11 de novembro de 2014

Novos rumos!

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(mesmo post de meu outro novo blog)

Eu nunca soube ao certo que caminho eu realmente queria seguir. Quando nova, pensando nas carreira internacional. Ser diplomata. Comecei o cursinho em 2004 e conheci uma atriz, formada pela USP, que não conseguia viver de trabalhar com teatro. Não conseguia pagar aluguel, tinha 28 anos e estava no cursinho novamente, tentando arquitetura. Aquilo me atingiu. Era artes cênicas que eu estava pensando em prestar. Foquei em Relações Internacionais, a promessa do dinheiro, da carreira internacional e mesmo do status e glamour que vinha com a idéia de seguir este caminho. Então foi assim. Fiz relações internacionais, logo percebi que mesmo gostando das disciplinas, não era minha vocação, minha paixão. Não ía me satisfazer profissionalmente. Mas não podia desistir. Meus pais já haviam investido muito para eu chegar onde estava, na Unesp em Marília.
possíveis carreiras, tudo parecia interessante, mas nada me cativava o suficiente. Queria ser atriz. E escritora. Queria estudar as pessoas, principalmente gêmeos. Entendê-los psicologicamente. Também queria ter uma vida dinâmica, em que nunca trabalhasse do mesmo lugar. Como conciliar todos esses desejos?

Também pensava que com o passar do tempo eu amadureceria e entenderia que este era meu caminho pois eu o escolhi. E então, seria feliz com minha escolha. Mas nunca senti isso, nunca foi assim na minha vida. Após formada, trabalhei em empresas de exportação, em departamentos voltados para o internacional e nada de me sentir feliz, satisfeita. Mas esqueci o assunto e me resignei a encontrar um trabalho decente e pronto. 

Quem me acompanha sabe que após sair do meu último emprego, tudo estava começando a mudar. Nada de satisfação, nada de ser realmente boa em alguma coisa, qualquer que fosse! E comecei a pesquisar  cursos novamente, outras caminhos. Ler sobre profissões que nunca havia pensado antes. Decidi achar algo diferente. E também senti muito medo. Já tenho 28 anos, investi tanto num certo caminho, numa certa vida que parecia tudo tão horrível, largar todos esses anos investidos para começar de novo. Ficou aquele misto de "Se eu for mudar, a hora é AGORA!" E "Mudar com quase 30 anos de idade?"

Não me arrependo do que fiz até agora e do caminho que segui. Mas me sentia muito infeliz e confusa. Mais e mais eu acompanhava o sucesso dos meus amigos em suas carreiras. E tudo só reforçava minha decepção comigo mesma. Por que não acho minha paixão, minha vocação? Por muitos anos pensei que não encontraria mais nada, nada que me movesse, nada que eu realmente quisesse alcançar.

E então, pesquisando na internet sobre morar fora, trabalhar em algum outro país, olhando agências de emprego em Dubai, minha mãe me apresentou à Patrícia. E ela me apresentou à vida de comissária. Huuum.... Eu, comissária? Alguém já pensou nisso antes? Eu não, para falar a verdade. Nunca tinha cogitado essa opção. E agora ela parecia ter caído no meu colo, dizendo "Olha para mim". Mas eu ignorei. Por um ano inteiro, enquanto trabalhava no GPA. Não pesquisei o assunto, não li sobre o trabalho de uma comissário e muito menos sobre empresas, requisitos e estilo de vida.

Estava concentrada em outro mundo. E então, meu mundo ruiu. E eu quase que ruí junto. Em Santos, na casa do meu pai, estávamos vendo um programa conhecido como "Catástrofes Aéreas" (Mayday ou Air Crash Investigations) e eu sempre curti muito esta série em formato documentário. Cada episódio investiga um acidente, suas causas e o que foi aprendido com sua ocorrência, como a industria da aviação torna-se cada vez mais segura após essas investigações. O episódio do dia tratava da importância dos comissários durante alguma anormalidade... e eu senti que era capaz de atuar daquela forma, de agir daquele jeito e ajudar.

E foi assim que comecei a pesquisar se o restante da carreira eu também me identificaria. E me apaixonei. Comecei a correr atrás de informações práticas, cursos necessários, preparo físico, exames... e logo começo minhas aulas no curso de formação de comissários... ;)

Novo caminho e novos rumos...

7 comentários:

  1. Parabéns pela decisão Nadja e que esta nova etapa seja de crescimento e de descobertas. A única constante na vida é a mudança, então aproveite o momento! Boa sorte!! Bjs

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  2. Uau, que bacana esta nova descoberta! É isso aí, vai em frente que a gente vai junto com vc daqui!!!! Boa sorte e tudo de bom....

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  3. Eu fico pensando que somos de uma geração que foi "educada" (não exatamente pelos nossos pais, mas pelo mundo) para ter sucesso financeiro e reconhecimento. Acabamos optando por carreiras tradicionais que são o caminho mais fácil para chegar nisso, e depois cai a bomba que é a frustração. Eu passei a mesma crise, e fortíssima. Fiz direito. Hoje consegui me achar no meio, guinar a minha carreira pra um lado que me satisfaça.. mas sofri MUITO. Foi muito choro, muita depressão e muita vontade de acordar de novo aos 17 anos e fazer tudo diferente. Porque a sensação de que o tempo está passando e você está no lugar errado e aterrorizante. Tenho várias amigas que passaram/estão passando por essa crise, e só agradeço por ter encontrado meu caminho. Que bom que você encontrou o seu também :)

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    1. Sim, nem me fale... ainda sinto isso na pele. Uma cobrança intensa dentro de nós mesmos.

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  4. Nadja, me identifiquei total com esse texto. Tb passei por crises e mais crises e ainda sofro um pouco com isso. Tenho 30 anos agora e comecei realmente a me interessar pela aviação com 25 anos. Mas só agora tive oportunidade de fazer o curso de comissária! Me formarei em maio!! Achei seu blog através de uma pergunta que vc deixou no blog http://naoperturbe.net/2014/03/26/open-day-emirates-25-janeiro-2014/ . Tenho muita vontade de participar de um open day mas não tenho confiança no meu inglês!! Vou ler seu blog pois já achei bastante interessante e legal! bjos

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