29 de outubro de 2008

Nunca vou te abandonar...

Com a monografia adiada para ser apresentada no começo de março, minhas preocupações mudaram um pouco. Ainda tenho que terminar todas as disciplinas e restam alguns trabalhos e resenhas para entregar.

Os planos estão caminhando bastante bem, mas as deconfianças da minha mãe não parecem diminuir. Não posso julgá-la, ainda não tenho filhos e só imagino a sensação de permitir ( e apoiar) a ida de um filho seu ao exterior para trabalhar na casa de uma família que você nunca viu na vida! Pois bem, mamãe me sugeriu que sua amiga brasileira que mora na Holanda fosse visitar a família para conhecê-los pessoalmente e poder deixá-la mais tranquila ( ou não!) para que ela possa respirar quando me ver embarcar de cabeça e coração nessa aventura.

É engraçado como as coisas mudam tanto. Minha vida toda, tentei fazer com que meu pai aceitasse que eu queria descobrir o mundo, fazer intercâmbios, trabalhar e viver em outros países, conhecer culturas totalmente diferentes. E a minha vida toda sempre escutei do meu pai que tudo que eu queria era apenas me ver livre da família que tanto em amava. Escutei que nosso elo seria quebrado e que eles se ressentiam de eu não querer viver ao lado deles. Parecia que eu os estava traindo, só em sonhar em me aventurar pelo mundo afora. E olha que na época eu sonhava com todas as minhas forças em ir ao Japão. Tive de escutar inúmeras vezes da minha mãe que a gente não sabia como eram os costumes japoneses e que eles até poderiam me escravizar por lá (!!!!!) .

Penso hoje se tudo isso era medo de me perder! Lembro-me de notar que minha mãe tinha muito medo de ir contra meu pai, se algo acontecesse a mim, ela seria culpada pra sempre nos olhos dele. Nunca imaginei deixá-los do meu coração, meus desejos por desbravar o mundo são diferentes. Não quero também renegar minha pátria, quero ao contrário, levá-la comigo nesta busca por novos conhecimentos, afinal, a cada encontro que eu tiver com as culturais locais, eles terão também um pequeno encontro com a minha cultura, tantoa de criação familiar quanto aquela mais nacional...

Hoje, os medos mudaram. Antes, papassinos não se atrevia a falar de exterior ou meus sonhos comigo, muito menos encorajar-me a persegui-los; ontem ganho o livro "o Guia criativo para o viajante independente na Europa" do meu papassinos!!!!E papassinos agora sempre fala que virá ler meu bloge que estará muito feliz, principalmente quando eu vier visitá-lo. Já mamãe está mais cautelosa, ao passo que percebe que o momento se aproxima. Não é para menos, é também uma grande mudança e algo ao qual ela deve se acostumar. Mas é bom para todos nós e nos possibitará crescermos muito. Viajar faz bem! Viver também!
Saibam familiazinas, nunca irei te abandonar ^^ Todos os Pousada Betim Paes Leme rumam comigo ao velho continente!

Em breve mais novidades para todos ^^
Beijoooos e abraços!!!
[Continue reading...]

14 de outubro de 2008

Pesquise e informe-se!


Olá a todos! Primeiro quero muito agradecer a todos que fizeram comentários opinando sobre o post ou mesmo apenas desejando um bom dia! Adorei tudo, cada comentário me faz sentir muito bem e que vale a pena dedicar um pouquinho do meu tempo para compartilhar meus pensamentos com vocês.

Ser au pair não foi uma decisão fácil de ser tomada. Antes de me inscrever em quaqluer site e sair procurando por famílias que pudesse me receber, pesquisei muito e me informei com diversas pessoas que já encararam esse desafio. Pois, sim... todas me disseram : É um desafio!
Claro que como ainda não fui, estou cheia de expectativas e mesmo que esteja me preparando emocionalmente para todas as situações possíveis, creio que vou me surpreender muito durante o ano em que estiver por lá.

No ano passado conheci a Valquíria, uma brasileira mariliense muito simpática e alto astral, que logo após terminar a faculdade arrumou suas coisas e foi ser au pair na Alemanha. De posse de seu carisma e coragem, foi aventurar-se na terra da batata para melhorar seu alemão( idioma que ela já estudava há alguns anos). Conversamos muito e ela mostrou-se muito solitica tanto às minhas expectativas e aos meus medos. Contou-me suas experiencias, tanto as boas como as ruins . Contou-me sobre as viagens, mostrou-me fotos e me apoiou a continuar pesquisando e principalmente, não me precipitar ao escolher uma família; existem muitas famílias, espere até encontrar aquela com que você mais se identifica!

Ela me indicou os melhores sites e também me alertou a fazer todas as perguntas possíveis. Nesses momentos, temos de ser maduras e não ter vergonha de perguntar algo que está encasquetado no fundo da nossa mente. Não podemos esperar pra ver, ou acreditar que são maravilhosos e somos parecidos. Tomar a iniciativa de perguntar ou falar algo pode ser complicado, ainda mais se é algo que começa a te incomodar quando você já está trabalhando com a família. Como chegar nos pais e expor algum incômodo seu? Como entrar em assuntos delicados como moradia, dinheiro e mesada e até os limites que pode-se se impôr às crianças?
E a Valquíria me aconselhou a tratar de tudo antes de embarcar nesta viagem. E está certa, melhor não correr riscos.

Após ter conhecido a Valquíria meu mundo parecia ter sido aberto para as au pairs... Tive oportunidades de conversar com uma conhecida, Fernanda, que foi au pair nos Estados Unidos. Ela também me abriu os olhos para muitas coisas, inclusive para o quanto nos apegamos facilmente às crianças, o que torna ainda mais difícil caso haja algum problema a ser tratado com os pais. Nossa! Eu sei como eu sou bobona com crianças... quando trabalhava como assistente de professora de maternal no Marza, em Santos, todas me cativaram e creio ter cativado a todas também. Até hoje , de vez em quando, ainda sonho com elas... e faz uma falta grande aquela alegria de todo dia!

Logo que comecei a considerar uma família dentre tantas com as quais eu estava conversando, a família me apresentou a Ana, uma moça brasileira de Belho Horizonte, que era a au pair deles no momento. Ela me contou mais sobre eles, sobre sua experiencia na Europa em geral e me deixou bastante animada. Através dela, conheci a Erika, au pair para a mesma família após o retorno da Ana ao Brasil. A eola agradeço tudo que tenho aprendido antes de ir e até as dicas! Foi muito bom ter sido apresentada a ela e à Ana.

Essa atitude da família, em me apresentar as moças que estava lá vivendo o dia a dia de uma au pair, convivendo com a família todos os dias e cuidando das crianças, me encorajou bastante. Desde o começo, todas elas me deixaram bem a vontade para que perguntasse o que quisesse, para que tirasse minhas dúvidas e se prontificaram a me auxiliar. Tive muita sorte e também, procurar por informações , referencias e conversar bastante com a família antes de ir me ajuda muito, principalmente porque me sinto mais confiante de que vou poder expor meus medos, minhas dúvidas e os problemas a eles. Que preciso ter a coragem de falar. Sinto-me melhor.

E desde que entrei para o mundo dos blogs, conheci uma au pair na Noruega, a Tata. Foi ótimo conhecê-la, principalmente por também ter optado por ir sem uma agência, ir por conta própria mesmo, só com o auxílio dos consulados.

Caso você esteja interessado em fazer qualquer coisa no exterior, informe-se!!! existe muita gente por aí que pode te ajudar bastante a fazer tudo certinho ^^
E as oportunidades serão ótimas! Conhecer gente de todas os lugares, uma culturea diferente! Por isso: mente aberta e muita coragem ^^




OBS .: As fotos desta postagens são apenas ilustrativas " au pair com nenê" e " encontro de au pairs em Amsterdam"
[Continue reading...]

7 de outubro de 2008

Quando uma idéia surge...

Oi meus amigos!!!
Obrigada pelos comentários de todos vocês!
Eu fiquei pensando se postava agora ou não, se esperava passar mais uma semana, se tratava de outro assunto... enfim. Resolvi que apresentaria a vocês a família para a qual vou trabalhar como au pair. Vou contar-lhes um pouco mais sobre como os conheci e quem eles são e como foram nossos primeiros contatos.

No ano passado , logo que terminei o terceiro ano da faculdade e estava de férias, voltei para Santos, onde mora minha família e fui com minha mãe até a Experimento Intercâmbios perguntar sobre aulas de idiomas, queria muito viajar e aprender uma língua no local onde ela é realmente falada. Seria uma experiencia interessante. Tinha uns euros guardados de quando estagiei na Áustria e esperava que fossem o suficiente para que eu bancasse sozinha um curso de línguas por uns dois ou três meses. Conversa vai , conversa vem... nada ... Não havia a possibilidade de que eu bancasse o curso sozinha e também não havia a possibilidade de pedir dinheiro emprestado à mamãe. Já não me lembro o nome da moça simpática que nos atendeu, mas vendo minha carinha de decepção ela puxou logo um dos folhetos e me entregou toda feliz "Seja Au Pair nos EUA" estava escrito nele.

Uns anos antes, eu já havia me empolgado com a idéia de ser au pair,mas a luta que tive com minha mãe na época foi praticamente em vão. Ela me achava muito nova e eu ainda não tinha entrado na faculdade, estava no cursinho e como eu não queria saber de ir para os Estados Unidos, queria ir por conta própria para algum país europeu, que me possibilitasse aprender alguma nova língua. Bem, quando a moça me entregou aquele folheto, parecia mesmo uma idéia interessante. Primeiro trabalhar fora, já conviver com outra cultura e ter uma experiencia diferente e então, depois, fazer o curso de idioma no país escolhido! Conversei bastante com minha mãe e realmente, eu ainda tinha mais um ano de faculdade, faltava tão pouco para a formatura que escolhi que procuraria novamente os sites em que havia me cadastrado anos antes e conheceria possíveis famílias.

Mas... a intenção era ir trabalhar apenas em 2009 e estavámos ainda em 2007... Mas em minha cabeça, era um planejamento acertado. Assim, eu teria tempo de conhecer bem a família e auxiliar meus pais no processo de aceitação de que eu iria trabalhar cuidando das crianças de uma família, num país diferente. Meus pais semrpe foram muito medrosos, sempre relatando casos e mais casos dos horrores que tinham acontecido com o primo do tio do amigo do fulano, ou que o sobrinho da namorada do primo da vizinha tinha escutado na televisão. Para mims eria o melhor, apesar da conhecida ansiedade que já me tomava o peito! Poxa!!! 4 anos num lugar só é muito tempo...e era isso que eu completaria em Marília em 2008... 4 anos na mesma cidade, fazendo a mesma coisa na faculdade!!!

Para os que se interessam em conhecer mais sobre o assunto, me cadastrei em diversos sites voltados para facilitar familias e au pairs a se encontrarem e vou citá-los aqui:
Au Pair World , Great Au pair , Easy Au Pair

E também conferi diversos sites de agências que disponibilizavam a experiencia :
BIL Intercâmbios , Experimento Intercâmbios , ABC International , e algumas outras que agora não consigo me recordar dos endereços.

Mas eu tinha uma dúvida! Ir com agência ou por conta própria, fazendo tudo diretamente no consulado??? De todas as agências, a BIL era a única que oferecia programas de au pair em países que não apenas os EUA, na lista de disponibilidades, tínhamos : França, Alemanha, Áustria e Holanda. Nossa, demais!!! Fiquei empolgadíssima! Poderia aprender alemão que era a língua desejada desde o início!!!Conversei bastante com a Andréia, uma moça simpática que me atendeu quando liguai para eles a primeira vez, e que também me mandou diversas informações adicionais via MSN.

Enquanto eu lia e relia as informações de cada país, meus contatos nos sites íam a mil. Daqueles três, o que mais gostei foi o Au Pair World, o layout era simples e bem fácild e usar e me possibilitou encontrar muitas famílias interessantes. Os outros dois usei menos, pois tinha me familiarizado com aquele primeiro. Encontrei muitas famílias legais, principalmente famílias alemãs, mas eu tinha algo em mente. Queria uma família que morasse numa cidade relativamente grande, ou que morasse perto de um centro, para que fosse mais fácil minha locomoção e caminho até o curso de língua que eu faria por lá.

Tive muitas expectativas, todo mundo falava coisas como:bb
" escolha uma família com poucas crianças, melhor se forem bebês ou crianças mais velhas"
Eu não sabia ao certo se tinha alguma prefrencia, gosto de lidar com crianças entre 1 e 3 nos porque tenho experiencia com esta idade, mas gosto de crianças! Pronto! Crianças em geral, então estava bem aberta a qualquer família. Algo que não queria era uma família de pai solteiro, aceitaria mãe solteira, mas teria muito medo se fosse apenas um pai (ainda mais indo por conta própria). As famílias que acabei conhecendo melhor pareciam muito interessantes e muito distintas uma da outra. As famílias alemãs íam direto ao ponto, logo no primeiro ou segundo e-mail já escreviam meus afazeres, meu horário de trabalho e as condições. O que para mim era bom, mas em geral, na Alemanha se paga bem menos que na Holanda e eu também esperava por uma familia que morasse numa cidade grande, como já expliquei anteriormente.

E nesta época, ainda no ano passado conheci a família Nouwens. Eram muito simpáticos, apesar de que no começo eu não queria ser au pair de 3 crianças; queria trabalhar com o menor número possível. Mas para quem já trabalhou numa pré escola com 30 crianças entre 1 e 3 anos... e quase nenhuma ajuda... 3 é um número realmente bom!!! Hhahahaha

Vamos lá:
Essa é a toda a família: Iris Jr, Iris, Luna, Frank
e Morris

Frank e Luna


Iris e Morris
Morris ,Iris Jr e Luna

Luna, Iris e Iris Jr

Morris

Bom gente... por enquanto é isso... espero que tenham gostado de saber como isso tudo começo, em alguns dias trarei mais novidades e curiosidades dessa minha futura aventura na terra dos moinhos ^^
Beijos

Nadja
[Continue reading...]

4 de outubro de 2008

"I have confidence in me"

Ai!

Muitas vezes eu sinto que o tempo não poderia passar mais devagar! O mês passado foi um desses meses... senti ter durado quase um semestre! Simplesmente não passava de jeito nenhum! Mais dia menos dia, chegaria dia primeiro de outubro sem o dia 30 de setembro ter dado as caras, estava já quase conformada! Não aproveitei direito, poderia ter colocado em dia tanta coisa pendente em minha vida, ams estive tão ocupada mentalmente comigo mesma que deixeia vida prática em espera. E uma baita espera!!!!

Bom... Outubro! YEY??? Como se não bastasse, assim que o mês chegou, me vi pedindo para setembro voltar! Droga de monografia! menos de um mês para concluí-la, toda atarefada e sentindo o tempo passar tão rápido, que dele só percebo o ventinho! E como eu raramente vivo no presente, existe aquele profundo desejo de "termina logo o ano, quero minha nova aventura! quero minha nova vida! quero , quero e pronto!" Mas sei que não é bem assim, para cada novo capítulo que começamos em nossa vida, temos antes de terminar aquele que vem antes, temos que fechá-lo de vez!

Antes de mais nada, preciso me focar nesta tarefa, no que minha vida pede agora, para no futuro estar pronta totalmente para os novos desafios. E , como típica garota de áries, sou louca por desafios e aventuras... o que não descarta a insegurança e o medo que sinto de pensar nesses próximos passos que vou tomar.

Ontem, vimos aqui na República, o filme " A noviça rebelde". Sim, eu vejo este filme uma média de 15 vezes ao ano! Como sabem meus amigos,canto junto, danço junto, choro junto e sonho junto com cada um dos personagens do filme. E toda vez abraço meu travesseiro quando Maria e o Capitão dançam o "ländler", um folk austríaco retratado no filme. Ahhhh... e o travesseiro escuta " Aiii, eu quero meu capitão, quero dançar com ele assim também" E podem ter certeza de que eu vou! Mas ok, não estou aqui para falar de amores... Cito o filme porque no começo, quando Maria parte para a casa da família von Trapp, sente-se insegura e menininha, meio perdida, mas como acredita em si mesma, põe o mundo a seu favor! E é assim que quero encarar meus desafios! Como Maria! Encará-los cantando...

"I have confidence, the world can all be mine
They'll have to agree I have confidence in me
I have confidence in sunshine
I have confidence in rain
I have confidence that spring will come again
Besides which you see I have confidence in me "

É assim que me sinto agora, e vou fazer o máximo deste mês de outubro! Está realmente chegando a primavera ^^

Esta.... SOU EU!
[Continue reading...]

2 de outubro de 2008

E antes, à Monografia!

4 Meses!!!! Mais quatro meses antes que eu diga "adeus" ao meu Brasil brasileiro!

Mas resolvi criar este cantinho para que eu possa acostumar-me a idéia de partir daqui, de iniciar um novo capítulo na minha vida, afinal não é mudança pouca!!!
Atualmente me ocupo com minha monografia, que obviamente terá de estar pronta em bem menos de 4 meses.

E para onde eu vou eu levo em minha mente meu tema, os autores, as discussões propstas por eles, o que falta ser feito, o que quero ainda fazer, o que achei bom, o que precisa melhorar, enfim... 24 horas por dia, minha tese de conclusão de curso me acompanha mais que a minha sombra( que desaparece quando vou dormir devido à escuridão). Mas estou curtindo cada momento disso, tornou-se um trabalho divertido, mesmo que exigente, parece que estou absorvendo muito mais do que absorvi até agora.

Quase todos os dias agora, recebo alguma cartinho na caixinha de correio! Para os que me conhecem bem, nem preciso dizer o quanto isto me faz feliz. Para os que me conhecem pouco, há algum tempo entrei num site Interpals , que possibilita que a gente encontre gente do mundo todo que queiram fazer amizade com estrageiros. Logo, fiz meu perfil e procurei por amigos interessados em "snail mail", o correio propriamente dito, da vida real!!! E NOSSAAAAA! Quanto gente interessada em se corresponder! Gente de todos os lugares, com todos os tipos de convicções, religiões e aparências! Adorei!!! ^^

Bom, agora chegou o momento em que minha mente começa a se utilizar do "hard power' para me persuadir a continuar a escrever minha monografia...

Até Mais
[Continue reading...]
Designed By Yasmin Mello | 365 dias