28 de dezembro de 2012

My Wild Christmas!

Eu não estava animada para o Natal. Não sentia este espírito natalino, nem mesmo a vontade de estar com minha família. Achei que não me divertiria em estar com eles, pois são todos próximos e amigos que eu finalmente percebi como me distanciei de todo mundo, que não sei suas novidades e que as vezes não temos nem o que falar um ao outro.


Pronta pra festa!
É, eu não estava nem um pouco animada. Comecei a me arrumar um pouco antes do meu pai passar de carro para nos pegar. O calor não ajudava em nada, é terrível fazer maquiagem quando o dia está quente e úmido. Mas eu ao menos queria me sentir bonita...

O Guitarrista chegou do trabalho e logo encontramos com meu pai para irmos à São Paulo, onde moram meus tios e onde seria o Natal.


Ao chegarmos, minhas primas estavam se arrumando e eu aproveitei para tirar fotos do ambiente, da decoração de Natal. Eu mesma não tive animação para decorar minha casa. Não sou cristã (como a maioria de vocês já sabe), mas confesso que mesmo para decorar minha casa para o Litha, não tive animação suficiente.

      

Decoração e comida!!!!
 
 
Logo as coisas começaram a ficar mais agitadas, mais com cara da Família Paes Leme. Éramos primos, primos de primos, amigos e agregados e uma bagunça só. Todo mundo falando ao mesmo tempo, bebendo e rindo. Alguns fumando concentrados na área de serviço, outros sentados no sofá confortavelmente. Vi que estava errada sobre tudo que havia pensado e sentido nos dias que antecederam nossa reunião. Todos me receberam com carinho e eu não me senti excluída em nenhum momento. Mesmo quabndo não sabia de algum assunto ou situação que eles comentavam, logo me era explicado e eu me sentia por dentro. Era como quando éramos crianças... sabe? Quando você chega de sopetão no meio da festa e as outras crianças logo te dão um personagem para ser na brincadeira ou alguma posição para você participar. Afinal... quanto mais melhor!
 
Foto clássica da Geração 2
Foto Clássica da Geração 3

Todos os anos tiramos as mesmas fotos. Os seis primos; primeiro em ordem de nascimento, depois em ordem de altura, depois naquela confusão geral. E a gente mal conseguia conter o riso, e todos os anos as mesmas piadas. E todos os anos são engraçadas.
E a ainda mais tradicional foto de (quase) todos!
Cumprimentos pelo Natal!
Acho que foi realmente um de nossos mais divertidos natais. Novamente, quase esquecemos da meia-noite, os presentes e a comida. Mas celebramos como se fosse a virada do ano. E pouco antes da troca de presentes a maior surpresa, que tornou o Natal mais romântico e mais especial também. Meu primo Baterista pediu sua namorada em casamento. Enquanto ele se ajoelhava em sua frente e ela tentava sem sucesso segurar o choro, a família toda gritava. Palavras sem sentido, assovios, beijos e o que mais fosse imaginável. Fiz até um filminho, mas não consigo postar em lugar nenhum, infelizmente... pois foi lindo!!!


Vovó Cecília e o Baterista : "Tenho algo especial a fazer..."
Eu acho que ela vai dizer sim...

Adicionar legenda

Presentinho :D
 
Presentão para as Netas!
Vó LINDA!!!!

Vó linda que ama corujas!

 
Descemos para o apartamento do meu irmão para dormirmos já era quase 5hs. E quando acordamos às 9hs para voltarmos a Santos, descobrimos que a festa ainda não tinha acabado... os últimos festeiros estavam ainda pensando em ir dormir. Chegando em Santos, nos arrumamos para o Natal na casa da minha mãe... todo mundo com cara de acabado! Mas mesmo assim também foi super gostoso, super "família" :) Mas esta correria toda me deixou muito feliz, muito animada, como há tempos não ficava. Agora é esperar pela festa de Ano Novo, família junta e bagunçada novamente... e que venha um 2013 melhor e melhor :D


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22 de dezembro de 2012

Meu pequeno liefje!


Acho que alguns de vocês acharam que eu jamais voltaria para falar do Morris... meu pequeno e lindo Morris.

Mas a verdade é que nosso relacionamento foi sempre tão intenso e tão incrível que ficou bem mais difícil para mim relembrar cada momento e escrever aqui. Eu não achei que me apegaria tanto a ele. Primeiro porque sempre tive mais afinidade com meninas, segundo porque ele era apaixonado pela au pair anterior, a Kika. E mesmo com 3 anos de idade, ele sabia que eu chegando... a Kika iria embora. Então, num primeiro momento, eu era a vilã a ser combatida.

Quando acordava e descia as escadas da casa em Haia, me encontrava na sala e quando passava por mim passava o mais longe que conseguisse, fazendo praticamente uma meia lua a minha volta... para ficar o mais distante possível. Eu ficava sem graça, me culpando por não conseguir fazer amizade com ele. Meu Host Father ria e sempre me garantia que ele iria se acostumar comigo. E isto realmente aconteceu!
Mas não foi tão simples. Sua maneira de me testar e me levar ao limite era bem diferente de suas irmãs. Elas gostavam de mim, queriam minha presença e queriam me conhecer, mesmo quando eram birrentas ou malcriadas. Já o meu menino, que naquela época não era nada meu, brincava comigo só para me dizer que eu não fazia nada como sua Kika. E que eu nunca seria ela.

Eu sinceramente achei que nosso relacionamento nunca iria melhorar. Até aquela noite que eu comentei aqui há muito tempo, lá na casa em Haia, quando sua irmã veio me dizer que ele não queria dormir e queria ficar comigo. Fiquei quase desconfiada. Mas ele estava lá e eu queria ser sua amiga. E ele finalmente se abriu a mim e procurou me conhecer e gostar de mim por quem eu sou : a sua Nana!

Nunca senti ciúme da Kika e de como ele falava dela. E também nunca achei que ela tivesse sentido ciúmes de mim quando finalmente eu e meu liefje nos aproximamos. Pois era claro que ele nos amava as duas. E que ambas éramos importantes da mesma forma. E eu nunca deixei que ele esquecesse quem ela era em sua vida. Acho que porque eu não gostaria de ser esquecida por ele.
 
Nós viramos amigos. Ele era meu cúmplice, meu companheiro e me entendia as vezes como adulto. Sabia quando eu estava triste e me abraçava e beijava descaradamente para "fazer a dor passar". Ou quando eu brigava com ele e ele nunca ficava bravo diretamente comigo. Ele também aprendeu uma habilidade incrível... saber antecipadamente quem gostava de mim ou não. E era perceptível sua atitude mudando quando ele percebia que alguém me chateava. Ele sentia. E ele também se chateava.
 
Eram muitos beijos. Muitos abraços. E sempre me dizia que me amava. Era o pequeno... era o meu grande amor por lá e eu nem posso acreditar que já passou tanto tempo. Ele tinha 3 anos, hoje está com 6.
 
Hoje nos falamos menos do que eu gostaria. A diferença de horário entre nossos países e a vida atarefada que eu levo aqui dificulta tudo. Mas ainda recebo fotos dele e o vejo algumas vezes quando seu pai vai colocá-lo na cama. E ele sorri na webcam e me deseja boa noite "Welterusten"... e meu coração fica apertado que só. Então percebo que todo este tempo não consegue apagar o amor que sinto por ele...
 



 






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17 de dezembro de 2012

Um presente especial!

Semana passada eu recebi um presente LINDO!!! E não foi um presente qualquer. Foi especial!
 
Há alguns meses, postei sobre minha saudade de algumas coisas na Holanda; em especial a saudade do Iced Tea com gás! Algo que não temos no Brasil e que eu adorava tomar quando morava na Holanda.
 
E sem esperar recebi um lindo presente de final de ano. Minhas duas "au pairs" Deborah e Talita; na Holanda, se deliciando com uma garrafinha de Iced Tea com gás, meu preferido. Uma surpresa linda... e me senti feliz, realizada. Tê-las ajudado a se tornarem au pairs em um país que eu amo tanto, ser sua agente e estar quase presente em alguns de seus momentos... e o que mais me fez feliz... ser lembrada!!! Mais que um presente real, físico... ser lembrada por elas me faz sorrir sem parar e ter a certeza de que eu amo ser quem eu sou e fazer o que eu faço por elas!
 
E morrendo de saudades da Holanda, parece que eu ainda estou presente, mesmo que ali... naquela garrafinha de Iced Tea :)
 

 
 
Obrigada!!! 
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13 de dezembro de 2012

Como uma dona de casa!

Esta é a terceira semana que eu desfruto em casa.
 
Após ter me desligado do trabalho, de tudo que estava errado comigo lá e de tudo que me desanimava, entro em mais uma semana como desempregada! Ok... não posso dizer que não esteja traqbalhando. Estou sim, e bastante. Como a maioria de vocês já sabe, eu sou uma Au Pair Agent e trabalho principalmente com a agência Huisje Boompje Nanny. É praticamente um trabalho freelance, mas eu gosto muito. Como o retorno financeiro não é muito, comecei a expandir esse negócio, estudar mais sobre os serviços que posso oferecer às meninas e como prepará-las melhor. E estou torcendo para dar certo, especialmente enquanto o "emprego dos sonhos" (ok, não existe, mas eu posso sonhar um titinho!!!) não aparece para mim.
 
Acordo entre 8:30hs e 9:20hs da manhã. Faço um café quentinho e doce que desfruto vendo as notícias em algum canal como a BBC World News, e assisto também meu gato abrir e fechar os olhos na maior preguiça. Ligo o computador e entro no mundo da HBN : revisar Applications, sugerir melhorias nas fotos e montagens, entrevistar as meninas, entender como funciona o mundo de cada uma e como é sua personalidade.
 
Tenho uma fraqueza... as 11hs adoro assistir SuperNanny. Me divirto com as confusões e acho que aprendo muito para o dia em que eu precisar exercer as táticas da Jo Frost (quando eu for mãe!!!).
 
Ontem fiz diferente, às 14hs peguei minha bicicleta e fui pedalar na ciclovia da Av. Ana Costa. Delícia. Um calor do cão... mas o ventinho estava gostoso, a paisagem também e eu todo animada por ter resolvido finalmente sair de casa e praticar um exercício! Na volta parei para tomar um sorvete e notei que meu corpor tremia, eu nunca havia suado tanto e mal conseguia manusear a colherzinha para retirar o sorvete do copinho. Tremia demais. Suava demais. Voltei para casa. Tomei o banho gelado maaaaais gostoso do ano! E fui ser dona de casa : lavar roupa, estender no varal, arrumar quarto e sala, e tudo mais! UFA!!!!

A noite comecei a me sentir esquisita, meio tonta ou desorientada, como se o mundo girasse um pouquinho e eu precisava sentar. Acho que muita calor e exercícios puxados não combinam comigo. Devia ser mais esperta, escolher melhor os horários de praticar cada atividade.

Enquanto esse calor ameaça me inutilizar, continuo trabalhando nas coisas que sei que preciso melhorar. Construindo meu website, escrevendo meu livro e agora... pensando na minha saúde antes de sair feliz e saltitante achando que vou emagrecer para o verão. Verão está aqui já... e é melhor u estar saudável para aguentar do que acabada e desfalecida e não aproveitar nada!!!

Beijos e até breve!
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6 de dezembro de 2012

Não desta vez... ainda

Agência em que me inscrevi
Mais uma dinâmica de grupo, mais um dia de atividades, dicussões e tarefas e depois aquela ansiedade apertando o peito. Será que passei?
 
Pois é, desta vez ainda não. Como eu já havia comentado, quero mudar de vida; quero crescer e ter uma carreira digna. Quero trabalhar num ambiente saudável, com desafios e correria, sim... mas onde as pessoas se respeitam e onde há possibilidade de crescer. Mas a cultura do trabalho no Brasil ainda é deficitária, ainda há muito local aqui que acredita que o papel do chefe é aterrorizar seus funcionários para que eles entrem nos eixos. E nem toda pessoa tem perfil para ser chefe... pois para ser chefe é preciso antes ser líder! E liderar não é sinonimo de mandar, liderar é ouvir, conciliar, trabalhar, dar duro, driblar dificuldades e motivar a equipe. Uma equipe desanimada e insatisfeita não consegue ser produtiva.
 
Então há pouco tempo comecei a me inscrever nos processos de trainee. Sei que deveria ter começado a procura antes, mas estava acomodada... estava um pouco receosa. Não sabia se teria chances... mas e que chances eu poderia ter sem tentar??? Então tentei.Me inscrevi em alguns processos, passei pelas primeiras fases e fui seguindo caminho... dinâmicas de grupo, testes de raciocínio lógico, inglês e outros, inúmeras conversas com os departamentos de RH e até com gestores das empresas pretendidas.

Trainee...
E até agora... nada! Cheguei bem perto, mas não pude comemorar ainda. Mas não posso nem dizer que saí de mãos abanando... porque aprendi muito. Conheci locais incríveis nos quais eu realmente gostaria de trabalhar. Há o desafio, o stress e a correria de uma empresa normal... mas há também o respeito e a possibilidade de desenvolver uma carreira promissora. Possibilidade de crescer!

As dinâmicas que participei foram instigantes. Havia um medo, uma animação e força de vontade, tudo junto. Torci por algumas pessoas, vi muita gente qualificada e capaz e também escutei que meu nome não estava entre o dos escolhidos. Nos separaram em dois grupos. Ouvi um nome ser chamado, o segundo e lembro de pensar "Se meu nome não estiver entre o deles... sei que já era". E assim foi.

Fiquei triste, no ônibus de volta para casa quis até chorar. Não consegui. Não sei por que. Queria muito a vaga... mas apesar de estar triste, sentindo-me um pouquinho fracassada... não conseguia parar de pensar que então meu caminho é outro e que estou mais perto de chegar lá. Claro que no momento estou com medo... medo de que nada dê certo na minha vida, medo de nunca saber exatamente o que fazer ou como fazer.

Depois outra resposta negativa e eu já não era tão forte. Aí chorei um pouco e me permiti soltar a frustração mantida aqui dentro em relação a ambos os processos. Fiquei bem, sei que sim. As vezes é bom soltar um pouco, respirar fundo, sorrir e continuar lutando. Com espírito renovado.

 
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29 de novembro de 2012

Ser au pair na... Dinamarca?

Dando continuidade às nossas buscas por oportunidades no exterior e intercâmbio, me deparo com a idéia de ser au pair novamente. Afinal, este é um caminho que eu já percorri. Já conheço o processo, já sei o que se espera de mim e adoro crianças.
Tenho já 26 anos e meu maior medo é “fazer carreira de au pair”, já que a experiência é basicamente para vivenciarmos uma cultura diferente, aprendermos um novo idioma e fazer muitos novos amigos. Além disso não é todo país que aceita alguém acima dos 25 anos e também não é toda agência que aceita um male au pair ,caso meu namorado resolva que também quer seguir este caminho.
 
Para quem já completou 26 anos, o número de países que aceitam que você se torne uma au pair diminui. Por isso, há neste post uma pequena seleção (que pode aumentar com a ajuda de vocês) das agências em cada país, tudo pensando em que já passou daquele 1/4 de século... mas que ainda deseja uma experiência como esta.
 
Então comecei a preparar uma coleção de posts sobre o tema, um post sobre cada país, com suas regras, as agências e quem sabe algum depoimento (se eu conseguir algum!!!).
 
Sobre au pair na...

Dinamarca
 
A Dinamarca é um país do norte da Europa, na Escandinávia; composto por uma grande península e inpumeras ilhas e que faz fronteira com a Alemanha ( e a Suécia e Noruega pelo mar). Seu idioma é o dinamarquês, que chega a ser próximo do sueco e do norueguês. Mesmo sem ter aderido ao euro, a Dinamarca é membro da União Européia desde 1973. Cerca 9% das habitantes são estrangeiros, e sua maioria vem de outros países escandinavos.
 
Regras do programa de Au Pairs:
 
* Ter entre 17 e 29 anos de idade
* Não ser casado; ter sido casado ou viver com um parceiro no momento do requerimento.
* Não ter filhos
* Ter completado um mínimo de 9 anos de escola.
* Ter um conhecimento razoável de alguma dos idiomas a seguir : dinamarquês, sueco, alemão, noeruguês ou inglês (ufa!!!)
* Não ter sido au pair duas ou mais vezes em outros países europeus.
* Não ter vivido na Dinamarca anteriormente com visto de residência.
* Não ter a mesma nacionalidade de algum membro da Família Hospedeira.
 
Website do Departamento de Imigração da Dinamarca - Parte sobre au pairs!
Au Pair Denmark : http://www.aupairdenmark.com/ - agência de au pairs na Dinamarca. O valor da mediação apenas é cobrado após a au pair já estar em solo dinamarquês.

Agências :

Elite Au Pair
AuPair Denmark
AuPair Agency Denmark
Au Pair Escandinávia
Global Exchange - Website em português



Depoimentos:

(No momento não recebi nenhum... assim que receber, estarão aqui para vocês)

Blogs de brasileiros na Dinamarca:

Ludimila Daily Life in the DK - Foi au pair na Dinamarca e tem muitas informações legais sobre o país.
Cátia na Dinamarca - Ex au pair na Europa e hoje mora na Dinamarca

 Beijos a todos vocês e por favor, compartilhem informações relevantes sobre o programa de Au pair na Dinamarca para que eu possa atualizar sempre este espaço ;)
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20 de novembro de 2012

Indicada ao Prêmio Liebster


Mal consegui acreditar ao ver o comentário da Waleska (Uma brasileira em Nashville) no meu post passado, dizendo que havia indicado a Caçadora de Esmeraldas ao prêmio Liebster. Este prêmio é dedicado a blogs com menos de 200 seguidores que sejam exemplo de amabilidade, gentileza e beleza do blog. Fiquei super linsonjeada... ela lembrou de mim! E o mais incrível, lembrou do blog... este meu espaço as vezes esquecido, as vezes perdido e muitas outras vezes simplesmente amado.
Esse é o segundo selinho do blog! AMEEEEEI!!!

O desafio que ela lançou para mim é escrever "os 11 momentos que mudaram a minha vida".   

 "Os 11 momentos que mudaram a sua vida"
1. O dia em que ao invés de minha mãe me bater, como ela costumava fazer quando eu havia sido terrível (como sempre), ela olhou no fundo dos meus olhos e disse "Eu esperava mais de você. Achei que você era mais madura, que não iria ligar para isso e não iria agir assim sem pensar." Eu havia batido em um garoto que estava me azucrinando no clube e que estava me xingando e humilhando. Eu era muito brava e violenta... e sempre apanhava por isso. Não lembro do que eu fazia, só lembrava de apanhar muito. Esta vez eu lembro tudo... lembro o que ele fez e como eu reagi; tudo porque minha mãe agiu diferente aquele dia. E eu, então com 4 ou 5 anos, me senti responsável por minhas atitudes e pela dor do menino...
2. Quando aprendia  escrever... e escrevi, aos 6 anos, meu primeiro livrinho. A história de uma princesa. Consistia em 4 folhinhas, frente e verso, do meu caderno de caligrafia. Infelizmente, o "original" se perdeu...
3. Ter decidido adotar o Kimi, meu gato preto e lindo. Foi o primeiro passo para que eu virasse "gateira" assumida!!! Ele mudou meu mundo, meu jeito, me tornou uma pessoa melhor e mais consciente das necessidades dos animais. Ele abriu as portas para que eu adotasse a Mia anos mais tarde!
4. Quando recebi a notícia da morte do Renato, meu namorado na época, em 2003. Todo mundo que já perdeu alguém sabe que tudo muda e que você não é mais o mesmo. Ele foi a primeira pessoa que realmente perdi e era também a mais próxima.
5. Jogar The Sims pela primeira vez. Ok... o que isso mudou na minha vida? Vejam bem... até minha monografia teve a ver com o jogo... "Como os EUA exportam o American Way of Life através do The sims 2". Então, só por isso dá para perceber como este jogo teve importância,né?
6. Ter sido Au Pair na Holanda. Para todos que acompanham o blog, ser au pair é algo que por mais que tenha terminado ainda continua mudando a minha vida, diariamente. Ainda amo minhas kids, ainda falo e lembro delas, ainda sou apaixonada pela Holanda e tudo que aprendi por lá.
7. Ter despertado para o caminho da Wicca e da Bruxaria. Creio que sempre fui bruxa, sem saber. Mas despertar para o mundo da magia, acordar em mim o amor pela natureza e tudo mais o que sigo... foi incrível.
8. Ter estudado na Unesp. Como Universidade pública, pude conhecer a realidade da educação no Brasil, toda sua qualidade e toda sua dificuldade.
9. Ter sido escoteira. Acho que muito do que sou vem do que aprendi quando escoteira. Minha moral, minha ética, meu desejo em ajudar os outros.
10. A segunda primeira vez que beijei meu namorado, três meses antes de eu ir para a Holanda. Sem ter me apaixonado acho que eu nunca mais teria sonhado em voltar ao Brasil... :)
11. O dia de HOJE... Por que? Simplesmente porque todos os dias eu digo que vou mudar e nunca muda... mas HOJE será diferente... EU VOU FAZER diferente!!!!

Os 4 blogs que eu indico ao prêmio Liebester :
-Necessário que tenham menos de 200 seguidores e que não tenham ainda recebido o selinho!

http://livrodos365dias.blogspot.com.br
http://carolbrasilhungria.blogspot.com.br
http://www.diariodeumavidaestrangeira.com
http://familyaround.blogspot.com.br

E o desafio de vocês é..... " Os 11 momentos em que você tinha certeza de que o resultado seria um... e foi outro, totalmente diferente" :)))))


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18 de novembro de 2012

Concurso de Fotos Internacionais!!!


CONCURSO CULTURAL!!!

A caçadora está lançando um concurso de fotos de intercâmbio/viagem a outros países. É para mandar uma foto em que você apareça, que represente para você a frase :

"E eu nunca mais serei o mesmo..."
...

PRÊMIO: A Esmeralda vencedora terá um post inteiro dedicado a sua foto e poderá escolher um prêmio da loja virtual Arthyc Jewels, de Ferlin Yoswara. Os itens disponíveis para o prêmio serão divulgados em breve... mas a todos os interessados no concurso, chequem a página Arthyc Jewels e confiram algumas das criações que vocês estarão concorrendo!!!
Página Arthyc Jewels : http://www.facebook.com/ArthycJewels

Escolha por número de "Likes/Curtir" no dia 19 de dezembro de 2012. Participem!!! Quanto mais cedo vocês escolherem suas fotos e enviarem, mais chances de receber curtidas elas terão!

REGRAS :

 - Não é necessário morar no Brasil
- Você precisa aparecer na foto
- A foto deve ser tirada em algum país que não seja o seu nativo
- Você pode concorrer com quantas fotos quiser (de locais diferentes)
- Mande sua foto até o dia 10 de dezembro.
- No dia 19 de dezembro, o vencedor será conhecido pela quantidade de "likes/curtir" que tiver a sua foto, devidamente postada na página da Caçadora de Esmeraldas.
- O vencedor irá escolher um dos itens disponíveis na loja Arthyc Jewels, que será pago pela Caçadora e enviado pela loja à sua localidade.
- Ao mandar a foto para a Caçadora, informe seu nome, e-mail (não será divulgado) e local onde a foto foi tirada.
- É permitido descrever com uma frase seu sentimento ao tirar a foto escolhida.
- Os participantes aceitam que suas fotos sejam divulgadas na página do blog no facebook e no blog (em um post sobre todos os participantes e suas "caçadas")
- O vencedor aceita que seja feito um post especial sobre sua foto. De autoria da Caçadora de Esmeraldas.
- O vencedor terá a opção de escrever sobre o dia em que tirou a foto e o que sentiu com sua experiência fora (viagem, intercâmbio, trabalho, etc).

PARTICIPEM E FIQUEM LIGADOS!!! Divulguem o concurso e divirtam-se!!!

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23 de outubro de 2012

Um novo intercâmbio...


Mesmo antes de retornar de meu ano no exterior, eu já pensava em minha próxima aventura fora das fronteiras brasileiras. Minha intenção não era voltar e logo ir embora. Eu tinha de me formar primeiro e discutir as possibilidades de intercâmbio com meu namorado, o Guitarrista.

Ele nunca foi muito animado com a idéia de morar fora como eu. E brigamos muitas vezes por causa disso. Eu, toda sonhadora e animada. Ele, sensato e realista. Fomos levando a vida por aqui, passei as oportunidades em frente e brinquei de fazer casinha. Mas nossa vida continuava difícil, o trabalho sem nos dar satisfação profissional e acho que cada vez mais minha busca por isso atingiu o Guitarrista. Agora parecia que ele não mais apenas sonhava com sua aposentadoria, mas que gostaria de desfrutar de uma satisfação em sua carreira também. E por isso eu já sou realizada.

Começamos juntos a buscar possibilidades de intercâmbio. A nos questionar ao que queremos e por que queremos. A rever o que temos aqui e balancear se podemos abrir mão de algumas regalias do Brasil e da vida conjunta.

Acho que algumas perguntas precisam ser respondidas para que possamos escolher o melhor para nós e nosso momento atual. Definir o que buscamos realmente, de que formas e onde podemos encontrar isso, se há possibilidades de fazermos isso juntos, o investimento necessário, se é possível levar nossos filhos (gatos) em algum momento futuro, qual o retorno financeiro/ profissional/ acadêmico esperado e muitas outras perguntas que ainda nem consegui pensar.

Hoje estamos os dois a mil, pesquisando, anotando, procurando depoimentos, agências e países. E juntando dinheiro. Claro. E hoje, com a internet, existem tantas possibilidades legais... Tantas coisas ainda a serem encontradas. Só de pensar nisso já fico animada... Motivada, feliz!

Estudos de idiomas, mestrados, pós-graduação, au pair, trabalho temporário, navios cruzeiros, work & travel, voluntariado... é um mundo a parte! E eu quero ser parte disso... alguma coisa tem que ser para mim!

 
Aqui na minha mina de esmeraldas vou registrar cada passo desta nossa busca. E gostaria que se algum de vocês tem dicas de locais, intercâmbios, agências, contatos... Por favor deixe a sua esmeralda (comentário) aqui. Uma das partes gostosas dessa paso de pesquisa é ir atrás de tudo que me indicam e que eu ouço por aí...

Até breve!!!
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17 de outubro de 2012

Fazendo o Match

Foto: Achada no Google
Desde que comecei a fazer freelance para a Huisje Boompje Nanny (ou HBN) falo muito com as futuras au pairs e sempre procuro dar sugestões de como escolher família, de como ela podem se precaver ao máximo e evitar problemas futuros e até meios de lidar com problemas caso eles apareçam.

Percebi que pouco falei do meu processo. Das dificuldades que realmente passei por não ter levado em conta as minhas próprias dicas. Por ter aceitado muitas respostas sem averiguar se minha rotina, meus benefícios seriam mesmo aqueles que foram prometidos. E principalmente por ter feito todas as negociações com um só Host ( o Host Father) e não com os dois como deveria ter sido, já que eu moraria e viveria com os dois.
Encontrei a família pelo Au Pair World, ou APW como a maioria de nós se refere a ele. Na época eu ainda não havia escolhido o país para o qual eu iria e o que exatamente eu esperava do meu ano como au pair. Era novembro de 2007. Eu sempre gostei de bebês e sempre tive facilidade para lidar com crianças pequenas, mas mantive contato com diversas famílias com crianças de todas as idades também. A Família Nouwens era composta pelos país e seus três filhos: Iris, então com 6 anos (na primeira vez que conversamos), Luna, com 4 anos e Morris com 1 aninho. Todos uma graça. Conversamos bastante e eu logo gostei deles. Eu também havia dito que não poderia ir em 2008, que só embarcaria em 2009, então eles arrumaram uma outra au pair para o ano seguinte.
Eu pretendia tirar o ano 2008 para esclarecer todas as dúvidas e descobrir se esta era a família certa para mim. Mas cometi um grande erro, logo de cara falamos em MATCH e mesmo fazendo as perguntas que eu queria e avaliando se seria uma boa decisão da minha parte ser a au pair desta família, eu já não me sentia no direito de dizer a eles que gostaria de conversar com outras famílias. Eu já me sentia mal por até pensar em desfazer o MATCH depois deles terem investido tanto tempo em mim.

Fiz uma lista de perguntas, mas já achava que não haveria nem porque de fazê-las mais, afinal o MATCH eu já tinha. Mas e aí? E a adaptação e conhecer a família e saber se realmente tinhamos um perfil semelhante? Nada disso rolou comigo. O Host Father logo me colocou em contato com suas au pairs, que tinham realmente muitas regalias e uma vida muito divertida na Holanda. E eu estava , logicamente, empolgada. Até presente de aniversário eu recebi pelo correio! Claro... hoje em dia posso perceber as táticas para conquistar uma menina deslumbrada com a possibilidade de ser au pair no exterior e se unir à família perfeita. Mas infelizmente nenhuma família o é.
Respostas que deveriam ter soado um alarme em minha cabeça:

- Eles não tinham uma rotina diária nem schedule. Não sabiam o tanto de horas que eu trabalharia e nem que horas começaria o dia ou o terminaria. Disseram também que eram flexíveis às minhas necessidades e que seria mesmo como uma família...

Não caia nisso! Família sem rotina significa que você não tem horário fixo de trabalho, o que também significa que pode trabalhar a qualquer hora, ou a toda hora!!! Também significa menos delimitação entre o que é seu espaço/tempo privado e o que é destinado ao trabalho. Se você já fica confusa... imagine sua Family... podendo contar com você 24hs por dia, 7 dias por semana...

-Falavam mais sobre o país e sobre o que eu poderia ver do que sobre as crianças. 

Isso já é óbvio. Eu já havia conhecido as kids pela skype, mas pouco sabia sobre seus temperamentos, seus gostos e o que gostavam de fazer. Eu pressionava, mas as respostas eram evasivas. Queria poder me preparar com jogos, brincadeiras e outras coisas para ganhá-los, mas sem o apoio dos pais sobre quem realmente eram as crianças, ficava difícil.

-Umas das kids tomava remédio diário e eu não fui informada.

Também não pensei em perguntar, não imaginava que haveria uma situação assim. Mas havia. Como já comentei, minha menina mais velha tomava um remédio forte e diário e eu nunca havia sido informada de sua importância ou condição. É sim importante perguntar se as crianças tomam remédio ou se tem alguma condição especial de saúde, como asma, dislexia, hiperatividade ou qualquer outra coisa que requeira alguma atenção especial sua.

- A au pair anterior dirigia para todos os cantos e levava as kids de carro aos seus destinos. Meu Host Father havia me dito que eu não precisaria de carro. Como assim???

Quando eu disse que não gostaria de dirigir porque tinha medo, meu Host Father me assegurou que eu não precisaria do carro para nada. Disse que se eu quisesse poderia usá-lo, que ele me encorajaria e que eu iria voltar craque na direção. A verdade era que dirigir era uma condição primordial da Host Mom e meu Host Father falou a ela que eu dirigia e que logo pegaria o jeito da Holanda. Confusão formada!

-A família estava para mudar de casa, o pai iria mudar de emprego em breve e ninguém falou/ pensou nas novas necessidades da família.

Toda mudança gera uma transformação grande em qualquer família. Mesmo que momentâneas, as necessidades daquela família pode mudar e você terá de se adaptar a elas. Meu Host father sempre me contava sobre o que a Au Pair#2 (eu fui a três) fazia, o que precisava fazer e o que se esperava que ela fizesse. E quando eu entrei para a família, tudo estava mudando e as necessidades deles haviam mudado também. Havia agora um pai a menos na casa por alguns dias na semana, o que acarretava mais trabalho para mim e para a Host Mom. Como antes ele trabalhava em casa, ele se dispunha a ficar com as kids para que sua au pair viajasse um dia ou outro a mais e quando eu cheguei isso não seria mais possível.

Mas nada disso me foi dito. A idéia vendida foi a mesma que a vivida pela Au pair#2... mas eu sou uma outra au pair... nova, numa realidade em constante mudança... mudança de cidade, emprego do Host, mudança de escola e acho que eles nem pararam para pensar que o que eles precisavam de uma au pair também mudaria. Então... cabe a você perguntar a eles sobre a rotina e se tem planos para alguma mudança seja ela de ambiente, de escola das kids, de casa, de emprego, divórcio, perda de um familiar ou bichinho de estimação. Tudo influencia!!!

Minha Host Mom era bem mais rígida e por mais que tenhamos nos dado super bem após um tempo, o começo foi sofrido. Para nós duas. Eu me colocava no lugar dela com frequência... após constatarmos o que havia sido prometido a mim e o que era a realidade da família (especialmente o lance de dirigir), a Host; que não queria se envolver no processo de seleção de au pairs; sentia-se num beco sem saída. Ela precisa de uma au pair que cozinhasse bem e dirigisse e além de eu não fazer nenhum dos dois, o marido dela havia combinado comigo que eu não precisaria de nada disso. (E logicamente eu tinha mil e-mails para comprovar).

Ela não queria me mandar embora pois considera que estaria sendo injusta comigo. E brigava sério com o marido, chegando a pensar em divórcio. Era honesta comigo, e creio eu que sentia-se mal por não ter participado dos e-mails, chats e tudo mais que me envolvia, sua futura au pair. Também sei que nem ela imaginava que as coisas mudariam tanto... Acabamos conversando sério, chorando e reesquematizando toda minah rotina.

Incluí onibus, bikes e até aulas de direção (aiii como são caras). Ela me ligava ao sair do trabalho e me orientava ao que poderia fazer de jantar. E eu fazia, quando ela chegava já estava quase pronto e então terminávamos juntas e colocávamos a mesa, normalmente ajudadas por uma das meninas.Passei a ajudar mais no trabalho de casa e também a aprender mais com ela... que teve que ter paciência comigo (uma coisa que ela não queria no começo era ensinar ninguém... mas tentou).

Hoje eu sinto falta dela e creio que ela também deve sentir. Mas também sei hoje que eu seria muito diferente se estivesse lá agora... mais madura, mais preparada (e dirigindo bem e confiante também!!!).

Quando eu voltar... acho que eles nem vão mais me reconhecer ;)
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3 de outubro de 2012

A vez da Luna!

Agora que já falei da Iris, minha menina vaidosa e espuleta; chega a vez de contar mais sobre a Luna.
 
Dos três, foi ela quem mais demorei para conquistar. Era a menos carinhosa, a que menos confiava em mim. Mas não pensem que isso signific que Luna era distante, não era. Seus irmãos que eram mais extrovertidos, mais calorosos.
 
Quando cheguei na Holanda, ela tinha 5 para 6 anos. Era muito esperta e um pouco birrenta e como toda irmã do meio, sentia-se por vezes deixada de lado pela mais velha ou muito crescida para brincar com o pequenino Morris. No começo, ela fazia questão de me ajudar a chamar atenção de sua irmã mais velha, dizendo insistentemente que ela precisava me obedecer para que eu não fosse embora (!!!). Seus pais que diziam isso no começo, que se eles não se comportassem eu iria pegar minhas coisas e iria embora. Mesmo ela ainda sendo desconfiada, tinha medo de que eu realmente fosse. Ela não falava muito sobre sentimentos, era carinhosa, mas se mantinha afastada muitas vezes também.




 
Era a mais rechonchudinha dos três, e lhe caía muito bem, aliás. Mas não era tão ativa quanto os outros dois; não gostava de andar, de correr ou muitas atividades que gastassem sua energia. E não fazia amizades com facilidade por ser muito fechada. Eu e minha Host corríamos atrás de pais e mães (e au pairs) para marcarmos playdates para ela e tentávamos ao máximo dar às crianças espaço, coisas legais para fazerem, guloseimas (no horário próprio), tudo para agradar aos amiguinhos da Luna.


Luna também sempre foi muito exigente consigo mesma (Vocês podem conferir aqui), quando falei de seu medo de bicicleta e o comparei ao meu próprio medo de dirigir. Mesmo em seu aniversário, ela quer tudo tão perfeito, tão perfeito, que se não der certo, ela se culpa e chora. Claro... ela é criança, primeiro ela se enrolava em nossa perna e nos culpava por qualquer fracasso que fosse... para depois entender que tudo estava indo bem.


Mais para o fim da minha experiência como au pair, houve um dia que nunca poderei esquecer. Luna sempre foi apaixonada por sua avó Mimi, que também era louca por ela. Cada momento com a avó era único para ela e naquela semana, Mimi tinha passado vários dias conosco. Levou as crianças à escola e sem se despedir, resolveu ir embora para a cidade que morava, na Bélgica. E eu fui buscar as kids, e já ficava imaginando como seria contar à Luna que sua avó tinha ido embora sem se despedir. Imaginei que ela iria brigar comigo, bater e gritar como era seu costume de reclamar. Mas ela simplesmente me abraçou, enterrando seu rosto em mim e chorando copiosamente enquanto me segurava firme. Quase que eu choro junto!

Acho que foi a partir daí que eu notei que ela tinha finalmente me aceitado, finalmente se aberto a mim e que eu a havia conquistado. E acho que começamos a nos dar melhor.
E um tempo antes disso, quando eu levava os três na bakfiets (bicicleta com um espaço grande na frente para as kids se sentarem), e eu comecei a ter um ataque de asma, foi ela quem me defendeu e que controlou a situação até que eu estivesse melhor. Enquanto Irisje se desesperava junto e dizia que iria se atrasar para o hóquei, Luna berrava "Abre os olhos, a Nana não está bem, a gente tem que parar, ficar calma e ajudar a Nana". Aiiiii, que orgulho da minha menina!!!!Pensando em mim!!! Cuidando de mim, e ao meu lado!!!

Beijos a todos!


 
 
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23 de setembro de 2012

Há mais uma estrela no céu...

Outro dia postei um apelo a todos meus amigos no facebook. Que tirassem um momento para orar pelo namorado de uma grande amiga, que havia sofrido um grave acidente de moto. Meu apelo era internacional, para que todos compreendessem e pensassem por um instante sequer na família do garoto, que mandassem a eles paz, força e energias positivas.No dia seguinte, ele faleceu.

Eu não o conhecia. Era apenas amiga de sua namorada. E talvez seja por isso que eu tenha me abalado tanto. Há pouco mais de 9 anos estive no lugar dela. E desde que soube do acidente deste rapaz, meu estômago encolheu lembrando de meu próprio sofrimento. Do dia em que recebi a notícia... do dia em que não pude dizer adeus.

Na semana passada, o flashback me levou a desejar amparar minha amiga ao máximo. Fui até o hospital abraçá-la, escutei, não falei nada e depois falei e segurei suas mãos, que tremiam tanto. Pensava no sofrimento, na perda, no "não saber se vai ficar bom", na esperança e nos Deuses.

Por que minha amiga também tinha de passar por isso? Por que outra família tinha de perder seu filho tão jovem, de mandeira tão brusca? Pensei neles... e nos meus pais chineses (os pais do meu namorado de que falei acima). Em como todo dia, meu objetivo de vida para acordar e levantar da cama era correr da escola para encontrá-los, confortá-los, ser forte por eles. Parecia que só assim eu teria força para não sucumbir. Porque eu precisava ampará-los... precisava ser forte por eles. E ao olhar hoje para minha amiga, senti em seus olhos a mesma motivação, a mesma força. É a maneira que encontrou de aguentar, como eu há tanto tempo.

Amor é assim...
No dia do velório fui abraçá-la novamente, no mesmo local em que me abraçaram anos atrás... e ver outros pais chorando ao lado de um caixão com muitas flores em volta. Fiquei firme. Por eles. Logo meu Renato teria mais um amigo a lhe fazer companhia... e também aproveitei para subir ao andar onde está meu Renato, descansando. Quando já estava sozinha, no elevador e depois no corredor que me levaria  ele , eu já chorava horrores. Sentei-me em frente ao local em que ele foi colocado 9 anos antes e chorei de saudades, chorei de raiva, chorei de tudo. Disse que gostaria de ser uma pessoa da qual ele teria orgulho, de ser uma mulher de sucesso que ele teria orgulho de ter conhecido e amado. E que não sei se isso realmente verdade.

Então veio uma ventania horrível, mas que logo parou e eu olhei para frente como se pudesse sentí-lo. Havia tempos que não sentia isso, mas era como se ele estivesse dizendo algo, que eu não entendia, mas que sabia que era alguma coisa... e eu comecei a rir. Comecei a sorrir e rir e toda minha tristeza, tudo passou. Foi estranho, e ao mesmo tempo foi muito bom. Eu posso quase dizer que sabia que ele estava ali, me dando toda força que podia. Tive a certeza de que ele realmente estava comigo, por mais que eu não pudesse vê-lo ou escutá-lo.

Respirei fundo e voltei para minha amiga. Foi até difícil, pois eu estava sorrindo e não seria educado voltar a uma despedida com um sorriso sincero no rosto... acho que não entenderiam. Mas eu falei com ela...
"Você vai ficar bem... não será rápido nem fácil, mas você vai ficar bem."

"É, tenho certeza. Você ficou, né? Minha amiga." - ela me respondeu e eu quase chorei. E é verdade... eu fiquei realmente.
 
E pelo visto, sempre que eu não estiver bem, vai passar um vento forte e ele logo vai segurar a minha mão e me ajudar a me erguer. Pois não estou sozinha. E nem mais minha amiga está.


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11 de setembro de 2012

Lembrando de Iris!

E estou eu a ler novamente. Sempre que acabo um livro logo já começo outro. Quase que sem nem parar para respirar. E sempre é uma aventura incrível. Mesmo que eu não tenha curtido a leitura, sempre aprendo alguma coisa... nem que seja a nunca mais pegar nada daquele autor novamente! Mas já tenho certeza de que não será essa a minha conclusão após ler "Simplesmente fui ver" da jornalista e autora Cíntia Magalhães. (Para comprar o livro, escrevam para a Cíntia: cintia@simplesmentefuiver.com.br )
 
Eu e os dois mais novos
Fico cada vez mais surpresa com as atitudes pa pequena Sofie, a menina de quem a Cíntia cuidou quando foi au pair na Bélgica. São gritos, birras e muito, mas muito choro. Lembrou-me um pouquinho de meu primeiro mês com minhas crianças na Holanda.
 
Como a maioria de vocês já sabe, na Holanda eu fui au pair de 3 crianças; que tinham 8, 6 e 3 anos de idade. Tinhamos nossos momentos e as vezes eu ficava brava e/ou cansada. Mas como já comentei aqui, me descobri muito firme.
 
Claro que o começo não foi nada fácil. Eu podia sentí-los me testando... para ver até onde eu cederia. Queriam desesperadamente saber se eu seria fácil de dobrar! Mas eu não sou. Nunca fui. Mas para eles realmente entenderem isso não foi tão simples.
 
Iris, a menina mais velha, era muito parecida comigo quando criança. Hiperativa, animada e desafiadora. E tinha AADD e dislexia! Era a cereja do meu bolo! E durante quase um mês ela me testava desde o primeiro segundo em que eu a buscava na escola. E assim passávamos a tarde toda. Os dois mais novos, Iris e suas amigas e eu, cansada, desolada. Parecia impossível dar atenção aos menores (e para eles eu também estava em fase de teste!), quando tinha que ficar atenta a tudo que minha menina mais velha fazia.
 

Tentando me jogar na piscina

 Na primeira semana por mais de um vez ela mentiu para mim, dizendo que havia tomado seus remédios. Eu ficava tranquila, só para mais tarde descobrir que não era verdade e que justamente o tal remédio era para ajudá-la a se concentrar, se acalmar e nos ouvir. Não preciso nem dizer que até essa descoberta, passei uma semana de cabelo em pé sem entender porque alguns dias ela era praticamente o demônio!
 
O pior de tudo ( e que só eu parecia perceber) era que ela sabia muito bem que quando esquecíamos de dar a ela seu remédio, ela poderia aprontar o que fosse e ninguém a culparia. A culpa de qualquer coisa que ela tivesse feito era da falta do remedinho!!! E para ela essa foi a descoberta do século! Não tomar o remédio significava poder deixar todo mundo louco sem se preocupar com bronca, castigo ou responsabilidade!!! Era tudo que ela queria... E só eu para ir contra a corrente e tentar discipliná-la com ou sem remédio.
 
Passadas as primeiras semanas difíceis( de adaptação entre nós duas), Irisje se tornou minha companheira. Gostava de pentear meus cabelos, me abraçar o mais forte que conseguisse e para o meu desespero (pasmem au pairs deste mundo!) ela queria até me ajudar a passar roupa!
Iris, depois que eu voltei. Moça!!!
 
Mesmo na escola, quando eu ía buscá-la, ela era a mais carinhosa, constrastando com o relacionamento de seus colegas com suas au pairs/babás. Gostava de me chamar para brincar e também de dizer que era eu quem cuidava dela. E o que mais me impressionava, Irisje realmente escutava o que eu dizia (vocês podem conferir aqui ). E em outras ocasiões eu notei que ela até passava adiante o que eu havia ensinado... parecia que eu era mesmo super importante!
 
E eu me sentia realizada! Por isso mesmo sinto muito pelo relacionamento entre a Cíntia e a Sofie. Por mais que meus três (sim, voltarei para falar dos outros dois!) fossem terríveis as vezes, eram também meus amores, meus amigos. E quanto mais eu leio o livro da Cíntia, mais desejo saber se isso tudo era mesmo apenas uma fase da Sofie. Se aos poucos ela conseguiu se abrir de verdade com alguém,  se deixou-se apegar a alguém além de sua família. Se este sentimento forte e tão claro de possesão que ela tinha em relação a tudo evoluiu. Pois eu creio que este era seu jeito de amar... sabendo que as pessoas a sua volta eram dela.
 
Fico curiosa para saber se agora ela cresceu. E como foi que sentiu a falta da Cíntia após seu retorno ao Brasil. Como demonstrou esse sentimento. Não terminei o livro, mas o que eu sinto é que a menininha não lidava bem com sentimentos... e que não sabia muito demonstrá-los. vamos ver se até o fim do relato eu ainda tenho esta opinião!(E claro, eu não a conheci nem nunca a vi para poder falar nada concreto!)  E para os que chegaram aqui agora e se assustaram com o post! Procurem o livro da Cíntia "Simplesmente fui ver", e tirem suas próprias conclusões. Ele é muito mais que o relato de uma au pair, ele é uma viagem pela Europa toda, uma coleção de países e pessoas diferentes e interessantes e uma conversa muito louca com a autora!
 
 
Beijos a todos! Logo logo posts sobre as primeiras semanas e as birras dos outros dois irmãos Nouwens!!! :)
Clique em nós duas!


 
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30 de agosto de 2012

Coisas que eu sinto falta... na Holanda #1

Sentada em frente ao meu computador após enviar à gráfica o primeiro álbum referente ao meu ano na Holanda, eu suspiro animada. Depois de mais de dois anos de volta ao Brasil, eu ainda não havia pensado no meu álbum, revisto minhas fotos. 

Consegui apenas colocar os três primeiros meses desta vez; então sei que terei que dedicar meu tempo novamente, escolhendo fotos e montando um photobook bem legal. E revendo as fotos, organizando por data me dei conta de quantas coisas eu já havia esquecido. Quantas coisas legais que já estão ficando de lado devido a minha vida atarefada e estressante. Que triste!!! Não estou falando propriamente das aventuras que vivi e sim das coisas que experimentei lá e que não existem por aqui e eu sinto falta. 

Trabalho fazendo, entre outras coisas, muitas cotações para navios estrangeiros e de vez em quando eles pedem algo que não temos por aqui (Brasil), mas que eu conheço bem de meu ano lá(Holanda). É tanta coisa que muitas vezes eu paro um segundo para lembrar do gosto ou cheiro dos alimentos e sonhar em poder experimentá-los novamente. Ai que delícia.... kroket, bitterballen, boerenkol, ice tea com gás, haaring ( que dica-se de passagem eu não gosto!)... 


Lipton Iced Tea com gás - Nossa! Que descoberta foi essa! Me lembro até hoje que em meu primeiro ou segundo mês, saí com minha amiga Nikki da Nova Zelândia e fomos caminhar numa área maravilhosa de Den Haag. Sentamos em um cafézinho lindo em uma esquina e suas mesas e cadeiras ficavam em uma calçada que dividia a rua. Pedimos um lanche e Iced Tea. 

E quando chega a garçonete com nosso lanche, ambas fazemos uma cara de surpresa e rimos. Eu maravilhada com o Iced Tea de limão com gás e Nikki achando engraçadissimo comer sanduíche com garfo e faca. Primeira vez que parei para pensar que em muitos lugares no Brasil fazemos o mesmo.(Ou ao menos o local nos dá garfo e faca e nós pegamos o sanduíche sem nem nos impressionarmos com a presença dos talheres ao lado... mas não nos é uma surpresa!) 

Escrever ao navio "Not Available / Indisponível" é muito triste!!! Aqui não temos, por mais que tenhamos inúmeros refrigerantes em todos os lugares, não temos um único chá gelado com gás! Lembrei de fazer uma seleção das coisas mais gostosas que conheci e mandar para minhas futuras au pairs se divertirem procurando por elas e ainda me mandarem novidades para eu experimentar quando voltar! 

Quem aqui já morou em outro local ou viajou e descobriu algo incrível deve também se pegar pensando porque não podemos globalizar cada detalhe as vezes... importar as delícias que encontramos por aí. Os intercambistas que conheci no Brasil viviam me dizendo que iriam sentir muita falta de tomar guaraná e que imaginavam que nunca mais teriam oportunidades. Queriam colocar tudo na mala, enrolar nas roupas ou tomar só guaraná a semana toda antes de ir embora para não esquecer o gosto (ou ver se enjoava,né?!).

E você? Do que sente falta? 
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28 de agosto de 2012

Queria expressar tudo...

As vezes eu queria expressar melhor meus sentimentos e meus esejos. As vezes fico muito presa dentro de mim, escondida em minha própria espontaneidade, em minha alegria e voz estridente. Queria poder dizer as pessoas ao meu redor o quanto as considero importantes e dizer também aqueles de que não gosto que também são importantes para mim. Mesmo que a princípio eu chegue a negar.

Queria dizer o máximo todos os dias sem ser repetitiva, pois pensamentos eu tenho demais e nem 10% deles eu deixo sair. Ficam comigo, ficam sozinhos.

Mais que isso, acho que queria também que compartilhassem comigo o que há dentro de vocês; a vida, os sonhos e até o que já não acreditam mais existir.

Pois eu acho que posso ajudá-los, acho que posso fazê-los crer novamente em faz de contas.
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23 de agosto de 2012

A diferença entre nós

Fonte desconhecida

"Serabai lhe explicou uma vez por que aquelas pessoas tinham o cabelo louro e a pele da cor de parede de hospital; disse que havia alguma coisa faltando em seus corpos e que vinham para locais de clima quente como Bombaim para escurecer a pele. Sentia pena deles e, vendo seus cabelos compridos e roupas gastas, queria lhes dar dinheiro, mas Sera se ria disso e dizia que não precisava ter pena, porque eles na verdade sentiam orgulho de sua pele branca. "Como é que se pode ter orgulho de uma coisa que está faltando no próprio corpo?" Era o que Bhima queria perguntar, mas antes que pudesse fazê-lo, Sera lhe explicou que eles não precisavam do dinheiro dela; disse também que eles vinham de lugares mjuito mais ricos do que ela podia imaginar. Então, Bhima teve a certeza de que Sera estava mentindo, porque bastava olhar o cabelo sujo deles, suas camisas desbotadas e calças azuis rasgadas para que qualquer imbecil soubesse que aquelas pessoas descuidadas e sem cor eram muito pobres".

 
Thrity Umrigar : "A distância entre nós" pág.:99
 
Para pensar né?
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5 de agosto de 2012

Ação do coração em Santos



 
Foto: Página do evento no Facebook

Enquanto a maioria das pessoas à minha volta comentava que o tal evento era uma besteira; eu não conseguia parar de falar no assunto. Ficava acompanhando as histórias pelo jornal, toda animada. Desde o primeiro momento, achei a idéia incrível. Várias pessoas reunidas em diversos locais diferentes confeccionando coraçõeszinhos.

A inspiração surgiu em uma viagem à Austria feita pelo ator Eduardo Furkini. Ele conheceu uma ONG que realializava uma atividade similar para levar o conhecimento sobre doenças do coração às pessoas. Esta ONG promovia uma grande evento em praça pública, exibindo corações de tecido feitos pelos seus integrantes. Eduardo voltou ao Brasil com a idéia de criar um evento parecido, mas movimentando o maior número de pessoas possíveis, que confeccionassem os corações de tecido recheando-os de sentimentos positivos e de amor. E que então, os corações fossem todos reunidos, para serem distribuídos entre as pessoas presentes no evento.


Foto: Página do evento no Facebook
Infelizmente, Eduardo faleceu o ano passado, de um ataque cardíaco e não chegou a ver sua idéia realizada. Mas a AEF resolveu levar a idéia a cabo e realizou o evento semana passada... e foi tudo muito lindo!

O que mais me chamou a atenção na preparação para o evento foi o grande número de pessoas envolvidas. Algo tão simples e até aparentemente bobo reuniu muita gente que de outra maneira talvez nem teria muito tempo de sentar, conversar e deixar de lado a vida corrida do emprego, da família e do stress que vem com tudo.

E no dia 2 de agosto, lá estava eu, esperando pela hora do almoço para correr para a praça e tirar muitas fotos, tentar pegar um coraçãozinho para mim e outro para alguém especial. E ver quantas pessoas iriam comparecer para desejar amor ao próximo. ´

Saí então com duas amigas, a Josy e a Patrícia e fomos primeiro almoçar e fazer compras. Elas ainda precisavam comprar algumas coisinhas, mas caminharam comigo até a praça. E qual não foi nossa surpresa quando vimos o número de pessoas que caminhavam para lá também... e mais: o número de pessoas que abarrotavam a praça e formavam fila para ter direito a encontrar um coração de tecido com muito amor dentro!!!


Logo notei que estava uma loucura!


Vem comigo?




Lotadissimo!
 



Óculos novo ;)
Gente em todos os lugares
Os organizadores








Havia ao meu lado uma mãe tirando fotos de seu filho e procurando sua filha no meio da multidão. A menina logo voltou correndo, cheia de corações em seus braços e eu comecei a tirar fotos deles. A mãe dela pediu a ela que escolhesse um para me dar e ela o fez.











Organizadoras
Kátia, amiga da minha mãe
Conheci muita gente nova, encontrei amigos antigos e tirei fotos. O único coração que consegui pegar (o vermelhinho) dei para a Kátia, amiga da minha mãe. Estava uma loucura, e infelizmente muita gente não respeitava a fila e nem a regra de poder pegar só dois corações cada pessoa. Pegavam vários. Alguns acabaram ficando sem, mesmo que tenham sido feitos e disponibilizados mais de 51mil corações!!!  Chega a ser contraditório... gente que pega vários e que doa um a um estranho (como o que eu recebi). 

Mas foi um evento bonito... e eu me senti bem feliz por ter estado lá ;)
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