22 de dezembro de 2012

Meu pequeno liefje!

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Acho que alguns de vocês acharam que eu jamais voltaria para falar do Morris... meu pequeno e lindo Morris.

Mas a verdade é que nosso relacionamento foi sempre tão intenso e tão incrível que ficou bem mais difícil para mim relembrar cada momento e escrever aqui. Eu não achei que me apegaria tanto a ele. Primeiro porque sempre tive mais afinidade com meninas, segundo porque ele era apaixonado pela au pair anterior, a Kika. E mesmo com 3 anos de idade, ele sabia que eu chegando... a Kika iria embora. Então, num primeiro momento, eu era a vilã a ser combatida.

Quando acordava e descia as escadas da casa em Haia, me encontrava na sala e quando passava por mim passava o mais longe que conseguisse, fazendo praticamente uma meia lua a minha volta... para ficar o mais distante possível. Eu ficava sem graça, me culpando por não conseguir fazer amizade com ele. Meu Host Father ria e sempre me garantia que ele iria se acostumar comigo. E isto realmente aconteceu!
Mas não foi tão simples. Sua maneira de me testar e me levar ao limite era bem diferente de suas irmãs. Elas gostavam de mim, queriam minha presença e queriam me conhecer, mesmo quando eram birrentas ou malcriadas. Já o meu menino, que naquela época não era nada meu, brincava comigo só para me dizer que eu não fazia nada como sua Kika. E que eu nunca seria ela.

Eu sinceramente achei que nosso relacionamento nunca iria melhorar. Até aquela noite que eu comentei aqui há muito tempo, lá na casa em Haia, quando sua irmã veio me dizer que ele não queria dormir e queria ficar comigo. Fiquei quase desconfiada. Mas ele estava lá e eu queria ser sua amiga. E ele finalmente se abriu a mim e procurou me conhecer e gostar de mim por quem eu sou : a sua Nana!

Nunca senti ciúme da Kika e de como ele falava dela. E também nunca achei que ela tivesse sentido ciúmes de mim quando finalmente eu e meu liefje nos aproximamos. Pois era claro que ele nos amava as duas. E que ambas éramos importantes da mesma forma. E eu nunca deixei que ele esquecesse quem ela era em sua vida. Acho que porque eu não gostaria de ser esquecida por ele.
 
Nós viramos amigos. Ele era meu cúmplice, meu companheiro e me entendia as vezes como adulto. Sabia quando eu estava triste e me abraçava e beijava descaradamente para "fazer a dor passar". Ou quando eu brigava com ele e ele nunca ficava bravo diretamente comigo. Ele também aprendeu uma habilidade incrível... saber antecipadamente quem gostava de mim ou não. E era perceptível sua atitude mudando quando ele percebia que alguém me chateava. Ele sentia. E ele também se chateava.
 
Eram muitos beijos. Muitos abraços. E sempre me dizia que me amava. Era o pequeno... era o meu grande amor por lá e eu nem posso acreditar que já passou tanto tempo. Ele tinha 3 anos, hoje está com 6.
 
Hoje nos falamos menos do que eu gostaria. A diferença de horário entre nossos países e a vida atarefada que eu levo aqui dificulta tudo. Mas ainda recebo fotos dele e o vejo algumas vezes quando seu pai vai colocá-lo na cama. E ele sorri na webcam e me deseja boa noite "Welterusten"... e meu coração fica apertado que só. Então percebo que todo este tempo não consegue apagar o amor que sinto por ele...
 



 







4 comentários:

  1. Ele é lindo demais! Deve dar até um certo orgulho de ver que você tem participação no vida dele.

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    1. Lindo mesmo e com cara de modelo, admite!!! :))) E veja que não tem cara de típico holandês, né? :)

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  2. Ele e lindo demais e a historia de amor de vcs e belissima.
    Um feliz ano novo pra vc, bjoss.

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  3. Que lindo menino,nossa mesmo tao pequeno ele testava voce,as criancas sao incriveis e mesmo tao pequenas nos entendem.
    Que bom saber que voces ainda tem uma comunicacao mesmo que poucas vezes,tenho certeza que mesmo quando ele ficar rapazinho ele se lembrara de voce... Bjs :*

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