28 de dezembro de 2011

Aos vovôs!

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Estava escrevendo um e-mail a um amigo estrangeiro e ele comentava que iria visitor sua avó, que não via há muito tempo. E então,em minha resposta, comecei a tagarelar sobre minha relações com meus próprios avós e principalmente, rever minha relação com meus falecidos avôs ... após a morte deles. Parece mesmo meio impossível ter uma relação com um avô após sua morte, mas acho que suas partidas foram tão sentidas e significativas em minha vida que nossa relação se desenvolveu para uma outra dimensão desconhecida. E que ocorre principalmente em sonhos.

Meu avô Francisco morreu aos 84 anos em 2004,após um derrame. Hoje ele teria 91 anos, assim como sua mulher, minha avó Carmem. Meu outro avô, Fernão morreu aos 79 anos, há dois anos atrás, poucos meses antes que eu embarcasse para a Holanda, ele teria hoje 81 anos,quase dois a mais que sua mulher, Cecília, que fez 80 mes passado.

Ocasionalmente eu sonho com eles, e por mais engraçado que pareça, é mais freqüente do que sonhar com as minhas avós Carmem e Cecília, que eu vejo com freqüência. A primeira vez que sonhei com meu avô Chiquinho(Francisco) nós estávamos em uma Universidade, e o professor anunciava um convidado de honra e fiquei surpresa em ver meu avô caminhando naturalmente em minha sala, mais moço, sem problemas locomotores(como ambos meus avôs tinham!). Ele ficara surpreso em me ver e exclamou feliz “Nadja! Há quanto tempo eu não a via” e me fez chorar e sorrir. Eu estava orgulhosa de vê-lo lá.

Avô Fernão veio a mim em sonhos já muitas vezes, mas no começo não eram sonhos bons e eu sempre acordava assustada. Com o passar do tempo, ele começou a vir em meus sonhos só para que eu ouvisse sua voz, e é engraçado notar como eu sentia saudades da sua voz, do jeito que ele pronunciava as palavras. E sua exclamação ao falar “Poooooxa”. E isso ele dizia sempre, num jeitinho muito particular e feliz. E eu sempre tento imitá-lo, sem sucesso. E quantas vezes eu já tentei,  como se a cada vez pudesse ficar mais próxima dele.

A gente lembra mesmo mais das coisas pequenas e cotidianas de alguém que partiu. Aquelas características marcantes que em vida a gente mal dava importância. Antes que meu avô Fernão partisse, eu lhe disse que quando estivesse na Holanda pesquisaria mais sobre nossa família, em como um holandês resolveu cruzar o continente até Portugal e depois o oceano até o Brasil, que na época ainda era só mata. Mas quando eu realmente estava lá, a vida passou tão rapidamente e eu nem sabia onde procurar... com séculos tendo passado desde que um ancestral meu tivesse vivido ali, que eu não achei nada... e não procurei muito também. Hoje eu faria diferente... aliás, é o que pretendo fazer em breve, assim que tiver uma nova oportunidade.

Queria também ter colocado algumas fotos com este post, mas com meu notebook no conserto e sem scanner, fica difícil. Tentarei mais tarde :) Para vocês verem meus dois "bons velhinhos" :)



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