19 de janeiro de 2014

Querendo melhorar

Eu já tinha alguns posts quase prontos para o blog. Sobre meu Natal e Ano Novo e também sobre as preparações para meu mês de férias em Buenos Aires. Mas estou sem cabeça para isso. 

Há pouco mais de uma semana, numa madrugada de quinta para sexta-feira comecei a sentir o princípio de uma alergia no corpo. Não conseguia dormir de tanto que coçava, inicialmente achei que poderia ser pulga que meus gatos deveriam ter pego em algum momento. Tirei os lençóis e acendi a luz... Meu corpo inteiro estava vermelho. Pernas, braços, tronco. Tudo. Nenhum sinal de picada. E meus gatinhos sem a menor coceira. Troquei o pijama, a roupa de cama. Nada de melhoria. Então, 5h30 da manhã fui ao pronto socorro perto de casa, estava com medo de não conseguir ir trabalhar naquela sexta-feira. 

E não conseguiria mesmo. No pronto socorro, essa alergia misteriosa só piorava e tomei diversos remédios e injeções. Depois estava num taxi, toda grogue, indo para casa. Dormi, descansei. O medico que me atendeu havia me dito que os remédios logo fariam efeito, mas que em geral eu poderia piorar no dia seguinte. Então, se isso acontecesse, eu não deveria me preocupar. Ok. 

Eu nunca tive alergia a nada. Praticamente nada. E naquela semana não havia feito nada de diferente para ter uma reação forte como aquela. À noite, o Felipe veio de Santos para cuidar de mim. Me manteve ocupada e mais leve. No dia seguinte tentei aguentar tudo que o medico disse que poderia acontecer, que poderia piorar. Mas de fato, a alergia estava muito pior, se espalhando com muita rapidez e os remédios receitados não me aliviavam mais em nada. Meia noite e fomos novamente ao pronto socorro. Novos médicos, novos remédios e novas injeções. Nada de melhora. Esperamos mais de trinta minutos para ver os resultado dos remédios administrados e preocupado, o medico aumentou a dose até que eu começasse a sentir os efeitos. E o cansaço. 

Mais dois dias e eu parecia bem. Pouco incomodo, pouca coceira, remédios a cada 6 horas e rumo ao trabalho. Consulta com um alergologista marcada para quarta-feira. Eba! Dia da consulta e meu corpo parecia ter se recuperado bem e o medico fez apenas os exames de rotina. Pediu que voltasse na sexta-feira. Um dia antes e eu, no trabalho, não rendendo nada. A coceira voltando, a vermelhidão se espalhando novamente e meu coordenador preocupado me pede que vá para casa descansar. É o tipo de coisa que num momento desses você deseja e não deseja ouvir. Sim, eu precisava realmente me tratar, mas ser dispensada por não ter condições de exercer minha função parecia um tapa na cara. Conversamos e ele expressou sua preocupação com minha mente, se isto tudo não seria alguma reação psicológica, por eu estar tão cansada ou qualquer coisa do tipo. Concordei, até aí eu realmente achava que todos os meus sintomas poderiam ser de estresse. 

Em casa, piorei. Coceira, marcas cada vez mais largas pelo corpo. E no dia seguinte o retorno ao medico. Os exames acusaram alergia forte a formigas e ácaros. E eu fiquei pensando nas formigas que recentemente invadiram meu quarto... Mas eu nunca fui picada por nenhuma, nenhuma vez. Meu colchão e cama já eram velhos, o que explicaria muito. Sai de lá e passei numa loja de colchões e camas. Mais feliz (e mais pobre), voltei para casa. E antes das 21h, o Felipe já estava comigo, cuidando de mim novamente. A cada 3h, ele fazia a mistura de pomada indicada pelo medico, me ajudava a passar no corpo, conversava comigo para que eu não surtasse e me ajudava a lembrar dos remédios. Não que eu precisasse de ajuda para lembrar de tomá-los, nesta situação, estava mais para ajuda para não tomar os remédios em demasia!!! Fico olhando no relógio num desespero só para saber se já posso tomar o próximo e estar mais perto de estar recuperada. 

Montamos tudo na sala, para me tirar do ambiente do quarto, onde eu teoricamente estava piorando. A cada dia, aparecia um novo sintoma. Mãos e pés extremamente inchados, doendo e vermelhos. Pernas com manchas roxas após eu andar, ficar de pé ou tomar banho. Pomada, remédios e muita paciência. Dor nas pernas. Preocupação e mais incomodo. E ele aqui comigo. Acho que nem soube como agradecer, como dizer que sem ele aqui eu não sei como estaria aguentando. Ele, que deixou seus problemas e preocupações de lado, para vir aqui e cuidar de mim. Até os gatos estão diferentes comigo. Sabem que não devem ficar em cima, como costumam ficar. Estão próximos, mas não estão grudados comigo. 

Amanhã mais medico, remédio. E mamãe. Ela vem aqui fazer companhia e ver como estou, enquanto eu espero que a semana passe logo, que eu fique boa e o Felipe possa vir novamente. E que no próximo encontro eu esteja 100%, para poder retribuir todo o cuidado das últimas semanas.
[Continue reading...]

9 de janeiro de 2014

Nadz no Monsters


Há uns meses atrás eu fui ao meu primeiro festival de rock! SIM! Um festival de rock de verdade! O Monster of Rock, aqui em São Paulo. Foi o primeiro show de rock que eu fui. E foi o máximo. A gente já tinha conversado várias vezes sobre se devíamos ir ou não. Um grande festival não sai barato e nenhum de nós dois (eu e meu Guitarrista) tínhamos carteirinha de estudante. Então já tinhamos praticamente desistido de ir.


Alguns dias antes do show uma amiga do Felipe, que já havia comprado ingresso, nos avisou que não poderia mais ir ao festival e queria vender sua entrada. De estudante. Ok... ambos somos estudantes... mas sem ter como comprovar.

Liguei do celular para a FGV para solicitar o comprovante de matrícula (e a nova carteirinha da faculdade) e ficou combinado que na sexta-feira a noite (era quarta-feira) eu poderia retirar e pagar o comprovante.

Na sexta-feira saí correndo do trabalho direto para Santos. Minha mãe me buscou na rodoviária e corremos para a FGV, para pegar o atestado de matrícula. Corri na recepção enquanto minha mãe esperava no carro, afinal era para ser rapidinho. Mas obviamente, quando cheguei lá a pessoa que eu tinha falado ao telefone e que tinha anotado meus dados para dar entrada no pedido, mal lembrava de mim. Não havia dado entrada em nada e nem sequer sabia qual procedimento deveria tomar para entrar com o pedido do atestado.

Ingresso na mão!
Não saí de lá. Conversei, expliquei e para minha sorte uma outra moça que trabalhava na secretaria resolveu se intrometer (pedindo desculpas enquanto eu mais do que sorria para sua intromissão) e dizer que achava que tinha entendido o que eu queria... Ainda bem! Pois a secretária que me atendia no momento ía me empurrar para outra pessoa, pois não sabia exatamente o que eu queria. Eu paguei pelo pedido e elas me garantiram que no dia seguinte, sábado (o show era domingo!), o papel estaria pronto e assinado. Era só esperar que a pessoa responsável chegasse no horário no dia seguinte bem cedinho de manhã...

Quase pronta!
E no dia seguinte eu estava lá de novo... o pedido não tinha sido feito, e ninguém estava sabendo do assunto! Outra alma caridosa resolveu entrar com o pedido (depois de eu mostrar meu comprovante de pagamento) e aguardamos a chegada da responsável pela assinatura.

Pronto! Atestado de matrícula na mão, tínhamos menos de uma hora para correr à STB e fazer a carteirinha de estudante. Fomos eu e Felipe, ele quase surtando no carro. Mas lá deu tudo certo! Fomos super bem atendidos e saímos de lá com nossas  carteirinhas de estudante prontos para comprar meu convite. É, eu ainda não tinha convite. Viemos para São Paulo e compramos daqui. Aí só alegria!

Domingo de manhã eu já estava ansiosa e contando os minutos, achando que iria atrasar (!!!) e ía perder todos os shows ou que não iria aguentar ficar tanto tempo no mesmo local (sou meio hiperativa). Saímos de casa mais ou menos às 15h30, pegamos metrô e andamos muuuuuuuuuuuuuuuuuuito no sol para chegar até a Arena Anhembi.





DEsfilei na avenida... só que não no carnaval!


Grudada no telão para ver o Buckcherry
A primeira banda que paramos para ver no palco foi o Buckcherry. Eu conhecia pouca coisa deles, mas era uma banda que eu não queria perder de jeito nenhum e o show deles estava programado para começar às 17hs. Sabe aquela coisa de amor pela banda por causa de uma única música que você ouviu uma única vez? É , foi assim comigo e com Buckcherry. Eu sabia que não podia perder o show porque eles íam tocar a tal música... mas também como estava na maior expectativa, morria de medo de descobrir que todo resto sobre eles era uma droga! 



"Sorry" - Buckcherry

Link para o show completo no festivalBuckcherry Monsters of Rock 2013 Completo
Muito melhor que o clipe ali em cima, né? Sem comparação!!! Quanto mais eu vi e escutava, com o Felipe segurando a minha mão, mais eu curtia a banda. E principalmente, o momento. As pessoas cantavam junto, as vezes sem saber a letra (como eu), gente dançando e bebendo, gente de todos os tipos viradas para o palco. Só curtindo.


E aqui estão eles... hã? Onde?!




Quando começou o show do Ratt, nós nos afastamos para comer. Não era muito a nossa praia. E nossos amigos falaram que o vocalista estava chapado e que o show foi uma decepção O.o

Show do Ratt

Nós dois :)

Com nossa amiga Amanda

Primeira vez pra tudo!



E o show do Whitesnake! O Felipe não curte muito esta banda, mas vimos um pouco (enquanto comíamos de novo!) e eu curti bastante. Não conhecia as musicas, mas achei a banda incrível, animação contagiante! E reparem na camiseta que ele estava usando ;)
Time for Whitesnake!
Link para o Show do Whitesnake


A parte mais esperada da noite... pela maioria das presentes! AEROSMITH! O show foi incrível e contou com uma produção espetacular desde a abertura até o encerramento. Tirei milhões de fotos, mas Stevem Tyler pulava e girava tanto, mas tanto, que apenas umas poucas se aproximaram da decência.



Foto do telão

Para completar... não poderia faltar o show do Aero :)

Sei que demorei demaaaais para escrever sobre o festival... Mas não mais irei desaparecer ;) 
Beijinhos ^.^
[Continue reading...]
Designed By Yasmin Mello | 365 dias