24 de fevereiro de 2009

A primeira confirmação

A carta em suas mãos tremia, a caçadora estava nervosa, mas também feliz. Ainda faltava tanto a pensar, a realizar e fazer antes que pudesse finalmente começar a trabalhar naquele país distante. pensou por um momento no visto que ainda não tinha tirado, na passagem, ainda`por comprar e manteve seus olhos firmes naquele pedaço de papel, a primeira confirmação de sua partida.

Na semana anterior, havia planejado sua ida ao consulado e à agência que lhe venderia a passagem. Tudo programado para a semana seguinte, tudo pensado e tudo calculado. Ou quase... chegada a semana, dera-se conta de que com ela viera o carnaval... Riu-se sozinha... como pôde se esquecer da maior festa brasileira? A caçadora nunca fora fã da folia e chegara até a pensar em ir ao desfile de sua cidade, mas em cima da hora nào havia mais nenhum ingresso a venda. Deveria ter pensado antes, mas se esquecera... se esquecera de tudo que não estava relacionado à sua partida para a Holanda ou à sua monografia.
Tudo tivera de ser adiado por mais uma semana... e seria uma longa semana...

Neste dia tinha em mãos o comprovante de minha matrícula numa escola de holandês em Den Haag. A caçadora estava matriculada num curso de holandes antes mesmo de ter pisado em solo europeu. Achou engraçado... era a primeira confirmação de que aquilo era mesmo real. Uma escola, do outro lado do oceano já tinha em sua ficha, os dados da caçadora, o curso que ela faria e o tempo de duração do mesmo. Mas era só isso que faltava para que ela marcasse sua passagem, agora poderia marcá-la como estudante, havia um documento atestando que ela estudaria no país de destino. E como estudaria , ela sonhava...


Dear Miss Leme,

We are pleased to inform you that we have
booked you for the new course Dutch Language and Culture (for
Expats).

We want to welcome you the 6th of April 2009 at our campus
in The Hague for the start of the course. The duration of the total course is 20
weeks. The first half will end the second week of July (start summer holidays in
the Netherlands) and the second half will start the 7th of September 2009. Books
and materials will be handed to you at the start of the course.

If
you need more information please do not hesitate to contact
us.

Kind regards,

University of Leiden
Student
administration


Sentira um alívio gostoso, e uma motivação o seguindo. Sentia que estava prestes a conquistar mais uma esmeralda para sua coleção... tivera a certeza de que ao escavá-la, mais esmeraldas apareceriam em seu caminho...
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21 de fevereiro de 2009

Tic Tac... Tic Tac...


Este post era para conter uma história totalmente diferente... mas acho que as palavras as vezes não respeitam minhas idéias...

Há muitos anos que eu queria ser au pair, mesmo antes de entrar na faculdade, já pensava na possibilidade. Seria um meio de realizar várias de minhas ambições; morar num outro país, conhecer um cultura diferente da minha, aprender uma nova língua, conhecer gente nova!

Ao final de 2007, resolvi procurar novamente sobre o assunto, já estava mais madura e determinada. Também , como planejava ir apenas em 2009, teria um ano inteiro para que meus pais e a futura família pudessem se conhecer melhor. Após algumas semanas, eu tive umas 4 ou 5 famílias em mente, das quais apenas uma não vivia na Alemanha. Acabei por me decidir por esta família, a família Nouwens, que mora em Den Haag, para onde irei daqui a aproximadamente um mês!

Sei que já escrevi sobre isso, que já os amolei contando o que sei sobre a família para a qual vou trabalhar e com a qual vou conviver neste ano... Mas meu objetivo aqui hoje é tratar do tempo. No começo de 2008, eu já havia me decidido por esta família, então, tive um ano para me preparar certinho. Mas UM ANO é realmente muito tempo... e parecia não passar nunca, especialmente por eu me sentir... anciosa por esta aventura no velho continente.

Agora, falta um mês apenas e ainda nao consigo acreditar. UM MÊS! Quando a 'nocao do tempo finalmente alcançou minhas perna,s tive que me sentar por uns minutos. "Porque não percebi antes?" Joguei meu corpo para trás na cama, pensativa. O visto ainda não estava pronto, um dos motivos que faz parecer que ainda falta muito tempo antes de eu ter que me despedir da cidade, da família e dos amigos. A passagem também não está comprada, o que adicionava em minha mente alguns meses a mais de calma.

Mas ainda não estava tranquila, logo teria que começar esses preparativos que posterguei um pouco em nome da tranquilidade mental. Se postergar ainda mais, já não terei tanta tranquilidade... Por isso, tenho a sensação de que não consigo seguir no ritmo do tempo e que ele até faz isso de propósito.

Mas esta semana, comecei a me preparar mais concretamente. Abri velhas gavetas onde guardava fotos e outras bugigangas para me dedicir sobre o que levar, quais atividades fazer com as crianças, o que levar de presente, etc... e isso tudo me aproxima daquele sentimento de quase lá novamente, aquele sentimento de só depende de mim e só falta que eu termine de resolver a vida...

Bom fim de semana a todos!!!
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20 de fevereiro de 2009

Meu Primeiro Selinho!!!


Ebaaaaa!!! Fui indicada para o meu primeirissimo Selinho!!!! Por isso, vou realizá-lo com carinho!!!

Recebi da Ana, do blog "Live from Germany" e me senti super importante! Danke Ana!!! O que ganhei foi o selinho aí ao lado!!! Agora... tenho algumas obrigaçòes a cumprir... e vamos a elas:
Lá vão as regras:
-> Exibir a imagem “olha que blog maneiro”;
-> Exibir o link do blog que te indicou;
-> Indicar 10 blogs de minha preferência;
-> Avisar os indicados;
-> Publicar as regras;
-> Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras

E vamos aos indicados... ^^ Gostaria que vocês seguissem mesmo... é o meu primeiro meme, sintam-se lisonjeados!!! Aliás isso é um meme mesmo ou uma corrente?
7- Bruh
Obaaa, espero que vocês gostem da indicação!!!Vou correr para avisá-los agora :) Beijos e até a proxima caça!!!!
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18 de fevereiro de 2009

O quase lá!

Ontem era para ter sido um dia dedicado a ir ao Consulado da Holanda, em São Paulo. Arrumei a documentação, preparei a carta que a família escreveu ao consulado brasileiro lá na Holanda... mas acabei sem tempo de ir à Brigadeiro Faria Lima conversar com o responsável pelo programa de Au Pair.

Acho que só poderemos ir ( eu e minha mãe) na semana que vem, o que me deixa um pouco agoniada. Tudo quase pronto e ainda falta isso!!! Falta ir até lá e assinar a documentação que veio da Holanda para mim... e em uma semana o visto sai, pois já foi aprovado por eles lá.
Logo terei o visto em mãos.

A família já me matriculou num curso de holandês para que eu possa ter direito a passagens de aviào de estudante. Para os que ficaram interessados nesse beneficio : www.stb.com.br

É bastante simples ter direito as passagens de estudante, antes de reservar sua passaem de aviào é necessário que você esteja matriculado em algum curso no país de destino, seja curso de linguas ou algum outro tipo de aula, devidamente documentados. Peça para que mandem a comprovação da matrícula e dirija-se à STB maiores informações e para realizar a compra da sua passagem com desconto.


***** ELEGIBILIDADE:- Tarifas válidas somente para
passageiros com idade mínima de 12, máxima 34 anos até a data de saida do
Brasil, e que comprovem inscrição para curso no país a ser visitado.- O
certificado emitido pelo estabelecimento de ensino obrigatoriamente deverá ser
apresentado quando solicitado pelo DAC.- A duração do curso não poderá ser
inferior a 15 dias.- Poderá ser impedido de embarcar o passageiro que não
comprovar elegibilidade mediante apresentação de documentos originais,
quando solicitado.


Tenho uma pergunta para meus amigos expats... Meu passaporte vence em abril de 2010, provavelemente será meu mês de retorno ao Brasil, então não há problema. mas caso eu ainda estivesse por lá, seria possível requerer um novo passaporte não estando no Brasil? caso eu morasse fora permanentemente, por exemplo...


Obrigada gente e me desculpem pelo post simplório, e sem histórias da vida de caçadora...
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12 de fevereiro de 2009

O pai da caçadora



Na estrada de novo, rumo a Marília, provavelmente pela última vez. Desta vez para o resultado de quatro anos de dolorosa, mas necessária distância. Formatura da filhota. Embora já soubesse a tempos que isto ia acontecer, só agora no final é que caiu a ficha. Está fazendo quatro anos que peguei a mesma estrada com ela, mais a mudança dela no carro abarrotado, para dar início aos estudos de RI na UNESP de Marília. Enquanto o carro bravamente devora os kilometros, com meu filho ao meu lado, meus pensamentos percorrem esses quatro anos, com as passagens que marcaram, as tristes e as alegres, o início, e agora o fim.
Chegamos no meio pro final da tarde em Marília e estava calor. Pensei “vai ser duro colocar o terno hoje”.



Foram duas festas. Um jantar dançante na sexta e a festa de formatura no sábado. O Jantar estava bom, sem atropelos e o conjunto era razoável.





Mas sábado foi especial. Pra começar um jantar (mesmo cardápio). Depois um outro conjunto começou a tocar, na minha opinião melhor que o da sexta e com repertório mais atraente. Logo minha filha veio me chamar para a solenidade de formatura. De braços dados entramos numa fila dos formandos em ordem alfabética. A Nadja me apresentou para uma formanda que estava atrás da gente e ela imediatamente falou “AHH o famoso papassinos...”. Na hora ri bastante mas ficou uma ponta de orgulho de pai coruja, “minha filha fala de mim para as amigas como papassinos” (uma forma carinhosa que nos tratamos).

A Nadja estava um pouco nervosa mas eu sentia que ela estava muito feliz por estar ali, naquele momento, concluindo o curso, mesmo com todas as dificuldades que ela teve no caminho, muitas vezes pensando em jogar tudo pro alto.




Começou a solenidade que era simples. Os formandos eram chamados e se dirigiam a pista de dança por um corredor com tapete vermelho através dos convidados, onde nos jogavam confetes e serpentina. Foi muito emocionante e as minhas emoções já estavam alcançando os olhos. A Nadja estava radiante, realmente muito feliz, eu podia sentir isso. Ao começar a valsa eu ouvi uma mãe de formando dizer “não sei dançar valsa”, no que o filho falou “é só seguir o papassinos que ele sabe”. Acabei achando que eu era um personagem famoso na turma da Nadja.


É muito difícil transmitir o que eu estava sentindo ao dançar aquela valsa. Tava muito apertado e não dava pra dançar direito, justo a dança mais importante da minha vida. Eu sentia um misto de orgulho pela Nadja ter completado com sucesso uma fase importante. Sentia orgulho por mim e pela Isabel que conduzimos a Nadja até chegar esse momento e sentia imensa felicidade por estar com ela naquele momento, naquela valsa, simplesmente não dá pra colocar em palavras. Quando a valsa acabou eu passei a Nadja para o Sr. Cheung (pai chinês da Nadja) que era o padrinho dela, ele me abraçou e pude sentir a felicidade dele também quando me disse “isto é muito importante pra mim. Não teria outra oportunidade”. A última valsa foi com o irmão que de uma forma diferente, estava feliz pela irmã.



Ao sair da pista cruzei com a Isabel e disse para ela “Hoje fui eu, daqui a quatro anos é você”. Afastei-me e deixei as lágrimas rolarem.
É quase impossível dizer o quanto esta noite me tocou. Foi ao fundo da minha alma. Sinceramente eu não esperava que fosse assim. Foi muito além de qualquer expectativa. O que marcou mesmo foi ver a Nadja feliz e com a vida a sua frente. A conduzi até aqui. Cumpri minha parte. Agora é com ela.


Por: Papassinos
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9 de fevereiro de 2009

Dedicação

Esperava por mim mãe que havia ido ao banheiro do shopping. Não me lembro ao certo o que fomos fazer, provavelmente apenas passar um tempo juntas, comer alguma coisa, já que eu estava hospedada na casa de meu pai e não tinha a oportunidade de conviver com minha mãe todos os dias.


O shopping estava lotado, gente conversando para todos os lados. Sentei-me para esperá-la no banco mais próximo das escadas e dos banheiros e ali fiquei por alguns minutos. E que minutos!!! Estava imersa em pensamentos distantes, como quase sempre, e mal prestava atenção às pessoas a minha volta quando ao meu lado uma senhora levantou-se dando espaço para que uma moça, pouco mais velha do que eu se sentasse as pressas, com medo de que alguém roubasse aquele lugarzinho primeiro.
Ela segurava dois livros pesados, na realidade, duas apostilas mal zerocadas e com falhas em algumas partes do texto, que mal dava para ler de tão claro.Com o rabo do olho continuei observando. Era uma apostila de inglês, e a moça a abriu cautelosamente para estudá-la. A página correspondia a "Colours and Numbers"e não havia nenhuma espécie de tradução para o portugues , de modo a tornar a vida da moça mais fácil. Girei minha cabeça delicamente em sua direçao, esboçando um sorriso motivador para caso ela também estivesse me observando. Não estava. Passava os dedos finos pelas palavras, como se degustasse de um sabor suave e de dificil compreensão.
Colours... meus olhos pareciam não se conter e estagnados, reteram-se aos desenhos em preto e branco da apostila xerocada, que provavelmente no livro original indicavam as cores... Agora ela teria que adivinhar! Fiquei até um pouco triste com os exercicios seguintes: ligar desenhos em preto e branco com os nomes das cores relacionadas a eles em inglês. Senti que meus olhos acompanhavam cada desenho juntamente com os dedos da moça, finos, o esmalte quase desfeito, mas ainda uma delicadeza natural e acolhedora.
O ambiente continuava como antes, barulhento, confuso; mas agora como ela, eu me sentia entorpecida ao olhá-la... e ela ao estudar o livro. Minha mãe saiu do banheiro reclamando baixinho da fila que havia enfrentado e eu logo contei-lhe da moça dedicada que estivera sentada do meu lado. Meu lugar já havia sido preenchido, mas a moça do livro xerocado ainda estava por lá, na mesma página, com a mesma expressão calma e distante.
Até ali eu não havia me preocupado em pensar nada daquela situação. Nada que me tirasse o sono, nem nada que me fizesse dormir mais rápido. Mas, minha mãe, voltando seu rosto para trás afim de encontra-la me disse sincera:

--É incrivel o que as pessoas determinadas fazem quando querem realmente
estudar. Ela não deve ter tempo para isso e em seu horário
de almoço ou do trabalho, mergulha em seu livro... mesmo que ele não
lhe ofereça o que realmente ela precisa.
Reduzi meu passo ao descer as escadas, mas não podia mais vê-la. A moça do livro xerocado havia desaparecido do meu campo de visão, mas ainda devia estar lá, distante do mundo e de si mesma. Encolhi em seco ao sentir que meu estomago reclamava de decepção. Decepção comigo mesma... acho que poucas vezes tive a mesma determinação, a mesma vontade de atingir um objetivo... O vento soprou contra mim tentando me inundar de desejos e promessas... eu poderia ser assim... mas faltava-me tanto... estava tão distante disso! E sentia-me tão pequena por isso.
Ela não queria saber de nada, talvez só de seu objetivo final; não se importava com nada, o barulho não a atrapalhava e muito menos parecia que o livro colorido xerocado em preto e branco era um entrave a seu aprendizado. Ela ainda estava ali, atenta, ignorando-me completamente quando enquanto eu a observava atenta.
Cheguei em casa, deitei na cama com um livro da monografia ao meu lado. Não parecia dificil. O calor era insuportável e não havia um vento que me ajudasse. Segurei o livro e caminhei até a sala, onde meu pai assistia a algum programa de esporte, em um volume mais alto do que aquele que eu desejava, coloquei um fone de ouvido com uma música de fundo que me lembrava a natureza. Senti-me melhor e enfim... pude me concentrar um pouco!
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3 de fevereiro de 2009

O porco e o Picasso



Na volta do jantar de Formatura, logo que chegamos ao hotel, eu, meu pai, meu irmão e minha irmã sentimos um cheiro forte de borracha queimada. Sai do carro rapidamente e deixei que meu nariz me levasse onde sentisse o cheiro com maior intensidade, vi que meus irmãos faziam o mesmo. E cada um parou em um canto diferente do carro, com meu pai parado a frente do carro apenas observando a cena, coçando a cabeça num sinal de dúvida.

No dia que se seguiu o cheiro havia passado. Nossa preocupação também. Nosso Picasso já nos dera muitas alegrias, quando a Highlux (que deveria me buscar em Marília e trazer todas as minhas tralhas queimou a junta do cabeçote e resolvera pifar), foi o Picasso que com toda sua coragem tivera que fazer o trajeto. Papassinos, Mamessinas, eu, Kimi e 80% das tralhas de 4 anos de faculdade. Um carro, guerreiro, surpreende... Santo Milagreiro Multiplicador de Espaço!!!

No domingo pela manhã, assim que cheguei do baile, meus pais já estavam quase prontos para o café da manhã e para rumar a santos novamente. O carro estava novamente lotado, 5 pessoas, nossas malas de viagem e os 20% de tralhas restantes.

Pouco antes de nossa primeira parada, há uns 20 minutos após passarmos por Botucatu, ultrapassamos um caminhão de porcos. Lindoooos! Fiquei toda animada e todos ficamos dizendo " ai eu quero um porquinho... que lindinhos...". Estavamos com o ar condicionado ligado, por isso nem pensamos no cheiro que o caminhão devia exalar ao passar. Devia estar lotado com centenas de porcos, e me recusei pensar que eles iriam para algum... ahn... *censurado*

Fazíamos uma viagem tranquila, quando uma hora e meia antes de São Paulo, o carro alertara estar em sua temperatura máxima, o que fez com que meu pai arregalasse seus olhos , surpreendendo a todos. Após parar no acostamento, Papassinos e Riquieto (meu irmão Mauricio) levantaram o capô para olhar o motor, não estava quente. Nada além do normal. Mesmo com essas evidencias, meu papassinos precaveu-se e jogou todas nossas ultimas garrafinhas de agua no motor, com a intenção de refrescá-lo.

Decidimos então delsgar o ar condicionado, abrir as janelas, desligar o rádio, enfim, tantar de tudo para consumir menos energia do Picasso. Funcionou. Uma meia hora a mais de estrada e ligamos o ar condicionado novamente, não havia como escapar do calor... o desejo era mais forte que nossa vontade de poupar o veículo. Novamente o mesmo problema. Papassinos não apenas desligou o ar como o reverteu... passamos a sentir um vento extremamente quente vindo em nossa direção; Abri a janela correndo, enquanto meu pai explicava que isso poderia refrescar o motor mais uma vez. Também sentin que lentamente ele diminuia a velocidade... mas nada da temperatura do carro baixar.

--Esse negócio está quebrado. è a úncia explicação! - reclamou meu irmão

Com um sorriso avistei São Paulo.... só um pouco mais de viagem e estaríamos em casa. E não foi com muita animação que notei a pulga de preocupação na testa de meu pai, persuadindo-o a parar o carro no acostumento mais uma vez. E ela vencera a batalha. Paramos. Já ensaiaramos parar toda vez que passavamos por um SOS na estrada e creio que após a chuva fortissima que pegamos, meu pai decidira que era melhor não arriscar mais.

Socorro chamado. Pronto. Era questão de alguns minutos. Meia hora mais tarde, o guincho estava à nossa frente, e o mecanico do seguro sorria quase maliciosamente, como se soubesse o que meu pai tinha passado com a Highlux em dezembro passado.

--è a junta do cabeçote.- exclamou ele- queimou.

Em dezembro, meu pai pedira a HighLux da empresa em que trabalha para poder me buscar em Marília. Na bandeirantes, ela parou... voltaram a Santos, após chamar um colega e ela voltou a pegar logo que chegaram na cidade praiana. Então, meu pai resolveu tentar mais uma vez... e novamente no mesmissimo lugar, perto de um posto de gasolina ( hehehe) ela recusou-se a seguir em frente.

Tivemos que esperar o táxi que nos levaria a Santos, enquanto meu pai e meu irmão se aprontavam para ir de guincho. Eu ameaçava colocar meu pé para fora do carro a fim de tirar a foto que vocês veem no inicio do post, quando ouvi as vozes de minha mãe e minha tia .


--Os porquinhoooos! Olha só!!! Já ultrapassaram a gente!!! - e em menos de um segundo...

--Ai não, esse cheiro...!!! Aaaahhhh!! Arrrrgh!!! - a primeira frase viera de meu irmão, mas não tardou ao resto da familia, eu inclusive, poder sentir o cheiro dos porcos incendiar o carro com nossas vozes abafadas, roucas e eloquentes.

Descobri o problema. Toda vez que meu pai fizera o caminho santos-marília ele estava acompanhado de no minimo um animal, seja gato ou cachorro! E tanto em dezembro com a HighLux ou este dia com o Picasso... só havia gente a bordo! Era a unica explicação!

è... definitivamente... deviamos ter adotado um porquinho...

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