20 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra!


Para lembrarmos:

- de todos os negros que foram escravizados por anos e anos

- de todos os negros que tiveram seus direitos mais básicos arrancados 
- de todos os que sofreram e choraram por isso
- de toda injustiça que eles ainda sofrem nos dias de hoje
- de todo preconceito que ainda existe e que cabe a nós erradicar


Para nunca mais deixarmos que isso aconteça. Hoje, reflita um pouco (tente fazer isso todo dia, por que não?), e veja o que você contribui para um mundo melhor. Analise seu preconceito sem medos e enxergue suas falhas (as piadas super engraçadas que estão perdendo o toque por exemplo) ... você consegue acabar com isso (com seu próprio preconceito), você consegue enxergar nos outros essas atitudes, defenda igualdade. Mude sua atitude!

E NUNCA NUNCA ignore que em pleno século XXI ainda exista preconceito e que estamos longe de termos todos direitos iguais. Não menospreze a luta de alguém por direitos, não diminua o sofrimento de alguém.
Não menospreze o dia de hoje. Ele existe para nossa reflexão, ele existe para que todos saibam que "não, não é ok" o que aconteceu no passado e não é ok o comportamento de muita gente na atualidade. 

Mude sua atitude, mude seu pensamento.
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11 de agosto de 2015

Suíça - Zurique de beleza

Cansadas? NOOOO
 Já faz bastante tempo!!! Maio de 2010 foi o mês em que conheci a Suíça. E Zurique. Minha mãe havia ido me visitar na Holanda e resolver visitar um casal de amigos de longa data na Suiça. Todos os anos, eles vão ao Brasil rever família e amigos e todos os anos prometíamos retribuir a visita. 

Fomos de Edelweiss Air de Amsterdam para Zurique e eles nos receberam no aeroporto. Foi uma alegria muito grande! Em meu álbum de bebê, existe uma foto da primeira visita que a Célia e o Chris nos fizeram, antes mesmo que eu tivesse um aninho. Ao lado da foto, minha mãe escreveu "Um dia ainda irei retrubuir a visita"  E finalmente, em 2010, aos 24 anos de idade, eu realmente retribui a visita. 

A primeira vista da cidade já foi incrível. O dia estava lindo, não fazia calor nem frio e havia um solzinho gostoso de fim de primavera. A Célia nos contou da história da cidade e também das coisas interessantes que podiamos ver por ali. Passamos apenas algumas horas lá, fazendo caminhadas para fotos e depois jantando num restaurante incrível (quem me dera lembrar o nome...). 

Ao contrário do que muitos pensam, Zurique não é a capital da Suíça, apesar de ser uma de suas cidades mais famosas. Localiza-se a nordeste do país, dentro da parte do país que fala alemão. Muitas vezes fico imaginando como seria morar em um país que tem mais de um idioma oficial e falado em diferentes regiões. Na Suíça, dependendo de onde você está, você pode ouvir alemão (sua maior parte), francês (um parte um pouco menor) e italiano (uma região pequenina), além de diversos dialetos locais. A cidade abriga cerca de 20% da população do país e é tida como centro internacional financeiro, abrigando muitos bancos do mundo inteiro. 



Tinhamos tão pouco tempo para curtir a cidade que praticamente não vimos nada. Iríamos embora em algumas horas, pois nossos amigos moravam em uma vila mais a nordeste do país, quase em Liechtenstein e também na Alemanha. Uma vila chamada Herisau (que virá num próximo post).  É muito engraçado poder ir de um país a outro tão facilmente. De carro, em poucas horas, poder escutar outro idioma e saber que além disso, aquele local tem um outro governo, uma outra cultura, é quase um outro mundo!

Algo que adoro na Europa é andar por locais que são muito mais velhos que meu próprio país! Zurique nasceu no Século V. 10 SÉCULOS antes de Cabral atravessar o oceano Atlântico e "encontrar" o Brasil.

Para quem está interessado em fazer um tour pela cidade, uma ótima idéia é usar este website aqui: Zurich Official Turistic Place. Tem de TUDO e todas as dicas possíveis!




Sorriso genuíno!



A Célia e o Chris são grandes amigos nossos. Minha mãe os conhece desde antes do meu nascimento e todos os anos recebíamos sua visita em casa, no Brasil. Adorava ganhar os chocolatinhos suíços da Célia. Havia também Kinder Ei (kinder ovo), e eu ficava toda feliz com os brinquedinhos diferentes, que não tinham no Brasil. Gostava também de escut´=alos conversando com meus pais, sem entender assunto nenhum... coisa de gente grande né?

E foi assim, que um dia eu tive a certeza de que os visitaria e conheceria a Suíça :D




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3 de agosto de 2015

Pequenas Conquistas

Após alguns meses de Mary Kay na minha vida, posso compartilhar minha primeira pequena conquista. Uma abelhinha que demonstra trabalho e dedicação. 

Um pequeno mimo da minha diretora, uma pessoa inspiradora e que me motiva cada vez mais. E as vezes eu preciso mesmo de motivação e outras vezes me sinto tão poderosa que posso também inspirar e motivar qualquer um. 

Ela havia nos pedido que lêssemos um livro escrito pela fundadora da companhia, Mary Kay Ash. "Milagres que acontecem". Todo mundo sabe que eu adoro ler, então quando o desafio foi lançado eu já estava na metade do livro.

Muita coisa me chamou a atenção enquanto eu lia. Mas a principal foi algo que a maioria das pessoas não pensa quando fala da fundadora da Mary Kay. Ela era sim uma mulher de visão além de seu tempo, que em 1964 criou uma empresa  sozinha, pensando em sucesso e em oferecer algo possível a outras mulheres como ela. Mas o que mais me surpreendeu e talvez o que a maioria de nós nunca percebe (e vive brigando com a vida) é que acima de tudo ela era também uma mulher do seu tempo, da década de 60. Com marido e filhos e expectativas familiares sobre ela. E ela nunca resignou ou ressentiu nada disso, tinha orgulho de sua vida familiar e suas obrigações para com todos em casa. E em vista disso encaixava Mary Kay, seu trabalho, ao redor da vida que levava. Por mais que tenha tido dificuldades, não brigava com seu tempo, pensando que a vida era difícil para uma mulher como ela e com seus pensamentos progressistas. 

Acho que isso foi o que mais aprendi, pois muitas vezes eu mesma arrumo esta época difícil em que vivo como desculpa para tudo que esta acontecendo. O livro me deu uma grande nova perspectiva sobre isso, que eu preciso analisar minha vida e ver onde cada coisinha pode se encaixar. E como posso fazer isso :D 







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1 de julho de 2015

Lavando a louça!


Quando eu era criança eu gostava de lavar louça. Quer dizer... gostava de brincar com a louça enquanto lavava, mas minha mãe nunca me deixava lavar nada. Apenas secar e guardar. E isso eu achava um tédio só!

Por muitos anos eu detestei com todas as forças ter de lavar louça. Lavar louça, cozinhar e ter que lavar louça novamente? Arrrghhhh!!!!

Então morei na Holanda, onde a maioria das famílias tem uma linda e companheira lava-louças em casa. Paraíso!


De volta ao Brasil, nada disso. E novamente o drama de ter a motivação para lavar tudo. É um ciclo negativo e vicioso. Entro na cozinha, vejo aquela bagunça e aí que não quero fazer nada mesmo. No passado, tentava lavar as pequenas coisas, para não acumular e me deixar irritada mais tarde. Mas ao morar numa república, muitas vezes você pode fazer a sua parte, mas ainda terá que lidar com algo que algum colega seu não fez. E pode te afetar. Então, acabava se tornando mais fácil não fazer nada além das suas próprias coisas. Pensar apenas em si mesma. Ainda tinha que brigar comigo mesma para conseguir terminar de lavar a louça. Punha música, conversava com alguém e ainda era uma tortura conseguir fazer tudo. Logo me cansava. Logo estava mentalmente exausta e entediada. E queria fazer outra atividade. Fazia e dizia a mim mesma que iria continuar a lavar depois. As vezes dava certo.

Então um dia eu estava triste. E estava agitada. Não queria ficar na cama. Fui pra cozinha e comecei a lavara a louça naquele misto de raiva e tristeza. Soltando todas minhas frustrações nos pratos e copos. Quando menos percebi estava tudo limpo. E não somente a minha parte. E eu também não estava mais triste. Estava calma. Comecei a rir da ironia, de como temia fazer isso e de como acabou sendo simples.

Hoje, já não ligo para lavar a louça. Tá certo que no frio é sempre um pouco mais difícil! Essa tarefa acabou sendo um meio de passar tempo comigo. E de me acalmar. E o resultado (dentro de mim e na cozinha!) é ótimo!
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21 de maio de 2015

29 aninhos!


Agora já tenho 29 anos! Eu mesma quase não consigo acreditar. Eu??? Quase na casa dos 30? Me sinto com 21 e olhe lá! Acho que realmente... nossa idade real e aquela que sentimos podem ser muito diferentes.


Esssas últimas semanas andei um pouco chateada com a vida, com meu rumo (ou falta dele). E fazer aniversário não ajudou muito no processo. Mas esses desânimos passam e fazem parte, me fazem valorizar o que sinto agora... a força para continuar lutando para ser cada vez melhor e encontrar minha paixão na vida. 

Eu! Me preparando para os 29! A animação!
Este ano fiz uma festinha num bar que gosto muito, próximo à minha casa. O Olaria Bar e Grill, no bairro Paraíso em São Paulo. Música ao vivo, um lugar extremamente aconchegante e atendentes muito solícitos e simpáticos. É nosso espetinho favorito nas redondezas. A festa estava marcada para as 20h, mas o bar só reservaria nossa mesa até as 19h, então fomos eu e o Felipe cedinho para o bar guardar nossa mesa. A música ao vivo já estava rolando e pudemos comer um pouco (estávamos famintos) antes dos convidados chegarem. 

Aproveitei para tirar fotos do local ( e aproveitar o 3G e mandar para todo mundo possível!), curtir a música (que neste momento era só pra gente) e aguardar os convidados. Que claro... como bons brasileiros só chegariam após as 21hs. Hahahaha! Eu estava um pouco ansiosa, com medo que não aparecesse ninguém!

Logo recebo ligações da Lygia, minha amiga veterinária que mora em Botucatu. Ela estava de carona com meu pai e avó e eles estavam perdidos, sem conseguir chegar ao bar.  Se você colocar o nome do bar no google, você será levado ao endereço de uma outra unidade... já viu, né? A festa toda ía parar lá no outro local!


O bar estava cheio de estrangeiros nesse dia. Uns italianos e uns escoceses, estes últimos tinham uma banda e estavam de olho na cantora, queriam fazer uma proposta sobre uma participação dela num show deles.

Tudo foi muito divertido, gostei de rever todo mundo e poder abraçar o povo. A comida estava incrível, amo os espetinhos do bar. E na hora de cantar parabéns... cadê as velhinhas? É, eu não me lembrei delas... não tinha uma se quer para acender. Uma vizinha de mesa emprestou um isqueiro e eu apaguei o isqueiro mesmo! E todo o bar teve direito a bolo!!!

Abaixo, as fotos! ^.^
Música ao vivo!

Felipe sonhando acordado

Decoração do bar

:D

^.^




















Sim, é um isqueiro! Esqueci as velhinhas!





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26 de fevereiro de 2015

Santo Grão


Hoje fui trabalhar e quando cheguei minha "host family" ainda não estava em casa. Era hora do almoço e eu havia comido quase nada então resolvi ir a um restaurante que tínhamos ido juntos na semana anterior.

Do lado de fora já ouvia a música ambiente, as pessoas conversando e entrei feliz. Sentei. O garçom chegou com um cardápio e eu deveria ter percebido logo ali... Ele me perguntou se eu necessitava de um cardápio em inglês ou português.

Eu! Brasileiríssima, de saia e havaianas. É, eu deveria ter percebido que estava no local errado. Mas não percebi. Agradeci e fui escolher minha comida. Huuummm quarenta reais por um sanduíche? É isso mesmo?

Olhei ao redor e só gente chique. Muitos estrangeiros, empresários. Todo mundo bem vestido. E eu de havaianas e mochila. Ok, o que importa é o feeling. Pedi um Ice Cappuccino e um sanduíche de filé mignon. Abri meu livro enquanto esperava. Um grupo de empresários discutia viagens pelo leste europeu e seus encontros com presidentes de companhias locais.



O cappuccino chegou. Lindo. Novamente a sensação de "Não pertenço a este lugar". Ai que coisa!!! Pertenço se eu quiser!!! E ali fiquei, à la executiva! Escutando francês na mesa do lado (e para meu espanto o garçom também falava francês!) e holandês em uma outra... 

Abri meu livro... e fiqui ali, a TOP até que veio o sanduíche. O tal sanduíche de 40 reais. E que sanduíche! Que delícia! De outro mundo! Um sabor, um molho... uma grande surpresa! Ok... vale o preço. Vale o ambiente, vale a atenção e vale minha alegria! 

Pronto! Conquistada! Agora "bora trabalhar" para que eu possa voltar aqui em breve...
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23 de janeiro de 2015

São Paulo, a água, a energia e eu

Quem é daqui a da cidade ou acompanha as notícias da região sabe que não está fácil. A ameaça da falta d'água pairando sobre nossas cabeças há meses e a realidade do racionamento chegando.

E realmente chegou. Não moro em um bairro ruim. Aliás, moro em um bairro bem frequentado e movimentado e extramente caro. Vejo todos os dias pessoas economizando água ao máximo e outras desperdiçando sem o menor pudor. Sinto um misto de vontade de comprar briga, alertar, fazer alguma coisa. Mas também sinto um medo... não sou daqui; e São Paulo sempre teve aquela imagem de cidade violenta onde qualquer argumento pode acabar em tiro.

Há uma semana e meia a água foi cortada por dois dias. A Caixa d'água do prédio foi se esgotando e não chegava mais água para enchê-la. A pia encheu de louça suja e mosquitinhos, o calor era absurdo e a gente não podia tomar banho. Já havíamos começado a reutilizar água, a fechar o chuveiro ao lavar o cabelo e tomar banho com um balde para despejar no vaso sanitário quando a água acaba.

Não é fácil. Não é legal... e nem bonito. Muito menos é saber que em nosso próprio prédio tem moradores que nem procuram tratar um vazamento. E o vazamento prejudica a todos. A gente se mobiliza, a gente tenta conversar e a síndica entra para resolver. Mas claro que ela não póde fabricar mais água. 

Dias mais tarde, é a energia que falta. No meio do meu trabalho em casa, pufff... sem internet, sem luz, sem ventilador (aaahhhhhhhh) nem nada. O Kimi e a Mia não entendem... "Por que você desligou a nossa fonte de água bem quando estavámos tomando?". Ele me olha e reclama: "Liga... por favooooor". 

Estudo um pouco de tarot à luz de velas e resolvo dormir um pouco. As velas já não iluminavam tanto para que eu conseguisse ler sem prejudicar minha vista. Quando chegam em casa meu irmã e nossa rommate, o negócio é socializar SEM rede social. Cinema, o shopping aqui perto tinha luz normalmente (ok... faltou socialização nisso).

E tem sido assim toda semana, todo dia a preocupação com a falta d'água e o medo de que vai faltar luz também. Falta luz neste verão ao menos duas vezes por semana. E com a violência cada vez pior, daqui a pouco o povo começa a invadir sua casa para roubar água... isso se você tiver!

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