25 de março de 2012

Pela minha cidade #1 Na Praia

Eu adoro viajar e postar sobre tudo que aprendi, tudo que vi em cada lugar por onde passei. E então percebo que pouquíssimas vezes falei da cidade de onde eu vim e onde moro atualmente. E acho que esse é o motivo, quando moramos no local, sempre achamos que teremos tempo pra conhecer a cidade... e deixamos tudo para depois. Mesmo que a cidade seja linda e tenha museus incríveis e famosos. Raramente encaramos nosso lar com olhares de turista

Mas é justamente isso que eu quero fazer hoje. E compartilhar aqui.Será uma série de posts sobre Santos, sobre cada cantinho que eu descobrir. O primeiro, de hoje, será sobre uma das minhas idas à praia.

Eu quase nunca vou à praia, quase nunca mesmo. Quando era criança nem gostava... queria usar maiô, mas praia brincar na areia preferia biquini porque detestava areia entrando por todos os lados do maiô. Gostava de brincar mesmo, correr, mergulhar e achava que na na areia ou no mar não era tão divertido. Nunca estavamos livres... era sempre ali preso ao guarda-sol.

Eu amava piscina. Mas sempre gostei de ter o mar ali do lado, na cidade, sabem? E sempre gostei de ir até o calçadão da praia sentar e ler um pouco, na sombra. Nada de torrar ao sol.


Vista em frente à praça das bandeiras

 Minha companheira


Olhando para a cidade



 Muitas vezes acabo dando mais valor ao que está longe do que aquilo que está pertinho. Esta mesmo foi uma semana de muito estresse, muitas lágrimas e muita locura. está tudo mudando e estou tenatndo mudar também, melhorar meu comportamento, minha mente... tudo que conseguir.


E domingo chegou e eu só consegui pensar em aproveitar a manhã, relaxar e ler um pouco.

E começar uma das mudanças.

Sempre com um livro


(Detalhe especial da havianas da Holanda!)



Beijos a todos e boa semana para nós!!!
Comentem




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6 de março de 2012

Livros de cabeceira #1

Livros e leitura é sempre um assunto recorrente aqui no blog. Não faço propriamente resenhas dos livros que li, afinal este não é o intuito do blog e existem outros blogs muito bons do assunto por aí. Basta conferir algumas dicas minhas aqui. Tenho certeza de que os amantes de livro vão curtir.

Mas como leio muito e curto indicar livros legais aos que como eu gostam de ler também, resolvi fazer uma seleção dos últimos bons livros que li e recomendo. Aquele que por assim dizer estão na cabeceira da minha cama.
Em virtude do Dia Internacional da Mulher que está chegando, escolhi dois livros escritos por mulheres e cujas personagens principais são também mulheres. Todas diferentes, mas femininas e incríveis em seus mundos. 


"A Doçura do Mundo"
Por: Thrity Umrigar

Esse livro foi uma ótima surpresa,outro que eu li via Livro Viajante(skoob). Eu tinha pouca noção do que se tratava. É uma história simples sobre uma mulher indiana de 66 anos, que ao perder o marido(seu melhor e amigo e confidente), passa um tempo com seu filho único, que mora com a família nos Estados Unidos. Ela então se vê entre esses dois mundos tão diferentes, sem saber se deseja voltar à Índia, seu lar, mas onde ficará sozinha ou se fica nos Estados Unidos, país tão estranho pra ela, mas com sua família. 

É um livro de leitura dinâmica e bem gostosa, que trata dos relacionamentos familiares e entre culturas diferentes. E claro, a adaptação (ou falta dela) dos personagens no país que os recebe. O quanto eles mudam, crescem e passam a pensar como o povo local. A autora alterna a percepção e o ponto de vista da mãe e do filho, o que dá um toque interessante à história. As situações são as mesmas encaradas pela indiano e pelo filho, já americanizado devido aos muitos anos no novo país. 


"Anna e o beijo francês"
Por: Stephanie Perkins

Um romance adolescente que é uma gracinha. E se passa em Paris! Um cenário fantástico para este tipo de história. Anna é uma garota colegial simples e fica bastante injuriada quando seu pai a matricula num internato na França. Isto significaria ter de abandonar sua melhor amigo, o garoto de quem gostava e sua família. Sedenta de algo que ela pudesse chamar de "lar" novamente, ela se apaixona por St.Clair, um garoto lindo... mas comprometido. Apesar de alguns clichês básicos vividos pela personagem, daquele tipo que toda protagonista de romance vive hoje em dia, sendo desastrada e meiga ao mesmo tempo, a história flui e é divertida. 

Demorei um pouco para pegar no tranco, mas conforme o relacionamento dos dois evolui e a saudades de casa para de ser o centro da atenções de Anna, o livro fica ótimo. E eu fiquei que nem boba torcendo pelo casal e sentindo todas as dores de Anna, que diferente de muitas principais, é cativante (se bem que eu costumo gostar de todas). 

Fiquei pensando em quais livros mais poderia indicar a vocês, mas acho que vou me conter com esses dois que li recentemente e que me divertiram bastante, por razões diferentes. Em ambos os livros consegui me relacionar bem com os personagens, e identificar pontos em comum tanto com Tehmina (a indiana do primeiro livro) como com Anna. 

Se alguém já leu, gostaria de ler seu comentário a respeito do que achou. Comentários são sempre bem vindos e me enchem de alegria!!! Ah, e não se esqueçam de responder à enquete ao lado ;) Estou curiosa! 

Beijos a todos!!!
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3 de março de 2012

"Não é uma opção"

Esses dias li numa coluna na internet que alguém comentou "Ser gay não é opção" e por isso recebeu um monte de críticas. Eu costumo não falar de assuntos que não tenham a ver comigo especificamente e não costumo comentar sobre matérias de jornal ou polêmicas, mas esta discussão me levou a anos atrás, uma conversa aparentemente boba e simples no McDonalds, onde eu achei uma das minhas esmeraldas.


Isto ocorreu antes mesmo de eu me tornar a Caçadora de Esmeraldas, e acho que eu nunca tinha pensado em postar sobre o assunto.Até agora. Até alguém falar na mídia que "ser gay não é opção". Eu sempre fui muito mente aberta, me orgulhando de aceitar as pessoas como elas são e por seus valores, mas até entrar na faculdade eu não tinha tido muito contato com gays. Conhecia alguns, mas o assunto nunca era tratado de forma aberta e eu nunca pressionei ninguém para satisfazer minha curiosidade. 

Na UNESP era tudo diferente, as vezes eu sentia como se vivesse no The Sims, quando eu via casais gays de mãos dadas pela Universidade ou se cumprimentando com um selinho abertamente e sendo respeitados ao mesmo tempo. E pelas primeiras vezes eu me peguei pensando que aqueles que não concordavam com isso ficavam quietos, pois eram minoria. Mas que mesmo naquilo que parecia uma sociedade ideal eles deviam existir e aqueles a quem seus olhares eram dirigidos deveria perceber, por mais que para mim tudo parecesse muito bonito, muito ideal. 

Havia na Universidade um garoto alto e bem arrumado que não tinha medo de ser quem era. Eu gostava dele, ria com ele quando estávamos em grupo, mas nunca havíamos conversado muito. Na verdade acho que nem tínhamos muito em comum. Quando já estávamos no segundo ou terceiro ano do curso, fomos com alguns amigos ao McDonald's e em meio a refeições e sorvetes surgiu o assunto da sexualidade e do homossexualismo. Falamos sobre os diversos pontos de vista, dentro e fora da faculdade, sobre preconceito, sobre ser diferente e sobre aceitação. Ainda acho que mais difícil que encarar a aceitação dos outros é a própria, por mais que eu não tenha vivido isso, posso imaginar que se uma pessoa foi criada acreditando que algo é errado será muito doloroso para ela aceitar que perante aqueles que ensinaram isso "ela também É errada". 

Ficamos um pouco em silêncio e meu amigo falou "Mas ser gay não é uma opção. Eu não acordei um dia e disse ' Hoje vou ser gay' " . Por mais idiota que seja, eu nunca tinha encarado o assunto desta forma. Todos falamos (mesmo quando dizemos nos despir de preconceitos) que devemos respeitam aqueles que optaram por seguir este caminho... Mas o garoto alto e bem apessoado a minha frente naquele dia tinha razão. Quem optaria por ser diferente se isso significasse seguir um caminho que muitas vezes pode ser tão doloroso? E naquele momento mesmo sem nunca ter pensado nisso uma antiga situação da minha própria vida surgiu.

Eu deveria ter uns 11 ou 12 anos e tinha minha melhor amiga com quem era grudada. Nesta época começamos a descobrir os meninos e a falar deles, sonhar com eles. Mas nem conseguíamos nos imaginar beijando...  éramos muito novas. Um dos garotos da nossa sala , que vivia nos atazanando, brigando com a minha amiga disse que éramos gays. E eu fiquei quieta pensando "Será que eu sou mesmo gay? Porque adoro passar tempo com ela? E se eu for, o que acontece? " Tive medo, medo de não saber o que fazer. Ou de não saber quem eu era. 

Hoje eu acho graça nisso. Mesmo criança naquele dia eu tive a mesma noção que meu amigo colocou em palavras... não é uma opção. Eu não nutria nenhum sentimento diferente pela minha amiga e nem me ative muito a esse pensamento, nós tinhamos outras preocupações (garotos, provas, garotos, amigas malvadas, etc) e logo eu entendi que por mais que aquele menino falasse isso de nós (que também nunca mais falou) não era quem EU era. E eu também não escolhi, eu sou quem eu sou. 

Tão simples, uma idéia tão ... natural e eu sorri ao meu amigo no McDonald's já como se fosse outra pessoa. Era ele colocando em palavras tudo que eu já havia sentido um dia. Ele sentiu por ser gay e eu , por não ser. E muitas pessoas ainda hoje fazem confusão com isso, não acham natural ... mas eu me imagino sempre no lugar deles... quem sou eu para dizer o que faz alguém feliz? Como quando minha mãe soube que uma amiga próxima minha e uma filha para ela era gay : "Estou triste por isso. Ela vai sofrer tanto com os outros."  e eu respondi "Não se respeitarmos ela como é. Começa pela gente.E a gente luta junto para que todo mundo respeite também" e ela sorriu satisfeita. 

O garoto desta história, que com uma frase me fez pensar tanto não sabe... mas ele em si já é uma de minhas esmeraldas. Forte, batalhador e verdadeiro consigo mesmo. Nunca mais tivemos muito contato, mas aquele dia e as pequenas coisas de que lembrei por causa dele me tocaram muito e eu desejo que que eu também possa tocar pessoas um dia, pelos mais diferentes motivos. 
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