13 de novembro de 2014

A nova terceira idade!

Aquele sentimento quando seus pais já podem sentar no banquinho azul claro... especial para a terceira idade.

Olhei bem para os dois, como faço agora ao escrever este post. Não são velhos. Estão bem, felizes, saudáveis. E com certeza não tem cara de sessentões... ou tem? O que é uma cara de sessentão?

Quando eu era nova, pensava que acima dos 50 anos as pessoas já eram idosas. Assim.... MUITO velhas! Não lembro de pensar que as minhas avós eram velhas... era engraçado como não fazia associação entre a idade e as pessoas próximas a mim. Somente relacionava com as pessoas no geral, com os irmãos dos avós, as pessoas na rua. Aquele senhorzinho que passava todo dia de manhã pelo nosso caminho, todo enrugadinho e ía dar milho aos pombos. 

Aquela outra senhora, de cabelos quase azuis e uma roupa conservadora, uma bengala sem cor e sandálias antigas. Uma vez que comentei isso com meu pai, ele falou que quando era criança chamava todo mundo acima de 40 anos de "velho" e realmente os considerava assim... velhos.

E então, percebo o quanto o conceito de velhice mudou. Não apenas porque hoje a expectativa de vida é maior, mas porque encaramos o "envelhecer de maneira diferente". Ter 60 anos hoje em dia não á mais ter de se comportar de certa maneira, se vestir de maneira conservadora e ser sempre aquela pessoa que  todos olhavam como sempre estando no "background" da vida. Como se não mais tivessem uma vida própria, que não fosse para sua família e para seus filhos e gerações.

Uma vez vi uma reportagem em uma revista de uma atriz, em seus 50 anos fazendo um ensaio fotográfico sobre a nova fase da vida. Sendo filha de atriz também, a revista fez uma comparação de fotos da mãe aos 50 anos. Estampado a página da esquerda estava a mãe, com o cabelo chanel, um colar de pérolas delicadas, uma roupa escura e que cobria seus ombros e colo. Não exibia um sorriso propriamente dito, seus lábios estavam fechados e sua feição era séria.
Na página da direita estava sua filha, sorridente e colorida, com uma roupa clara que mostrava seus braços e os cabelos esvoaçantes. Usava brincos grandes, maquiagem jovem. Totalmente diferente da imagem de sua mãe. Parecia mais nova, enquanto sua mãe aparentava bem mais velha, séria, conservadora e até mesmo um pouco triste. Talvez triste por envelhecer. Já a filha estava alegre, irradiava confiança e juventude como se o passar dos anos apenas lhe fizessem bem. E parecia mesmo fazer. 

As vezes o novo jovem fica frustrado, reclama de quando os pais grudam nele e então, reclama quando eles tem sua independência a toda e passam a aproveitar em sua aposentadoria uma nova juventude. Uma juventude experiente. Durante uns anos, lembro de falar com meu irmão que minha mãe voltou a ser adolescente. Saia com os amigos mais que a gente, aproveitava para ficar até tarde com eles sem preocupação com o dia seguinte e horário de acordar, bebia nos bares podendo pagar um taxi do próprio bolso sem problemas. Poder ter namorados sem tabu de levar para casa e aproveitar a noite. É o novo idoso. 

Na Holanda conheci uma senhora que estava fazendo um mochilao pela Europa. Ela era australiana e quando percebeu que seus filhos já eram grandes, com seus próprios filhos e que ela estava lá, sem fazer danada da própria vida... Pegou a mochila e partiu. E partiu na cara e na coragem, fazendo mochilão, dormindo em hostels, e viajando de pais em pais sem preocupações. E além de tudo... Sozinha!

Eu sempre dizia que tinha nascido na década errada, que gosto de Beatles e queria ter vivido no tempo deles, etc etc etc. Mas também gosto de imaginar como vai ser a minha velhice, o meu envelhecer. E acho que posso querer ser "cada vez mais nova" e envelhecer vivendo cada vez mais experiências legais, sem preocupação com a idade e com imagem. Querer fazer o mochilão sem medo, curtir com amigos esses a os dourados, depois de muito trabalho. Sem ser uma coadjuvante da própria vida. 




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11 de novembro de 2014

Novos rumos!

(mesmo post de meu outro novo blog)

Eu nunca soube ao certo que caminho eu realmente queria seguir. Quando nova, pensando nas carreira internacional. Ser diplomata. Comecei o cursinho em 2004 e conheci uma atriz, formada pela USP, que não conseguia viver de trabalhar com teatro. Não conseguia pagar aluguel, tinha 28 anos e estava no cursinho novamente, tentando arquitetura. Aquilo me atingiu. Era artes cênicas que eu estava pensando em prestar. Foquei em Relações Internacionais, a promessa do dinheiro, da carreira internacional e mesmo do status e glamour que vinha com a idéia de seguir este caminho. Então foi assim. Fiz relações internacionais, logo percebi que mesmo gostando das disciplinas, não era minha vocação, minha paixão. Não ía me satisfazer profissionalmente. Mas não podia desistir. Meus pais já haviam investido muito para eu chegar onde estava, na Unesp em Marília.
possíveis carreiras, tudo parecia interessante, mas nada me cativava o suficiente. Queria ser atriz. E escritora. Queria estudar as pessoas, principalmente gêmeos. Entendê-los psicologicamente. Também queria ter uma vida dinâmica, em que nunca trabalhasse do mesmo lugar. Como conciliar todos esses desejos?

Também pensava que com o passar do tempo eu amadureceria e entenderia que este era meu caminho pois eu o escolhi. E então, seria feliz com minha escolha. Mas nunca senti isso, nunca foi assim na minha vida. Após formada, trabalhei em empresas de exportação, em departamentos voltados para o internacional e nada de me sentir feliz, satisfeita. Mas esqueci o assunto e me resignei a encontrar um trabalho decente e pronto. 

Quem me acompanha sabe que após sair do meu último emprego, tudo estava começando a mudar. Nada de satisfação, nada de ser realmente boa em alguma coisa, qualquer que fosse! E comecei a pesquisar  cursos novamente, outras caminhos. Ler sobre profissões que nunca havia pensado antes. Decidi achar algo diferente. E também senti muito medo. Já tenho 28 anos, investi tanto num certo caminho, numa certa vida que parecia tudo tão horrível, largar todos esses anos investidos para começar de novo. Ficou aquele misto de "Se eu for mudar, a hora é AGORA!" E "Mudar com quase 30 anos de idade?"

Não me arrependo do que fiz até agora e do caminho que segui. Mas me sentia muito infeliz e confusa. Mais e mais eu acompanhava o sucesso dos meus amigos em suas carreiras. E tudo só reforçava minha decepção comigo mesma. Por que não acho minha paixão, minha vocação? Por muitos anos pensei que não encontraria mais nada, nada que me movesse, nada que eu realmente quisesse alcançar.

E então, pesquisando na internet sobre morar fora, trabalhar em algum outro país, olhando agências de emprego em Dubai, minha mãe me apresentou à Patrícia. E ela me apresentou à vida de comissária. Huuum.... Eu, comissária? Alguém já pensou nisso antes? Eu não, para falar a verdade. Nunca tinha cogitado essa opção. E agora ela parecia ter caído no meu colo, dizendo "Olha para mim". Mas eu ignorei. Por um ano inteiro, enquanto trabalhava no GPA. Não pesquisei o assunto, não li sobre o trabalho de uma comissário e muito menos sobre empresas, requisitos e estilo de vida.

Estava concentrada em outro mundo. E então, meu mundo ruiu. E eu quase que ruí junto. Em Santos, na casa do meu pai, estávamos vendo um programa conhecido como "Catástrofes Aéreas" (Mayday ou Air Crash Investigations) e eu sempre curti muito esta série em formato documentário. Cada episódio investiga um acidente, suas causas e o que foi aprendido com sua ocorrência, como a industria da aviação torna-se cada vez mais segura após essas investigações. O episódio do dia tratava da importância dos comissários durante alguma anormalidade... e eu senti que era capaz de atuar daquela forma, de agir daquele jeito e ajudar.

E foi assim que comecei a pesquisar se o restante da carreira eu também me identificaria. E me apaixonei. Comecei a correr atrás de informações práticas, cursos necessários, preparo físico, exames... e logo começo minhas aulas no curso de formação de comissários... ;)

Novo caminho e novos rumos...
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3 de novembro de 2014

Formatura do irmão


O tempo as vezes passa muito rápido! E agora meu irmão já é formado. 


Fiquei olhando as nossas fotos de criança um bom tempo. Já estava arrumada, só esperando meus pais se aprontarem para irmos ao Mackenzie para a tão esperada formatura do Mauricio. 

Meu irmão era uma gracinha. Quando bem pequeno tinha cachinhos dourados e era todo gordinho. Aos 6 anos meus pais o colocaram na mesma escola que eu, uma escola grande, com uma média de 25 alunos por sala. E ele vinha de uma pré escola com 3 ou 4 coleguinhas apenas. Chorou o dia inteiro, até que a professora me chamou em minha sala. Eu cursava a 4º série e passei o dia sentada ao lado do meu irmão, segurando sua mão e aprendendo com ele o que se aprende no pré. E ele ficou calmo. Acho que foi aí que eu notei que era importante na vida dele, que minha presença significava "família, ambiente conhecido".

Claro que nem sempre nos demos bem. Já naquela época, a gente mais brigava que qualquer outra coisa. Mas poder passar a sensação de segurança a ele, naquele dia, foi tudo de bom. Me senti também importante, com valor, amada.
E tudo passou rápido. E outro dia ele se formou, depois de muita persistência. Ciência da Computação. Formado. Com um futuro promissor.

Fiquei pensando sobre minha própria formatura, a colação de grau, o recebimento do meu diploma. E meu caminho até aqui. Toda a confusão e mudança que estou vivendo no momento. E apesar das brigas, continuo aqui torcendo pelo sucesso dele. E cada vez mais sucesso! E que ele saiba que pode contar comigo, que se chorar vou sair lá da minha aula e vou segurar a mão dele de novo.



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26 de outubro de 2014

Eleição e confusão!

Dilma, não votei em você. Mas agora que está eleita desejo que respire fundo e faça o bom governo que gostaria que este último tivesse sido. Independente das coisas negativas e erradas, espero de coração que o próximo governo seja bom para todos. que acabe a corrupção, que melhore a saúde, segurança,educação e todos as outras necessidades do brasileiro.
Acredito que tudo isso vá acontecer? Não (e não acreditava que aconteceria se qualquer outro candidato se elegesse), mas é o que eu sonho, o que eu desejo. E não desejo que os próximos quatro anos sejam ruins só para "jogar na cara dos que votaram".
Meu sonho agora, a partir do momento em que eu soube que você ganhou (como é toda vez em que meu candidato não ganha), é daqui a alguns anos poder dizer. "Nossa, eu deveria ter votado em você".
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29 de setembro de 2014

Inspiração na academia

Chega da vida de sedentária!!! Academia aí vou eu!

É, ok... eu falei isso uns meses atrás né? E no ano passado também, e no ano antes também. Oops... Será que eu consigo mesmo? Que tipo de inspiração ou motivação me falta? E como passar por isso? Nunca soube! 

Sempre fui uma pessoa de brigar com a academia. De fazer cara feia só de pensar em entrar naquele lugar fechado e ver um monte de gente sarada correndo na esteira por quase uma hora. Sempre morri de vergonha de sentar em algum aparelho e regular o peso para o quase mínimo... ou regular para normal e ir abaixando até conseguir levantar um pouquinho aquilo lá. Ok... isso nem é tanto verdade, pois estranhamente sem fazer exercícios sempre fui forte. Mas tenho vergonha de colocar pesos altos nos aparelhos ou até pesos normais, pois logicamente com eles eu teria que fazer um grande esforço.

E daí que volto pra casa e reclamo que academia não funciona. É, deste jeito nunca que vai funcionar comigo! Mas comecei a semana bastante motivada! Ontem, domingo, comecei a comer bem e mais saudável. Hoje... academia! Enrolei um pouquinho e fui. Já caminhando na rua, parecia que o mundo caía sobre mim... que todo mundo me olhava (olha a neurose!!!) e que internamente riam da minha tentativa patética de me exercitar

Cheguei lá e comecei com a esteira, passava um instrutor e trainer que eu abaixava os olhos, envergonhada; sentindo que não pertencia àquele lugar. Toda vez que fui antes, para onde quer que olhasse todo mundo parecia conseguir fazer tudo... todo mundo era lindo! E não, essa pessoas não me inspiravam ou motivavam a ser como elas, eu ficava mais assustada.

Fonte: google images
Então hoje, logo na esteira à minha frente estava uma moça acima do peso. Caminhando consistentemente. Umas esteiras para a esquerda outra, correndo num ritmo acelerado. E eu Ali estava a minha motivação. 
finalmente entendi.

É muito fácil você levantar cedo e ir a um lugar ao qual você pertence, que se sente bem o tempo todo, que tudo é fácil de você fazer e onde tem amigos. Difícil é acordar e ir a um lugar que você receia, que não se sente confortável e ainda sim, pelo seu bem estar, estar lá todo dia. Suando, cansando, respirando com pausas como elas a minha frente. Mas ali, mais fortes que eu, mais determinadas que eu. Sem desistir e sem faltar um dia por receio ou preguiça! Eu me perguntando porque tinha medo daqueles que pareciam viver de academia, eles não são minha realidade... posso não ser gordinha, mas sou era sedentária e tenho tinha medo de fazer exercicios e não ver nenhuma mudança. 

Essas pessoas são as que tem mais determinação, mais força e persistência! São elas que realmente tem um objetivo em mente... e a tal motivação! 

Depois conversei com um senhor que tambpem estava acima do peso e ele brevemente me contou que no inicio era muito difícil superar os maus hábitos. E que precisou de muita persistência e também os filhos dizendo que ele precisava se cuidar! E que ele venceu o medo. Eu podia notar um pouco,  quando alguém já foi muito gordo e está se cuidando há uns meses... E fiquei orgulhosa dele. 

E agora quero fricar orgulhosa de mim. Meu maior objetivo não é perder peso (se bem que isso não seria mal!), mas sim me tornar mais ativa, mais saudável. E agora, só depende de mim!
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17 de setembro de 2014

Sobre ser invisível



Existe alguém invisível para você? E como você fala para esta pessoa que... Não a viu? Como falar isso a alguém sem machucar, sem piorar a situação? 

Eu tirei esta foto a caminho de uma entrevista. O que você vê nela?

Estava um dia lindo, ensolarado e as flores davam uma cor linda ao meu caminho. Tive que parar bem rapidinho e tirar uma foto. E então escuto:

"Bom dia! Posso perguntar por que a senhora tirou uma foto minha?

Ele estava de bom humor e confuso. Sorriu. Sua fala era tranqüila e havia um tom inteligente também. Era um mendigo, sem banho, simples e subindo por entre as flores. Eu não o havia visto. Como para todas as pessoas, um mendigo tinha sido invisível para mim. Fiquei com uma imensa vergonha. Sorri, apontei as flores sem graça e fiquei pensando no que o levou a virar mendigo. Tive a certeza de que ele não morou na rua toda sua vida, sua fala era inteligente no geral, seu tom não era de rua ( se é que isso existe) e muito menos as palavras que usava. 

Então, me senti na obrigação de continuar tirando fotos... Para que ele não pensasse que tirei uma foto sua, que achei algo em sua pessoa engraçado ou que sua tragédia era digna de ser compartilhada sem sua permissão. De parar nas redes sociais. 

Agora, veja a foto novamente, após eu tê-la clareado um pouco:

O.o como falar a alguém que você não o viu? Que nem percebeu que ele estava ali? Especialmente quando... Bem, esta pessoa já deve se sentir sempre excluída e invisível pela sociedade. E vem uma pessoa que a torna realmente invisível a seus olhos, num dia ensolarado como aquele? A vergonha me invadiu e eu que desejei ser invisível por alguns momentos.

P.s.:
As flores...

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10 de setembro de 2014

Nem tudo está perdido

Aquele momento em que você está super para baixo, só pensa nas coisas erradas da sua vida, se olha no espelho e se acha gorda e feia. Olha o cabelo e pensa que não tem mais jeito. Olha a barriga e .. "arrrghhhh", melhor não olhar a barriga mais! Então, você deita na cama ao lado do seu amor. Ele passando a timeline do Facebook rapidamente... e você capta a foto de alguém de canto de olho, sem prestar muita atenção.

Uma foto com filtro, claramente, mas ainda assim alguém que mesmo sem reconhecer quem é a princípio, lhe passa paz, calma e beleza. E você comenta : "Nossa, bonita. Quem é?" Ele ri da sua cara.

Então você entende.


A foto era sua. 

É acho que as coisas não estão perdidas, ou ao menos meu subconsciente não quer me deixar esquecer que antes de tudo tenho que me amar e lembrar do que tenho de bom.
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7 de agosto de 2014

Um ano em São Paulo!

Puxa, nem acredito que um ano passou desde que eu cheguei em São Paulo para morar com meu irmão e um amigo. Pesando os feitos e acontecimentos desde ano aqui, acho que não foi muito produtiva e preciso fazer mais neste outro que se inicia.
Vim definitivamente para São Paulo, dia 9 de julho do ano passado. A mudança foi rodeada por incertezas e algumas tristezas. E ainda era um dia feio, frio e nublado, a casa toda escura, sem ninguém para fazer companhia nas primeiras semanas. Nem mesmo meus gatinhos, Kimi e Mia. Parecia que não iria me acostumar novamente com esta cidade.

Resumo do 1º Ano em São Paulo

Julho 2013
- a chegada rodeada por incertezas e receios.
- Muitas saudades do namorado (que felizmente mora perto, em Santos).
- Agora é possível caminhar para o trabalho! Uhuuuu

Agosto 2013
- Muitas idas e vindas de ônibus entre Santos e São Paulo.
- Mais saudades do namorado
- Feliz por poder dormir mais tempo (morar mais perto do trabalho e não em outra cidade)
- Trabalhando bastante com GPA e HBN. Sem tempo para o blog :(

Setembro 2013
- Não lembro... será que passei em branco?
- Aaahhh!! Sim, foi quando meus móveis vieram de Santos e o carreto deixou metade e foi embora com metade!!!

Outubro 2013
- Nadz no MONSTERS OF ROCK!!!! É, eu fui :D
Novo concurso aqui no blog (que foi um fracassinho).

Novembro 2013
- Início de aula de holandês para não esquecer o que havia aprendido no ano de au pair.

Dezembro 2013
- Muitos problemas em todos os locais...
- Cansaço, alergia, trabalho, estresse.
- Natal em família :)

Janeiro 2014
- Novo ano, vida nova
- Último mês no emprego que me trouxe à São Paulo
- Alergia da brava e sem explicação, como nunca tinha tido antes.

Encontrinho divertido!
Fevereiro 2014
- Um encontrinho com futuras e ex- au pairs na Liberdade.
- Demissão
- Um mês em Buenos Aires aprendendo espanhol. Felipe foi me visitar lá!
- O amigo aqui da república se mudou :(
- O começo de um sonho se formando, lá no fundo da mente. O que é? Top Secret!

Março 2014
- Saudades do namorado!
- Primeira viagem à LINDA cidade de Salvador - BA!!! Rever minha "vó' Mafalda! :)

28 aninhos!
Abril 2014
- Nadz faz 28 aninhos. (E tomou o primeiro e único porre da vida toda!)
- Encontrei três au pairs "minhas" :)
- Encontramos uma amiga para dividir o apê!!!! Viva!

Maio 2014
- Carla veio para o nosso apê :D

Junho 2014
- O primeiro encontro oficial da HBN BR!!!!
- Por que eu não fiz post? Acho que vou começar a fazer posts retroativos!!!

Julho 2014
- Um ano de Nadz em São Paulo!
- Comemorei o aniversário da minha vovó Carmem, 94 aninhos!!! (E o chá de bebê da Bia, para a chegada do Rafael).
- Exposição Oscar Niemeyer!

Com essa lista minúscula em mente... minha conclusão é que preciso sair mais, curtir mais, conhecer mais os lugares ao redor e também... postar mais aqui, nem que seja algo simples, né?



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5 de agosto de 2014

Na busca!

fonte:google
Não está fácil! Não ter emprego, não ter rumo e lutar todos os dias para que apareça alguma coisa. E ter ânimo de continuar após receber alguns "Agradecemos seu interesse, mas infelizmente...". E tenho ânimo e continuo tentando. Mas fácil não está.

Felizmente ainda tenho a HBN, que atualmente é minha única fonte de renda (e de estabilidade profissional!). Trabalho com a agência desde julho de 2011 e mal consigo acreditar que já mandei para a Holanda 73 au pairs brasileiras; e tenho mais 7 a caminho só esperando pela data de embarque. Meu trabalho na HBN é meu maior motivo de orgulho, e é algo que realmente amo fazer, mesmo com os problemas, as dificuldades e uma ou outra chateação.

Estou meio perdida. Acho que trabalhar é o que move a gente, nos impede de enlouquecer. E a isso devo agradecer à HBN, pois mantenho minha sanidade :D Mas já faz seis meses que não tenho nada além da agência, nada de emprego em vista, algumas entrevistas que não trouxeram resultado e muitos currículos enviados. As vezes fico pensando o que mudou, o que fiz antes que havia dado certo. A verdade pe que nada fica imóvel e está aí a minha prova... tenho que tentar me adaptar também. E continuar nesta busca. 





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29 de julho de 2014

Oscar Niemeyer - Exposição em São Paulo



Há duas semanas, eu e o Felipe estávamos passeando pela Avenida Paulista quando nos deparamos com um cartaz de uma exposição no prédio do Itaú Cultural. Eu sempre reclamo que não faço nada do que gosto, que quero ir a museus, conhecer mais a cidade em que moro, fazer mais passeios e atividades diferentes, que não sejam ficar em casa e jogar vídeo game ou ver filmes e séries.

E encontramos uma exposição sobre a obra de Oscar Niemeyer. Já olhei para ele com meus olhinhos de Gato de Botas do Shrek e falei que queria entrar na hora. Então nosso passeio mudou e entramos no Itaú Cultural. Eu estava sem graça. Sabe quando você não sabe o que fazer ou por onde começar? Me dirigi até o balcão de informações, mas nenhum atendente me deu bola. E eu meio que pensando "será que a exposição é de graça?" "Onde que ela começa?" "Tem algum guia?" Peguei alguns panfletos e entramos na primeira porta que vimos, logo em frente. Uma exposição sobre a música de Macalé. Um espaço muito legal e interativo, denominado Macalândia. Eu nunca havia ouvido falar nele, mas gostei muito da exposição e de tudo que vi. Era um homem criativo, trabalhador e com muito amor pela música e poesia. 

Eu ainda estava sem graça, ficava sentia que estávamos no lugar errado. Que logo viria algum segurança me falar que eu não deveria estar ali, que estava mexendo em algo privado, ou que deveria ser pago, etc. Nada disso aconteceu, mas a sensação demorou para ir embora. Andando meio perdidos, encontramos um outro cartaz que dizia que nos direcionada à exposição do Niemeyer e suas obras. Não perdemos tempo e subimos as escadas. Fiquei feliz por podermos tirar fotos e registrar a experiência.


Passamos por uns textos que falavam de sua vida e o desenvolvimento de sua carreira. Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907. E morreu em 2012, aos 104 anos de idade, apenas 10 dias antes de completar mais um aniversário. Ficou conhecido por participar e/ou criar obras como a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque;  o sambódromo da Marques de Sapucaí; o parque do Ibirapuera; palácio da alvorada e claro, a cidade de Brasília! E ele também fez o projeto do mirante da Ilha Porchat, em São Vicente. E lembro que a gente não via a hora do mirante ficar pronto para ver uma obra de Oscar Niemeyer de pertinho. E uma obra recente!!!

Haviam tantas maquetes de suas obras, rascunhos originais em papéis gigantes ( com metros de largura!) que quase não sabíamos por onde começar. Não havia bem uma lógica cronológica, mas uma sala cheia de suas obras mais importantes. Com um filme passando ao fundo, em que ele próprio contava sua visão sobre seus trabalhos mais marcantes.

Nós adoramos. E gostei de conhecer mais sobre suas obras, algumas eu nem imaginava que tinha participação dele! Espero que gostem também!

Maquetes da exposição 


Ao fundo, você pode ver um dos rascunhos originais gigantes de que falei! 





Mais rascunhos


Sobre o projeto para a ONU 

Panfleto da exposição

Informações sobre a exposição:

Website do evento
Oscar Niemeyer: clássicos e inéditos
quinta 5 de junho a domingo 27 de julho de 2014
abertura: quarta 4 de junho às 20hterça a sexta das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados das 11h às 20hPiso 1, -1 e -2 Entrada franca

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17 de julho de 2014

Guerra não é piada!

Após toda essa bagunça de Copa do Mundo, como não falar dela aqui no blog? Como não expor um
pouquinho do que venho sentindo desde que ela acabou? Ou melhor... desde que fomos eliminados pela Alemanha.

Fiquei triste? Claro! Fiquei decepcionada? Também. Fiquei com vergonha e brava? Não! Aliás, fiz vários comentários apoiando os jogadores em si, pois sei como é difícil uma derrota na nossa jornada. Como é difícil encontrar uma pedra (ou sete!) no caminho. Não é porque são famosos, milionários ou o que for que são menos humanos. Que não sentem tristeza ao fazer um trabalho que não lhes deu o resultado esperado, que não desejam e sonham e trazer alegria ao povo de alguma forma.

E o povo brasileiro reagiu de diversas formas após a derrota. Alguns publicando "vergonha de ser brasileiro", muitos com piadas, de todo tipo de conotação. Eu ri bastante de muitas, mas algumas delas me chamaram a atenção... e é sobre estas últimas que posto aqui.

Passeando pelo facebook, no dia da eliminação na semi-final, comecei a ver amigas minhas (pessoas estudadas - na teoria- que tem vivência internacional, etc) postarem: "Melhor perder a Copa que duas guerras!"

HEIN? Sério... HEIN??? Guerra não é piada! Não é jogo! Qualquer guerra é uma grande perda para todos os envolvidos, para o Mundo inteiro. Especialmente duas guerras de proporções tão grandes. Que envolveram tantas nações, que mataram tanta gente. Em todos neu comentei e expus minha indignação.

Fiquei pensando em como o brasileiro não se relaciona com as coisas que aprende, como tudo lhe parece distante, irreal até. Como parece que vivemos numa bolha, onde piada de guerra é aceitável e faz sucesso. Onde postar uma foto de Hitler "jogando video game" com os dizeres "Marquei mais um gol!" é considerado engraçado. Não é engraçado! É um passado triste na história da Alemanha e do mundo inteiro, foi uma guerra desejada por praticamente todas as nações... e isso nunca deveria ser motivo de piada, de risada.

O pior de tudo é conhecer as pessoas, saber que daqui a uns dias as pessoas vão postar que o problema do Brasil é não ter educação, cultura, respeito ao próximo, etc... Hum... que tal começarmos pela gente e mostrar o tal respeito que estamos pedindo???

Pronto! Demorou, mas falei! É isso! Lembra do "Tem que começar pela gente" ? Então, está mais do que na hora de começarmos!
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22 de maio de 2014

Indignada!

ACORDA BRASIL!

Hoje fui ao Banco do Brasil fazer um depósito. Não havia canetas para escrever nos envelopes. Todas tinham sido roubadas, era preciso pedir emprestado do funcionário.

Todo mundo reclamando da Copa e dos políticos. Mas nem para respeitar o direito dos outros cidadãos de usarem uma caneta que o Banco disponibiliza para nosso conforto!

Como podemos continuar cobrando a mudança de comportamento de nossos políticos se não mudamos a nós mesmos? Deste jeito estamos sendo realmente representados por eles, fiel cópia da população...

Gente, vamos mudar. Tem que COMEÇAR pela gente!!!!
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18 de fevereiro de 2014

La Recoleta


Um dos lugaes mais bonitos que visitei quando esive em Buenos Aires foi o cemitério de La Recoleta.  Sempre acreditei que se você deseja conhecer a cultura de um povo você deve estudar de que forma eles enterram e homenageiam seus mortos. Então, por mais mórbido que pareça, gosto de visitar cemitérios quando estou em um país diferente. 


Logicamente, isto difere muito hoje em dia, quando falamos de países inteiros, pois os cultos hoje em dia também tem muito a ver com o dinheiro. O que os vivos podem gastar com os que se foram. Então, mais interessante ainda é conhecer cemitérios antigos, histórias distantes e imaginar quantas gerações já se passaram desde que aquela pessoa veio ao mundo. E como estão hoje. 

Aqui estão enterradas diversas personalidades argentinas. É um cemitério chique, bonito e tranquilo, bem próximo a uma feirinha hippie que acontece todos os fins de semana. Dias antes eu já estava atazanando meus amigos do curso de espanhol que queria visitar a Recoleta e conhecer o cemitério. Então um dia após nossa aula da manhã fomos eu, Sophie (EUA), Philip (Alemanha) e Christoph (Suíça) finalmente passear por lá. Fomos de ônibus e descemos no ponto certinho! Porque comento isso? Porque eu detesto ônibus! Principalmente em lugares (como aqui em São Paulo também) em que não há nome da parada nem no ponto nem no ônibus e você fica sem saber onde realmente deve descer. Mas juntos sabíamos direitinho onde descer e depois quais ruas caminhar até o local.

Primeiro paramos para tomar um café numa cafeteria que encontramos no caminho. Rolou a maior discussão sobre o que é feminismo e o que a palavra feminista carrega em cada um de nossos países. Foi bem interessante, nunca imaginei que a mesma palavra pudesse ter conotações tão diferentes dependendo da localidade. Quer dizer, eu já sabia disso, mas não imaginava que a palavra "feminista" fosse uma delas.
Delicadeza

No dia em que visitamos La Recoleta, reparei que nenhum dos outros visitantes era algum familiar dos que foram enterrados por lá. Éramos todos turistas, todos tirando fotos e todos admirados. Também não encontramos túmulos que fossem recentes (dos anos 90 para cá, por exemplo).

Algumas das personalidades enterradas em La Recoleta:

  • 5 ex-presidentes da Argentina: Nicolás Avellaneda; Miguel Juárez Celman; Bartolomé Mitre; Carlos Pellegrini e Domingo Faustino Darmiento.
  • 1 ganhador de prêmio Nobel da Paz : Carlos Saavedra Lamas
  • Evita Perón!  Atriz e ex-primeira dama argentina.
E justamente eu queria visitar o túmulo da Evita. Já havíamos visitado seu museu na Rua Lafinur, o Museo Evita. Então, já sabíamos tudo sobre ela, sua vida, carreira artística na tv e posterior vida política ao lado de Juan Domingo Perón, seu marido e Presidente da Argentina. Seu trabalho social foi muito forte em todo país e até hoje ela é tratada com muito carinho por todos.

Sol de fim de tarde

Alguns dos túmulos eram tão antigos que pensamos se ainda havia algum familiar que cuidasse deles. Pareciam completamente abandonados. Era até um pouco triste, mas fazia parecer que tinha um valor histórico grande... antigo. Algo quase arqueológico! Sim, sim... eu tenho uma imaginação muito fértil.



Sensação de abandono


Muitos dos túmulos eram unidos, como este da foto abaixo. Os caixões eram colocados em prateleiras e cada um tinha sua particularidade. Alguns desses pequenos mausoléus eram muito bem cuidados, bonitos e limpinhos. Outros, como falei acima, um pouco mais "históricos". 


Caminhamos um monte e nos perdemos diversas vezes até encontrarmos o túmula da Evita. Tivemos de pedir as direções a um senhor que estava trabalhando rodeado por gatos. E logicamente eu parei para fazer mil fotos dos felinos.

Claro que quando realmente achamos o corredor onde estava Evita e sua família, os Duarte, o local estava cheio de turistas (até mesmo um grupo com um guia) e teria sido mais fácil termos procurado pelas pessoas, teríamos achado rapidinho.




 Maria Eva Duarte nasceu em maio de 1919, na província Buenos Aires. Não se sabe ao certo em qual cidade exatamente que se deu seu nascimento, algumas fontes afirmam que foi a cidade de Junin e outras uma estância próxima. Veio de uma família pobre e simples e aos 15 anos partiu para Buenos Aires para tentar uma carreira artística. Era fascinada por cinema e artes e aos 16 anos conseguiu estrelar o primeiro filme.

Assim ficou famosa, como atriz e cantora. Em 1944 conheceu Juan Domingo Perón, que era então o vice-presidente do país e mais tarde se casaram. Evita, de atriz famosa, tornou forte defensora do direito dos pobres, atuando cada vez mais na política do país. Como atriz, era conhecida como Eva Duarte e como política, virou Evita Perón e assim todos a conhecem até hoje. 

Chegou a ser vice-presidente, mas nunca pode exercer o cargo, morreu aos 33 anos de idade em virtude de cancer de útero. 
Quando escolhi ser "Evita" sei que escolhi o caminho do meu povo. Agora, a quatro anos daquela eleição, fica fácil demonstrar que efetivamente foi assim. Ninguém senão o povo me chama de "Evita" . Somente aprenderam a me chamar assim os "descamisados". Os homens do governo, os dirigentes políticos, os embaixadores, os homens de empresa, profissionais, intelectuais, etc., que me visitam costumam me chamar de "Senhora"; e alguns inclusive me chamam publicamente de "Excelentíssima ou Digníssima Senhora" e ainda, às vezes, "Senhora Presidenta". Eles não vêem em mim mais do que a Eva Perón. Os descamisados, no entanto, só me conhecem como "Evita". Eu me apresentei assim pra eles, por outra parte, no dia em que saí ao encontro dos humildes da minha terra dizendo-lhes que preferia ser a "Evita" a ser a esposa do Presidente se esse "Evita" servia para mitigar alguma dor ou enxugar uma lágrima. E, coisa estranha, se os homens do governo, os dirigentes, os políticos, os embaixadores, os que me chamam de "Senhora" me chamassem de "Evita" eu acharia talvez tão estranho e fora de lugar como que se um garoto, um operário ou uma pessoa humilde do povo me chamasse de "Senhora". Mas creio que eles próprios achariam ainda mais estranho e ineficaz. Agora se me perguntassem o que é que eu prefiro, minha resposta não demoraria em sair de mim: gosto mais do meu nome de povo. Quando um garoto me chama de "Evita" me sinto mãe de todos os garotos e de todos os fracos e humildes da minha terra. Quando um operário me chama de "Evita" me sinto com orgulho "companheira" de todos os homens. - Evita Perón.
 Passei a admirá-la muito, como todos os argentinos o fazem. Em tão pouco tempo, fez tanto em sua vida e por tanta gente. Fez por si mesma e seus sonhos e encontrou uma motivação maior. Algo que acho que todos sonhamos em poder fazer e muitos não conseguimos nem em 100 anos de vida.

Foi um dia bastante gostoso e saímos de lá para tomar um sorvete. Algumas das melhores sorveterias ficam no bairro da Recoleta. Abaixo, vocês podem conferir o restante das fotos do cemitério, os gatos que me encantaram e meus companheiros de passeio. 

 Os mil gatos
Alguns dos mil gatos

Pensando na vida...

 Os companheiros de passeio
Eu e Sophie, dos EUA
Philip, da Alemanha, e eu
Eu, Christoph e Philip
Clássica
Corredores e túmulos








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