11 de setembro de 2012

Lembrando de Iris!

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E estou eu a ler novamente. Sempre que acabo um livro logo já começo outro. Quase que sem nem parar para respirar. E sempre é uma aventura incrível. Mesmo que eu não tenha curtido a leitura, sempre aprendo alguma coisa... nem que seja a nunca mais pegar nada daquele autor novamente! Mas já tenho certeza de que não será essa a minha conclusão após ler "Simplesmente fui ver" da jornalista e autora Cíntia Magalhães. (Para comprar o livro, escrevam para a Cíntia: cintia@simplesmentefuiver.com.br )
 
Eu e os dois mais novos
Fico cada vez mais surpresa com as atitudes pa pequena Sofie, a menina de quem a Cíntia cuidou quando foi au pair na Bélgica. São gritos, birras e muito, mas muito choro. Lembrou-me um pouquinho de meu primeiro mês com minhas crianças na Holanda.
 
Como a maioria de vocês já sabe, na Holanda eu fui au pair de 3 crianças; que tinham 8, 6 e 3 anos de idade. Tinhamos nossos momentos e as vezes eu ficava brava e/ou cansada. Mas como já comentei aqui, me descobri muito firme.
 
Claro que o começo não foi nada fácil. Eu podia sentí-los me testando... para ver até onde eu cederia. Queriam desesperadamente saber se eu seria fácil de dobrar! Mas eu não sou. Nunca fui. Mas para eles realmente entenderem isso não foi tão simples.
 
Iris, a menina mais velha, era muito parecida comigo quando criança. Hiperativa, animada e desafiadora. E tinha AADD e dislexia! Era a cereja do meu bolo! E durante quase um mês ela me testava desde o primeiro segundo em que eu a buscava na escola. E assim passávamos a tarde toda. Os dois mais novos, Iris e suas amigas e eu, cansada, desolada. Parecia impossível dar atenção aos menores (e para eles eu também estava em fase de teste!), quando tinha que ficar atenta a tudo que minha menina mais velha fazia.
 

Tentando me jogar na piscina

 Na primeira semana por mais de um vez ela mentiu para mim, dizendo que havia tomado seus remédios. Eu ficava tranquila, só para mais tarde descobrir que não era verdade e que justamente o tal remédio era para ajudá-la a se concentrar, se acalmar e nos ouvir. Não preciso nem dizer que até essa descoberta, passei uma semana de cabelo em pé sem entender porque alguns dias ela era praticamente o demônio!
 
O pior de tudo ( e que só eu parecia perceber) era que ela sabia muito bem que quando esquecíamos de dar a ela seu remédio, ela poderia aprontar o que fosse e ninguém a culparia. A culpa de qualquer coisa que ela tivesse feito era da falta do remedinho!!! E para ela essa foi a descoberta do século! Não tomar o remédio significava poder deixar todo mundo louco sem se preocupar com bronca, castigo ou responsabilidade!!! Era tudo que ela queria... E só eu para ir contra a corrente e tentar discipliná-la com ou sem remédio.
 
Passadas as primeiras semanas difíceis( de adaptação entre nós duas), Irisje se tornou minha companheira. Gostava de pentear meus cabelos, me abraçar o mais forte que conseguisse e para o meu desespero (pasmem au pairs deste mundo!) ela queria até me ajudar a passar roupa!
Iris, depois que eu voltei. Moça!!!
 
Mesmo na escola, quando eu ía buscá-la, ela era a mais carinhosa, constrastando com o relacionamento de seus colegas com suas au pairs/babás. Gostava de me chamar para brincar e também de dizer que era eu quem cuidava dela. E o que mais me impressionava, Irisje realmente escutava o que eu dizia (vocês podem conferir aqui ). E em outras ocasiões eu notei que ela até passava adiante o que eu havia ensinado... parecia que eu era mesmo super importante!
 
E eu me sentia realizada! Por isso mesmo sinto muito pelo relacionamento entre a Cíntia e a Sofie. Por mais que meus três (sim, voltarei para falar dos outros dois!) fossem terríveis as vezes, eram também meus amores, meus amigos. E quanto mais eu leio o livro da Cíntia, mais desejo saber se isso tudo era mesmo apenas uma fase da Sofie. Se aos poucos ela conseguiu se abrir de verdade com alguém,  se deixou-se apegar a alguém além de sua família. Se este sentimento forte e tão claro de possesão que ela tinha em relação a tudo evoluiu. Pois eu creio que este era seu jeito de amar... sabendo que as pessoas a sua volta eram dela.
 
Fico curiosa para saber se agora ela cresceu. E como foi que sentiu a falta da Cíntia após seu retorno ao Brasil. Como demonstrou esse sentimento. Não terminei o livro, mas o que eu sinto é que a menininha não lidava bem com sentimentos... e que não sabia muito demonstrá-los. vamos ver se até o fim do relato eu ainda tenho esta opinião!(E claro, eu não a conheci nem nunca a vi para poder falar nada concreto!)  E para os que chegaram aqui agora e se assustaram com o post! Procurem o livro da Cíntia "Simplesmente fui ver", e tirem suas próprias conclusões. Ele é muito mais que o relato de uma au pair, ele é uma viagem pela Europa toda, uma coleção de países e pessoas diferentes e interessantes e uma conversa muito louca com a autora!
 
 
Beijos a todos! Logo logo posts sobre as primeiras semanas e as birras dos outros dois irmãos Nouwens!!! :)
Clique em nós duas!


 

14 comentários:

  1. Treinamento para mamãe....he he he

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  2. rEALMENTE, ACHO QUE A PIOR PARTE É TER DE DEIXAR AS CRIANÇAS. QUER DIZER, NO COMEÇO É TÃO COMPLICADO MAS, COM O PASSAR DAS SEMANAS TUDO VAI SE ENCAIXANDO. AI, QUANDO VC TÁ AS MIL MARAVILHAS, PRONTO, É HORA DE IR EMBORA. E É TRISTE NÃO PODER VER ESSES PEQUENOS BRILHANTES CRESCENDO, TORNANDO-SE GENTE GRANDE. SÃO LEMBRANÇAS QUE FICARÃO PRA SEMPRE. DÁ PRA VER QUE VC MORRE DE SAUDADES LÁ DA HOLANDA.

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    1. Foi mesmo triste deixá-las... ainda me pego pensando nelas, se lembram de mim e se gostariam de me ver novamente. E as vezes sonho com eles!

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  3. Pois é Nadja, os pequenos são terríveis hahaha E ainda mais quando eles são tomados por alguma insegurança, afinal, vc era uma estranha. Lógico que com seu jeitinho, com sua educação firme e de amor, conseguiu conquistá-los e não seria diferente, com certeza fez um ótimo trabalho e acrescentou muito na vida destes pequenos que ficaram sob os seus cuidados! Depois conta mais! Bjs

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    1. Contarei mais sim!!! A próxima será minha querida Luna, a filha do meio :)

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  4. Adorei esse post, Nadja! Dá pra sentir muito o carinho nas suas palavras. E vou procurar esse livro, fiquei curiosissima :)

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    1. Que bom que você curtiu!!! Procure o livro sim, vale muito a pena! Na minha página de caçadora no facebook, eu curti a página do livro ;) Vale a pena olhar!

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  5. Nadja,

    Aonde vc comprou esse livro, procurei na internet e não encontrei.
    Beijos

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    1. Olá,
      Eu sou a autora do livro e estou vendendo, se tiver interesse pode falar diretamente comigo:
      cintia@simplesmentefuiver.com.br
      Abs.

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  6. Oi Nadja, obrigada pelos comentários lá no meu blog! Adorei esse post, saber que você já viveu em outro país, adoro ler sobre culturas diferentes! Vou dar uma revirada nos seus arquivos, se não se importa hehehe

    beijinhos, e fiquei interessada no livro, vou procurar também pra ler! rs

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    1. Procure sim, é MUITO bom!!!! Eu amei!!!

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  7. Oi Nadjaaaaaa,
    Obrigada pela publicidade gratuita do livro! hehehehehe
    Realmente, ser au pair é um ótimo treinamento para ser mãe ou não.
    Espero nunca esquecer as histórias gostosas dessa época. E que você continue escrevendo no blog para não esquecer as suas.
    Beijão.

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    1. Conte sempre comigo!!! Aliás, eu já falei do seu livro para meio mundo! E todo mundo por aqui já me viu com ele nas mãos!!!

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