15 de fevereiro de 2014

As águas de Tigre

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 Na minha segunda semana na Argentina, convidei duas amigas do curso para conhecerem a cidade em que eu estava hospedada, Tigre. Havíamos combinado que no domingo seguinte (após termos as três ido a um show superlegal juntas no dia anterior) elas me encontrariam na estação de trem de Tigre.

Após alguns desencontros, no achamos no McDonald's. Com certeza, um dos melhores pontos de referência de qualquer lugar quando você precisa encontrar alguém.

O local era uma praça/pier/porto, tudo junto. Havia uma grande quantidade de stands vendendo passeios e barco, que poderiam incluir guias turísticos, almoço, piscina, etc. Optamos um passeio de 30 minutos de barco até uma das ilhas de Tigre (escolhemos a ilha de Tres Bocas) e pretendíamos almoçar por lá. Pegamos uma fila para entrar no barquinho e pronto. Passados uns 20 minutos, já estavamos sentadas bem na frente do barco, só esperando que ele saísse.

Isabelle (Suíça), Rachel (USA) e eu
Eu adoro passeios de barco, sempre gostei. Houve até um tempo, quando novinha, que sonhava em ser da marinha. Sentei no meu lugarzinho, ficamos todas bem juntinhas para que coubessem mais e mais turistas e passamos a olhar para fora. Eu já tinha minha mão esticada na direção da água, pronta para receber todos os respingos.

Chegamos na ilha de Tres Bocas e começamos a adentrar nas trilhas. Encontramos um riozinho e seguimos um tempo por ele, tirando fotos e observando as casinhas. O mais legal era que o que víamos era muitas vezes o lado dos fundos da casa. O lado da frente estava virado para o rio por onde havíamos chegado, na "frente" da ilha. Imaginei quem morava ali e do que vivia. E muito além de um local turístico, notamos pequenas construções e moradias, um único mercadinho e uma escola infantil. 

Após muito caminhar retornamos ao "ínicio" da ilha (o local onde o barco atracou) e nos sentamos na varanda de um restaurante por lá. Eu sou sempre a azarada quando peço comida fora da minha cidade local. Se eu não focar em comidas "fáceis" ou "infantis", eu acabo pedindo algo que não gosto ou que vem justamente de um jeito que eu não como, sempre entendo errado o que era o prato e ele vem apimentado, duro, etc etc. Sou bastante fresca com comida. Mas neste dia, eu fui a sortuda. Minhas amigas ambas pediram um "vacio", que veio completamente duro e que elas mal conseguiam partir. Meu prato estava gostoso, era simples, nada como os restaurantes de Buenos Aires, mas bem feitinho.

Adorei o dia. Eu estava super cansada ainda da nossa ida ao show da banda "Ondavaga", mas aproveitei ao máximo. Fotos, conversa fora, e planos para a semana seguinte. Nós identificamos muito, as três. Todas sem emprego, procurando uma paixão na vida, sonhando em decidir o futuro.

Após o almoço passeamos pelo outro lado da ilha, onde vimos até um restaurante abandonado, que havia pegado fogo meses antes. Também vimos uma lancha quase toda engolida pelo rio. Pensei na tristeza do dono e na beleza da paisagem também. Um conflito de sentimentos. Alias, durante o caminho de barco, o que mais vimos foram barcos abandonados pelos cantos, formavam algo tão bonito e triste. Muitas já pareciam estar ali por décadas, tamanho era o estrago feito pela natureza.

Agora... as fotos :)

Saindo

Bem acompanhada sempre!


Mãozinha para fora!


Barco abandonado

Aceito morar aqui. Pode ser minha "casa de campo"?
Um dos clubes nas ilhas próximas

A ilha de Tres Bocas




Eu observando a vida :)
Rachel
Trilha

Imagina morar aqui!?
Eu, Isabelle e Rachel






Mapa da ilha
Imagino a cara do dono ao encontrar seu barco assim...


Ex-restaurante, tomado por um incêndio meses antes









Clássica



2 comentários:

  1. Nossa, que lugar bacana! Eu também gosto muito de passeios assim! Lugar super lindo.

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