com a família todos os dias e cuidando das crianças, me encorajou bastante. Desde o começo, todas elas me deixaram bem a vontade para que perguntasse o que quisesse, para que tirasse minhas dúvidas e se prontificaram a me auxiliar. Tive muita sorte e também, procurar por informações , referencias e conversar bastante com a família antes de ir me ajuda muito, principalmente porque me sinto mais confiante de que vou poder expor meus medos, minhas dúvidas e os problemas a eles. Que preciso ter a coragem de falar. Sinto-me melhor.

E desde que entrei para o mundo dos blogs, conheci uma au pair na Noruega, a Tata. Foi ótimo conhecê-la, principalmente por também ter optado por ir sem uma agência, ir por conta própria mesmo, só com o auxílio dos consulados.

Caso você esteja interessado em fazer qualquer coisa no exterior, informe-se!!! existe muita gente por aí que pode te ajudar bastante a fazer tudo certinho ^^
E as oportunidades serão ótimas! Conhecer gente de todas os lugares, uma culturea diferente! Por isso: mente aberta e muita coragem ^^




OBS .: As fotos desta postagens são apenas ilustrativas " au pair com nenê" e " encontro de au pairs em Amsterdam"
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7 de outubro de 2008

Quando uma idéia surge...

Oi meus amigos!!!
Obrigada pelos comentários de todos vocês!
Eu fiquei pensando se postava agora ou não, se esperava passar mais uma semana, se tratava de outro assunto... enfim. Resolvi que apresentaria a vocês a família para a qual vou trabalhar como au pair. Vou contar-lhes um pouco mais sobre como os conheci e quem eles são e como foram nossos primeiros contatos.

No ano passado , logo que terminei o terceiro ano da faculdade e estava de férias, voltei para Santos, onde mora minha família e fui com minha mãe até a Experimento Intercâmbios perguntar sobre aulas de idiomas, queria muito viajar e aprender uma língua no local onde ela é realmente falada. Seria uma experiencia interessante. Tinha uns euros guardados de quando estagiei na Áustria e esperava que fossem o suficiente para que eu bancasse sozinha um curso de línguas por uns dois ou três meses. Conversa vai , conversa vem... nada ... Não havia a possibilidade de que eu bancasse o curso sozinha e também não havia a possibilidade de pedir dinheiro emprestado à mamãe. Já não me lembro o nome da moça simpática que nos atendeu, mas vendo minha carinha de decepção ela puxou logo um dos folhetos e me entregou toda feliz "Seja Au Pair nos EUA" estava escrito nele.

Uns anos antes, eu já havia me empolgado com a idéia de ser au pair,mas a luta que tive com minha mãe na época foi praticamente em vão. Ela me achava muito nova e eu ainda não tinha entrado na faculdade, estava no cursinho e como eu não queria saber de ir para os Estados Unidos, queria ir por conta própria para algum país europeu, que me possibilitasse aprender alguma nova língua. Bem, quando a moça me entregou aquele folheto, parecia mesmo uma idéia interessante. Primeiro trabalhar fora, já conviver com outra cultura e ter uma experiencia diferente e então, depois, fazer o curso de idioma no país escolhido! Conversei bastante com minha mãe e realmente, eu ainda tinha mais um ano de faculdade, faltava tão pouco para a formatura que escolhi que procuraria novamente os sites em que havia me cadastrado anos antes e conheceria possíveis famílias.

Mas... a intenção era ir trabalhar apenas em 2009 e estavámos ainda em 2007... Mas em minha cabeça, era um planejamento acertado. Assim, eu teria tempo de conhecer bem a família e auxiliar meus pais no processo de aceitação de que eu iria trabalhar cuidando das crianças de uma família, num país diferente. Meus pais semrpe foram muito medrosos, sempre relatando casos e mais casos dos horrores que tinham acontecido com o primo do tio do amigo do fulano, ou que o sobrinho da namorada do primo da vizinha tinha escutado na televisão. Para mims eria o melhor, apesar da conhecida ansiedade que já me tomava o peito! Poxa!!! 4 anos num lugar só é muito tempo...e era isso que eu completaria em Marília em 2008... 4 anos na mesma cidade, fazendo a mesma coisa na faculdade!!!

Para os que se interessam em conhecer mais sobre o assunto, me cadastrei em diversos sites voltados para facilitar familias e au pairs a se encontrarem e vou citá-los aqui:
Au Pair World , Great Au pair , Easy Au Pair

E também conferi diversos sites de agências que disponibilizavam a experiencia :
BIL Intercâmbios , Experimento Intercâmbios , ABC International , e algumas outras que agora não consigo me recordar dos endereços.

Mas eu tinha uma dúvida! Ir com agência ou por conta própria, fazendo tudo diretamente no consulado??? De todas as agências, a BIL era a única que oferecia programas de au pair em países que não apenas os EUA, na lista de disponibilidades, tínhamos : França, Alemanha, Áustria e Holanda. Nossa, demais!!! Fiquei empolgadíssima! Poderia aprender alemão que era a língua desejada desde o início!!!Conversei bastante com a Andréia, uma moça simpática que me atendeu quando liguai para eles a primeira vez, e que também me mandou diversas informações adicionais via MSN.

Enquanto eu lia e relia as informações de cada país, meus contatos nos sites íam a mil. Daqueles três, o que mais gostei foi o Au Pair World, o layout era simples e bem fácild e usar e me possibilitou encontrar muitas famílias interessantes. Os outros dois usei menos, pois tinha me familiarizado com aquele primeiro. Encontrei muitas famílias legais, principalmente famílias alemãs, mas eu tinha algo em mente. Queria uma família que morasse numa cidade relativamente grande, ou que morasse perto de um centro, para que fosse mais fácil minha locomoção e caminho até o curso de língua que eu faria por lá.

Tive muitas expectativas, todo mundo falava coisas como:bb
" escolha uma família com poucas crianças, melhor se forem bebês ou crianças mais velhas"
Eu não sabia ao certo se tinha alguma prefrencia, gosto de lidar com crianças entre 1 e 3 nos porque tenho experiencia com esta idade, mas gosto de crianças! Pronto! Crianças em geral, então estava bem aberta a qualquer família. Algo que não queria era uma família de pai solteiro, aceitaria mãe solteira, mas teria muito medo se fosse apenas um pai (ainda mais indo por conta própria). As famílias que acabei conhecendo melhor pareciam muito interessantes e muito distintas uma da outra. As famílias alemãs íam direto ao ponto, logo no primeiro ou segundo e-mail já escreviam meus afazeres, meu horário de trabalho e as condições. O que para mim era bom, mas em geral, na Alemanha se paga bem menos que na Holanda e eu também esperava por uma familia que morasse numa cidade grande, como já expliquei anteriormente.

E nesta época, ainda no ano passado conheci a família Nouwens. Eram muito simpáticos, apesar de que no começo eu não queria ser au pair de 3 crianças; queria trabalhar com o menor número possível. Mas para quem já trabalhou numa pré escola com 30 crianças entre 1 e 3 anos... e quase nenhuma ajuda... 3 é um número realmente bom!!! Hhahahaha

Vamos lá:
Essa é a toda a família: Iris Jr, Iris, Luna, Frank
e Morris

Frank e Luna


Iris e Morris
Morris ,Iris Jr e Luna

Luna, Iris e Iris Jr

Morris

Bom gente... por enquanto é isso... espero que tenham gostado de saber como isso tudo começo, em alguns dias trarei mais novidades e curiosidades dessa minha futura aventura na terra dos moinhos ^^
Beijos

Nadja
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4 de outubro de 2008

"I have confidence in me"

Ai!

Muitas vezes eu sinto que o tempo não poderia passar mais devagar! O mês passado foi um desses meses... senti ter durado quase um semestre! Simplesmente não passava de jeito nenhum! Mais dia menos dia, chegaria dia primeiro de outubro sem o dia 30 de setembro ter dado as caras, estava já quase conformada! Não aproveitei direito, poderia ter colocado em dia tanta coisa pendente em minha vida, ams estive tão ocupada mentalmente comigo mesma que deixeia vida prática em espera. E uma baita espera!!!!

Bom... Outubro! YEY??? Como se não bastasse, assim que o mês chegou, me vi pedindo para setembro voltar! Droga de monografia! menos de um mês para concluí-la, toda atarefada e sentindo o tempo passar tão rápido, que dele só percebo o ventinho! E como eu raramente vivo no presente, existe aquele profundo desejo de "termina logo o ano, quero minha nova aventura! quero minha nova vida! quero , quero e pronto!" Mas sei que não é bem assim, para cada novo capítulo que começamos em nossa vida, temos antes de terminar aquele que vem antes, temos que fechá-lo de vez!

Antes de mais nada, preciso me focar nesta tarefa, no que minha vida pede agora, para no futuro estar pronta totalmente para os novos desafios. E , como típica garota de áries, sou louca por desafios e aventuras... o que não descarta a insegurança e o medo que sinto de pensar nesses próximos passos que vou tomar.

Ontem, vimos aqui na República, o filme " A noviça rebelde". Sim, eu vejo este filme uma média de 15 vezes ao ano! Como sabem meus amigos,canto junto, danço junto, choro junto e sonho junto com cada um dos personagens do filme. E toda vez abraço meu travesseiro quando Maria e o Capitão dançam o "ländler", um folk austríaco retratado no filme. Ahhhh... e o travesseiro escuta " Aiii, eu quero meu capitão, quero dançar com ele assim também" E podem ter certeza de que eu vou! Mas ok, não estou aqui para falar de amores... Cito o filme porque no começo, quando Maria parte para a casa da família von Trapp, sente-se insegura e menininha, meio perdida, mas como acredita em si mesma, põe o mundo a seu favor! E é assim que quero encarar meus desafios! Como Maria! Encará-los cantando...

"I have confidence, the world can all be mine
They'll have to agree I have confidence in me
I have confidence in sunshine
I have confidence in rain
I have confidence that spring will come again
Besides which you see I have confidence in me "

É assim que me sinto agora, e vou fazer o máximo deste mês de outubro! Está realmente chegando a primavera ^^

Esta.... SOU EU!
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2 de outubro de 2008

E antes, à Monografia!

4 Meses!!!! Mais quatro meses antes que eu diga "adeus" ao meu Brasil brasileiro!

Mas resolvi criar este cantinho para que eu possa acostumar-me a idéia de partir daqui, de iniciar um novo capítulo na minha vida, afinal não é mudança pouca!!!
Atualmente me ocupo com minha monografia, que obviamente terá de estar pronta em bem menos de 4 meses.

E para onde eu vou eu levo em minha mente meu tema, os autores, as discussões propstas por eles, o que falta ser feito, o que quero ainda fazer, o que achei bom, o que precisa melhorar, enfim... 24 horas por dia, minha tese de conclusão de curso me acompanha mais que a minha sombra( que desaparece quando vou dormir devido à escuridão). Mas estou curtindo cada momento disso, tornou-se um trabalho divertido, mesmo que exigente, parece que estou absorvendo muito mais do que absorvi até agora.

Quase todos os dias agora, recebo alguma cartinho na caixinha de correio! Para os que me conhecem bem, nem preciso dizer o quanto isto me faz feliz. Para os que me conhecem pouco, há algum tempo entrei num site Interpals , que possibilita que a gente encontre gente do mundo todo que queiram fazer amizade com estrageiros. Logo, fiz meu perfil e procurei por amigos interessados em "snail mail", o correio propriamente dito, da vida real!!! E NOSSAAAAA! Quanto gente interessada em se corresponder! Gente de todos os lugares, com todos os tipos de convicções, religiões e aparências! Adorei!!! ^^

Bom, agora chegou o momento em que minha mente começa a se utilizar do "hard power' para me persuadir a continuar a escrever minha monografia...

Até Mais
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