22 de setembro de 2013

Carreto e Mudança

Eu já tinha preparado um post. Divertido. Eu tinha escrito tudo em um papel. Um papel de rascunho que peguei no trabalho e ao voltar muito cedo do horário de almoço, resolvi passar o tempo escrevendo meu post. Não era nada assim... uma brastemp, mas era alguma coisa e era minha. E agora sumiu!

Então juntei a preguiça de colocar as idéias em ordem novamente e o fato de ainda esperar que o papel aparecesse e deixei que se passassem alguns dias sem que eu voltasse ao blog. E assim acaba passando muito tempo.

Fizemos a mudança para São Paulo no feriado de 9 de julho. Colocamos todas as caixas, malas e cacarecos nos carros e viemos todos juntos. Esperávamos que o carreto trouxesse o restante ainda no final do mês, então peguei emprestado um colchão do meu irmão e me vi dormindo como na república em Marília. No chão num quarto quase vazio. Cheguei a pensar por algumas vezes que deveria comprar uma cama nova ao invés de pagar um carreto para trazê-la para cá. Como moro numa rua pequena e movimentada, quase na Paulista, são pouquissímos os horários que podemos parar um carreto aqui em frente para descarregarmos os móveis. Então final de julho virou começo de agosto, depois final de agosto e em fim... setembro. 

E numa sexta-feira em setembro, minha mãe e o Felipe vieram a noite para ajudar. O carreto estava programado para às 8 da manhã do dia seguinte. E iríamos ajudá-lo. No dia seguinte, ainda às 7h20, toca o interfone avisando que o carreto chegou e estava com pressa. Corremos a colocar qualquer roupa no corpo (ainda estávamos dormindo!) e fazer espaço para os móveis. Cama, armário, outra cama, caixas, etc. 

Eram um senhor e seu filho. O senhor ligado no 220v correndo com a mudança, dizendo que precisava retornar a Santos o mais rapidamente possível pois tinha que acompanhar a biópsia da sua mulher. o Filho em outro mundo, mais dormindo que acordado, sem saber o que fazer e só caminhando pela casa, sem rumo. Comecei a fazer um café para todos enquanto meu namorado e minha mãe ajudavam os rapazes a trazer a mobília para dentro. Nos informaram que em vista do retorno à Santos não teriam tempo de montar os móveis. Olhei para meu namorado pedindo apoio... acho que até aquele dia só sabia montar móveis do IKEA. Ele me assegurou, tranquilo, que poderíamos montar tudo rapidinho e que não tinha problema nenhum. Sorri ao senhor e ofereci o café. Ele negou sem graça e meio atrapalhado, avisando que precisava mesmo voltar e nos despedimos. Tudo bem até aí!

Tomamos o café, conversamos um pouco e comemoramos o final da minha novela mudança para São Paulo. Ainda pedi que só montássemos os móveis depois do almoço, estava com preguiça. Mas vamos lá... aí quem sabe eu já poderia cochilar na minha cama, né? Felipe foi para o quarto começar e eu ajudei minha mãe com a louça. Logo ele volta:

- Veja se você sente falta de algo no quarto.

Ok... pensando ser alguma brincadeira, lá fui eu. E realmente... contei o colchão, as 4 gavetas da cama, o estrado e a cabeceira... e as madeiras que juntam tudo isso??? Cadê? Olhamos por toda casa, no corredor, nas escadas, no estacionamento... em todos os locais possíveis e imagináveis! NADA! Nada! Na-da! Ligamos para o senhor do carreto. Caixa Postal. Ligamos novamente e novamente e nada. Até que minha mãe conseguiu falar com ele.

- Não me diga isso!!!!! Nããããão!!!! Te ligo de volta que estou no meio da estrada.

E foi isso. Não ouvimos mais dele até uma semana mais tarde quando finalmente atendeu nossa ligação. Começamos a conta tudo e descobrimos que falatavam também duas portas de vidro do hack da sala... e perguntamos quando ele poderia levar. Novamente, combinávamos um dia e nada dava certo. Até que combinamos numa quinta-feira, duas semanas mais tarde.

E na segunda-feira antes desse dia em que ele deveria entregar o restante dos móveis, chego em casa e encontro os pedaços da cama do lado de fora da minha porta, no corredor. Coloquei tudo pra dentro, contei e ebaaaa! As madeiras estão aqui... mas e os vidros? Liguei pra minha mãe, que já tinha sido contatada pelo carreto... "Senhora, desculpe... pude ir lá hoje, mas esqueci os vidros". 

E assim... mudamos tudo mais que faltava (incluindo meus gatinos lindinos!) e ainda não terminei de montar o hack, faltam as portinhas de vidro.

Acho que sairia mais barato ter comprado tudo novo, ou ter contratado uma empresa de mudança. Dor de cabeça e estresse pelo menor preço as vezes não vale a pena!!!


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