28 de dezembro de 2012

My Wild Christmas!

Eu não estava animada para o Natal. Não sentia este espírito natalino, nem mesmo a vontade de estar com minha família. Achei que não me divertiria em estar com eles, pois são todos próximos e amigos que eu finalmente percebi como me distanciei de todo mundo, que não sei suas novidades e que as vezes não temos nem o que falar um ao outro.


Pronta pra festa!
É, eu não estava nem um pouco animada. Comecei a me arrumar um pouco antes do meu pai passar de carro para nos pegar. O calor não ajudava em nada, é terrível fazer maquiagem quando o dia está quente e úmido. Mas eu ao menos queria me sentir bonita...

O Guitarrista chegou do trabalho e logo encontramos com meu pai para irmos à São Paulo, onde moram meus tios e onde seria o Natal.


Ao chegarmos, minhas primas estavam se arrumando e eu aproveitei para tirar fotos do ambiente, da decoração de Natal. Eu mesma não tive animação para decorar minha casa. Não sou cristã (como a maioria de vocês já sabe), mas confesso que mesmo para decorar minha casa para o Litha, não tive animação suficiente.

      

Decoração e comida!!!!
 
 
Logo as coisas começaram a ficar mais agitadas, mais com cara da Família Paes Leme. Éramos primos, primos de primos, amigos e agregados e uma bagunça só. Todo mundo falando ao mesmo tempo, bebendo e rindo. Alguns fumando concentrados na área de serviço, outros sentados no sofá confortavelmente. Vi que estava errada sobre tudo que havia pensado e sentido nos dias que antecederam nossa reunião. Todos me receberam com carinho e eu não me senti excluída em nenhum momento. Mesmo quabndo não sabia de algum assunto ou situação que eles comentavam, logo me era explicado e eu me sentia por dentro. Era como quando éramos crianças... sabe? Quando você chega de sopetão no meio da festa e as outras crianças logo te dão um personagem para ser na brincadeira ou alguma posição para você participar. Afinal... quanto mais melhor!
 
Foto clássica da Geração 2
Foto Clássica da Geração 3

Todos os anos tiramos as mesmas fotos. Os seis primos; primeiro em ordem de nascimento, depois em ordem de altura, depois naquela confusão geral. E a gente mal conseguia conter o riso, e todos os anos as mesmas piadas. E todos os anos são engraçadas.
E a ainda mais tradicional foto de (quase) todos!
Cumprimentos pelo Natal!
Acho que foi realmente um de nossos mais divertidos natais. Novamente, quase esquecemos da meia-noite, os presentes e a comida. Mas celebramos como se fosse a virada do ano. E pouco antes da troca de presentes a maior surpresa, que tornou o Natal mais romântico e mais especial também. Meu primo Baterista pediu sua namorada em casamento. Enquanto ele se ajoelhava em sua frente e ela tentava sem sucesso segurar o choro, a família toda gritava. Palavras sem sentido, assovios, beijos e o que mais fosse imaginável. Fiz até um filminho, mas não consigo postar em lugar nenhum, infelizmente... pois foi lindo!!!


Vovó Cecília e o Baterista : "Tenho algo especial a fazer..."
Eu acho que ela vai dizer sim...

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Presentinho :D
 
Presentão para as Netas!
Vó LINDA!!!!

Vó linda que ama corujas!

 
Descemos para o apartamento do meu irmão para dormirmos já era quase 5hs. E quando acordamos às 9hs para voltarmos a Santos, descobrimos que a festa ainda não tinha acabado... os últimos festeiros estavam ainda pensando em ir dormir. Chegando em Santos, nos arrumamos para o Natal na casa da minha mãe... todo mundo com cara de acabado! Mas mesmo assim também foi super gostoso, super "família" :) Mas esta correria toda me deixou muito feliz, muito animada, como há tempos não ficava. Agora é esperar pela festa de Ano Novo, família junta e bagunçada novamente... e que venha um 2013 melhor e melhor :D


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22 de dezembro de 2012

Meu pequeno liefje!


Acho que alguns de vocês acharam que eu jamais voltaria para falar do Morris... meu pequeno e lindo Morris.

Mas a verdade é que nosso relacionamento foi sempre tão intenso e tão incrível que ficou bem mais difícil para mim relembrar cada momento e escrever aqui. Eu não achei que me apegaria tanto a ele. Primeiro porque sempre tive mais afinidade com meninas, segundo porque ele era apaixonado pela au pair anterior, a Kika. E mesmo com 3 anos de idade, ele sabia que eu chegando... a Kika iria embora. Então, num primeiro momento, eu era a vilã a ser combatida.

Quando acordava e descia as escadas da casa em Haia, me encontrava na sala e quando passava por mim passava o mais longe que conseguisse, fazendo praticamente uma meia lua a minha volta... para ficar o mais distante possível. Eu ficava sem graça, me culpando por não conseguir fazer amizade com ele. Meu Host Father ria e sempre me garantia que ele iria se acostumar comigo. E isto realmente aconteceu!
Mas não foi tão simples. Sua maneira de me testar e me levar ao limite era bem diferente de suas irmãs. Elas gostavam de mim, queriam minha presença e queriam me conhecer, mesmo quando eram birrentas ou malcriadas. Já o meu menino, que naquela época não era nada meu, brincava comigo só para me dizer que eu não fazia nada como sua Kika. E que eu nunca seria ela.

Eu sinceramente achei que nosso relacionamento nunca iria melhorar. Até aquela noite que eu comentei aqui há muito tempo, lá na casa em Haia, quando sua irmã veio me dizer que ele não queria dormir e queria ficar comigo. Fiquei quase desconfiada. Mas ele estava lá e eu queria ser sua amiga. E ele finalmente se abriu a mim e procurou me conhecer e gostar de mim por quem eu sou : a sua Nana!

Nunca senti ciúme da Kika e de como ele falava dela. E também nunca achei que ela tivesse sentido ciúmes de mim quando finalmente eu e meu liefje nos aproximamos. Pois era claro que ele nos amava as duas. E que ambas éramos importantes da mesma forma. E eu nunca deixei que ele esquecesse quem ela era em sua vida. Acho que porque eu não gostaria de ser esquecida por ele.
 
Nós viramos amigos. Ele era meu cúmplice, meu companheiro e me entendia as vezes como adulto. Sabia quando eu estava triste e me abraçava e beijava descaradamente para "fazer a dor passar". Ou quando eu brigava com ele e ele nunca ficava bravo diretamente comigo. Ele também aprendeu uma habilidade incrível... saber antecipadamente quem gostava de mim ou não. E era perceptível sua atitude mudando quando ele percebia que alguém me chateava. Ele sentia. E ele também se chateava.
 
Eram muitos beijos. Muitos abraços. E sempre me dizia que me amava. Era o pequeno... era o meu grande amor por lá e eu nem posso acreditar que já passou tanto tempo. Ele tinha 3 anos, hoje está com 6.
 
Hoje nos falamos menos do que eu gostaria. A diferença de horário entre nossos países e a vida atarefada que eu levo aqui dificulta tudo. Mas ainda recebo fotos dele e o vejo algumas vezes quando seu pai vai colocá-lo na cama. E ele sorri na webcam e me deseja boa noite "Welterusten"... e meu coração fica apertado que só. Então percebo que todo este tempo não consegue apagar o amor que sinto por ele...
 



 






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17 de dezembro de 2012

Um presente especial!

Semana passada eu recebi um presente LINDO!!! E não foi um presente qualquer. Foi especial!
 
Há alguns meses, postei sobre minha saudade de algumas coisas na Holanda; em especial a saudade do Iced Tea com gás! Algo que não temos no Brasil e que eu adorava tomar quando morava na Holanda.
 
E sem esperar recebi um lindo presente de final de ano. Minhas duas "au pairs" Deborah e Talita; na Holanda, se deliciando com uma garrafinha de Iced Tea com gás, meu preferido. Uma surpresa linda... e me senti feliz, realizada. Tê-las ajudado a se tornarem au pairs em um país que eu amo tanto, ser sua agente e estar quase presente em alguns de seus momentos... e o que mais me fez feliz... ser lembrada!!! Mais que um presente real, físico... ser lembrada por elas me faz sorrir sem parar e ter a certeza de que eu amo ser quem eu sou e fazer o que eu faço por elas!
 
E morrendo de saudades da Holanda, parece que eu ainda estou presente, mesmo que ali... naquela garrafinha de Iced Tea :)
 

 
 
Obrigada!!! 
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13 de dezembro de 2012

Como uma dona de casa!

Esta é a terceira semana que eu desfruto em casa.
 
Após ter me desligado do trabalho, de tudo que estava errado comigo lá e de tudo que me desanimava, entro em mais uma semana como desempregada! Ok... não posso dizer que não esteja traqbalhando. Estou sim, e bastante. Como a maioria de vocês já sabe, eu sou uma Au Pair Agent e trabalho principalmente com a agência Huisje Boompje Nanny. É praticamente um trabalho freelance, mas eu gosto muito. Como o retorno financeiro não é muito, comecei a expandir esse negócio, estudar mais sobre os serviços que posso oferecer às meninas e como prepará-las melhor. E estou torcendo para dar certo, especialmente enquanto o "emprego dos sonhos" (ok, não existe, mas eu posso sonhar um titinho!!!) não aparece para mim.
 
Acordo entre 8:30hs e 9:20hs da manhã. Faço um café quentinho e doce que desfruto vendo as notícias em algum canal como a BBC World News, e assisto também meu gato abrir e fechar os olhos na maior preguiça. Ligo o computador e entro no mundo da HBN : revisar Applications, sugerir melhorias nas fotos e montagens, entrevistar as meninas, entender como funciona o mundo de cada uma e como é sua personalidade.
 
Tenho uma fraqueza... as 11hs adoro assistir SuperNanny. Me divirto com as confusões e acho que aprendo muito para o dia em que eu precisar exercer as táticas da Jo Frost (quando eu for mãe!!!).
 
Ontem fiz diferente, às 14hs peguei minha bicicleta e fui pedalar na ciclovia da Av. Ana Costa. Delícia. Um calor do cão... mas o ventinho estava gostoso, a paisagem também e eu todo animada por ter resolvido finalmente sair de casa e praticar um exercício! Na volta parei para tomar um sorvete e notei que meu corpor tremia, eu nunca havia suado tanto e mal conseguia manusear a colherzinha para retirar o sorvete do copinho. Tremia demais. Suava demais. Voltei para casa. Tomei o banho gelado maaaaais gostoso do ano! E fui ser dona de casa : lavar roupa, estender no varal, arrumar quarto e sala, e tudo mais! UFA!!!!

A noite comecei a me sentir esquisita, meio tonta ou desorientada, como se o mundo girasse um pouquinho e eu precisava sentar. Acho que muita calor e exercícios puxados não combinam comigo. Devia ser mais esperta, escolher melhor os horários de praticar cada atividade.

Enquanto esse calor ameaça me inutilizar, continuo trabalhando nas coisas que sei que preciso melhorar. Construindo meu website, escrevendo meu livro e agora... pensando na minha saúde antes de sair feliz e saltitante achando que vou emagrecer para o verão. Verão está aqui já... e é melhor u estar saudável para aguentar do que acabada e desfalecida e não aproveitar nada!!!

Beijos e até breve!
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6 de dezembro de 2012

Não desta vez... ainda

Agência em que me inscrevi
Mais uma dinâmica de grupo, mais um dia de atividades, dicussões e tarefas e depois aquela ansiedade apertando o peito. Será que passei?
 
Pois é, desta vez ainda não. Como eu já havia comentado, quero mudar de vida; quero crescer e ter uma carreira digna. Quero trabalhar num ambiente saudável, com desafios e correria, sim... mas onde as pessoas se respeitam e onde há possibilidade de crescer. Mas a cultura do trabalho no Brasil ainda é deficitária, ainda há muito local aqui que acredita que o papel do chefe é aterrorizar seus funcionários para que eles entrem nos eixos. E nem toda pessoa tem perfil para ser chefe... pois para ser chefe é preciso antes ser líder! E liderar não é sinonimo de mandar, liderar é ouvir, conciliar, trabalhar, dar duro, driblar dificuldades e motivar a equipe. Uma equipe desanimada e insatisfeita não consegue ser produtiva.
 
Então há pouco tempo comecei a me inscrever nos processos de trainee. Sei que deveria ter começado a procura antes, mas estava acomodada... estava um pouco receosa. Não sabia se teria chances... mas e que chances eu poderia ter sem tentar??? Então tentei.Me inscrevi em alguns processos, passei pelas primeiras fases e fui seguindo caminho... dinâmicas de grupo, testes de raciocínio lógico, inglês e outros, inúmeras conversas com os departamentos de RH e até com gestores das empresas pretendidas.

Trainee...
E até agora... nada! Cheguei bem perto, mas não pude comemorar ainda. Mas não posso nem dizer que saí de mãos abanando... porque aprendi muito. Conheci locais incríveis nos quais eu realmente gostaria de trabalhar. Há o desafio, o stress e a correria de uma empresa normal... mas há também o respeito e a possibilidade de desenvolver uma carreira promissora. Possibilidade de crescer!

As dinâmicas que participei foram instigantes. Havia um medo, uma animação e força de vontade, tudo junto. Torci por algumas pessoas, vi muita gente qualificada e capaz e também escutei que meu nome não estava entre o dos escolhidos. Nos separaram em dois grupos. Ouvi um nome ser chamado, o segundo e lembro de pensar "Se meu nome não estiver entre o deles... sei que já era". E assim foi.

Fiquei triste, no ônibus de volta para casa quis até chorar. Não consegui. Não sei por que. Queria muito a vaga... mas apesar de estar triste, sentindo-me um pouquinho fracassada... não conseguia parar de pensar que então meu caminho é outro e que estou mais perto de chegar lá. Claro que no momento estou com medo... medo de que nada dê certo na minha vida, medo de nunca saber exatamente o que fazer ou como fazer.

Depois outra resposta negativa e eu já não era tão forte. Aí chorei um pouco e me permiti soltar a frustração mantida aqui dentro em relação a ambos os processos. Fiquei bem, sei que sim. As vezes é bom soltar um pouco, respirar fundo, sorrir e continuar lutando. Com espírito renovado.

 
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