4 de fevereiro de 2012

De Portugal para o Brasil e o Mundo!

Share it Please
Essa é a história da minha tia. Ou prima. Vocês já pararam para pensar que tem pessoas, amigos ou familiares, que você passa um tempão sem notícias ou sem revê-los e quando finalmente os encontra... é como se tivessem se visto ontem e nada tivesse mudado no relacionamento de vocês? E aos poucos, você realmente sente que nada mudou mesmo?

Assim é o relacionamento entre minha Mamessinas (meu irmão a chama só de Mãe mesmo) e minha tia Silvia. Minha tia nasceu no Brasil, com poucos meses de vida mudou-se para Portugal onde morou até uns 19 anos, não tenho certeza. Minha mãe nasceu aqui e sempre morou aqui e como se pode imaginar as duas não tinham contato. E mais ou menos aos 12 anos começaram a se corresponder por cartas. E se tornaram amigas. Anos mais tarde quando minha Tia veio morar no Brasil, as duas finalmente se conheceram e sua amizade ficou ainda mais forte.



Elas não são irmãs na verdade. Minha mãe é dois anos mais velha que a tia Silvia e é prima direta (primeiro grau) da mãe dela!!! A mãe da Tia Silvia e a minha mãe são primas, mas com uma graaande diferença de idade, o que fazia com que minha avó e a mãe da Tia Silvia se tornassem amigas (tia e sobrinha) e depois as filhas delas. 


Lógico, tudo isso foi muito antes de mim.O tempo passou, ambas casaram tiveram filhos e suas vidas continuavam ligada. Até que uma delas foi aprovada num processo seletivo da ONU e partiu do país em direção ao mundo. Eu ainda fui visitá-la e aos meus primos em Nova Iorque. E foi minha primeira viagem para fora do país. Foi tudo maravilhoso e eu aprendi muita coisa. Comprei muita coisa também! 

Desde então nos vemos pouco, mais ou menos uma vez por ano, quando minha tia ou meus primos vem ao Brasil. E nem sempre veem ao mesmo tempo.Raras vezes em que vi os quatro de uma só vez, juntos no mesmo país! Ocasionalmente via minha prima Marianna, ou um de seus irmão, Thiago e Rodrigo.
Outro dia nós encontramos novamente. Todas as moças, minha Mamessinas, eu, minha Tia Silvia e minha prima Marianna. Era como se nunca tivessemos ficado tanto tempo sepradas e sem comunicação umas com as outras. O carinho estava presente, forte e éramos cúmplices novamente, como sempre. Cúmplices dos nossos sonhos e desabafos, falando desde nossos planos para o futuro a encontros do passado. 

Algumas vezes vi minha mãe reclamar: "Nossa, sua tia está tão sumida. Não consigo falar com ela..." E ficava triste. Mas ao se reencontrarem eram beijos, abraços, apertos e blá blá blá blá como eu imagino ter sido na primeira vez em que se viram.


Hoje em dia ela trabalha na Africa. E sua filha também. Trabalhou alguns anos na Libéria e acho que hoje está no Chade, não tenho certeza. E a Mari está no Sudão. Também na ONU, como voluntária. Meus primos também já moraram em Nova Iorque, na época em que os visitei (2005), Portugal antes e depois disso e o Thiago também já fixou suas raízes pela Itália e pela China. Não param! Nenhum deles. Nem mãe nem filhos. Eu também quero muito ser assim... e viver assim, ser cidadã do mundo, ter essa nacionalidade. Poucos dias juntos e eles já se despediram de mim novamente e seguiram rumo a este mundão. Por enquanto eu fico... 


Agora elas já voltaram para sua casa, o Mundo. E nós ficamos com as saudades!

4 comentários:

  1. Que lindo!! Aperta um pouco no coração pelas saudades,mas muito lindo!!! A história toda do laço entre as duas irmãs, que estendeu aos filhos e entre os mesmos.

    ResponderExcluir
  2. minha familia é nomade assim, e embora seja minha primeira vez morando fora do brasil eu sei que eu não pertenço ao Brasil e sim ao mundo. :)

    essa ligação que vocês tem é muito bacana e concerteza são de looooonga data. (=

    ResponderExcluir
  3. Quando existe amor verdadeiro pode se passar anos distante que o sentimento é o mesmo, linda a história das duas, bjkss

    ResponderExcluir
  4. Que liiindo Nadja ! Voce concerteza tambem sera uma cidadã do mundo :D

    ResponderExcluir

Procurando uma esmeralda? Que tal aqui?

Designed By Yasmin Mello | 365 dias